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Para lá do sonho...

Conta-me o teu sonho
e mantém-me acordado
quero sonhar em teu leito
num sonho feito
de amor e pecado...

Quero a transpiração do teu corpo
escorrendo no meu
sentir o odor
do amor
vindo do teu

Conta-me um segredo
e mantém-me a teu lado
não tenhas medo
o amor é feito
de sonho e fado...

Quero os teus sonhos
o teu corpo molhado
e ao romper da madrugada
quero ser amado
para lá do amor sonhado...

Manuel Marques (Arroz)

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Colorido êxtase - Pura paixão





Amanhece...
Pegue minha mão
Acaricie meu coração
  
Que tal de modo mútuo
revisitarmos a nossa paixão?

 E assim eu e você... 

Beijamos cada sentimento vivido por nós
  que em férias estavam.

Transformamos-nos  em colibris
 sugamos toda energia necessária ao esvoaçar contínuo do nosso grande amor

Sentimos  o despertar arrepiante da nossa canção

Quebramos as correntes que aprisionaram
 O frasco com o perfume de nossos corpos ...
Paixão alucinante da juventude 

Fundimo-nos  e explodimos-nos em um colorido êxtase 
de emoção e pura paixão.

Paixão, canção,  amor, sentimento, coração, mão
Mão, coração, sentimento,amor, coração, paixão.

Claudiane

30/06/2013





Quero poder jurar que essa paixão jamais será PALAVRAS APENAS...

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Mulher-Borboleta



Mulher-borboleta, Isa Lisboa
Queria suster-te no céu
Mas não podia
As minhas asas
Não me chegavam;
Asas de cores fortes
Mas de frágil tecido
Nasci borboleta
Ao invés de águia real.

E então me fiz mulher
Para poder caminhar contigo
No meu regaço
Posso enfim envolver-te;
Mantive as asas
Mas já não posso voar
O meu corpo está preso 
À terra
Mas só assim te poderia tocar

Já há muito fui crisálida,
Do casulo nasci borboleta
E por ti
Cresci mulher.

Mulher-borboleta.

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Amigas


- A Arminda ainda tem a alma juvenil.
- Pois é... Uma jovem de noventa anos.
- Dança, brinca, dá risadas, anda de bicicleta...
- Fôlego de criança...
- Desde quando conhecemos ela?
- Faz uns oitenta anos.
- E ela sempre do mesmo jeito... Linda
- Até a cara...
- Pois é... Parece a mesma mocinha... Um doce...
- Ortomolecular...
- O que?
- Tratamento...
- Mas a cara...
- É plástica...
- E muita...
- Assim até eu...
- E eu também...
- E ela sempre foi exibida...
- Roubou meu primeiro namorado...
- O meu também...
- Safada...
- Verdade... Continua a mesma... Uma velha sirigaita...
- Lembra que ela pulava a janela de casa para encontrar o namorado escondido?
- Fez isso até depois de casada...
- Cretina...
- Nunca valeu nada...
- Aquela carinha de santa...
- Por isso que apelidaram de Fogueteira... Quietinha, mas quando acendia o pavio... Era o que diziam...
- Assanhada...
- Cachorra isso sim... Lembra do primeiro marido?
- Se lembro!
- Manso e rico...
- Essa nasceu com sorte...
- Verdade...
Silêncio.
Arminda pula a janela.
Sai sorrateira.
- Lá vai ela... Pensando que é menina ainda...
- Quem?
- A Arminda!
- Quem é essa?
- Esquece...
- Do que?
- Da Fogueteira... Mas o enfermeiro pega ela antes do portão... Safada... Sempre pulando a janela...
- Eu queria ter pulado a janela quando era criança...
- Eu também... Pena que a minha sempre foi muito alta... Pena que a minha eu sempre deixei fechada...

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CANECA DE ÁGATA


CANECA DE ÁGATA

Fui ao mercado,
fazer compras
com preço de atacado,
porque a carestia
tá num valor açodado.

Fui lá comprar Grãos Dourados,
é lentilha, ervilha e grão de bico,
feijão branco, preto e jalo,
e os faço de meu jeito,
sempre vai junto Linguiça Portuguesa,
e no final fica bem bonito na mesa.

E pra acompanhar,
faço arroz com seletas de legumes,
fica para mim um deslumbre.

E nesse passeio pelo Mercado,
eu vi lá bem bonita,
uma vermelha caneca de Ágata,
tão sozinha e pacata,
e então lembrei do café instantâneo,
que faço toda hora,
e tratei de comprar a caneca sem demora.

É o cotidiano da vida,
fazer comida,
do jeito que se sabe e gosta,
e depois fazer um café,
e rememorar que por um tempo,
essas coisa normais e singelas,
eu também as fiz pra ela,
principalmente o café,
que sempre foi feito com
muito Amor e boa – fé.

Mas agora vai ficar tudo mais bonito,
quando na vermelha caneca de ágata,
eu esquentar a água para o café,
e ficar um pouco mais de saudades,
daquela linda Mulher.

Marco Aurelio Tisi

(27/02/2013 )

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Bocejo



Num espaço vazio,
antevi um cheio em presença.
Talvez o sopro dos meus sonhos.
Sonhos... que sonhos!

Foi um despertar louco,
num bocejo agudo e longo;
aspirando profundo;
para dentro do meu ser,
 uma lembrança escondida.

Foi um momento acordado.
Revendo suas linhas.
Na foto que você um dia enviaste,
mirando-me...
no controle eterno dos meus atos.

O tempo passa.
Um ano se finda,
Uma esperança renova.
E essa foto um dia,
sairá da  moldura,
em presença constante.


Num vazio/cheio

mochiaro///rio de janeiro


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Reviver - XI


Gilberto de Almeida
29/06/2013



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Dá-me a tua mão!


Dá-me a tua mão
para que sinta um pouco mais de mim
povo-a a minha solidão
agora que as palavras secaram
dá-me um pouco de ti...

Podes dar-me o que sentes
podes dar-me o que tens
envolve-me nos teus sentimentos
dá-me a tua mão
outros ventos...

Dá-me a tua mão
Para que eu me construa de novo
de mão dada vem à minha vida
transporta-me à emoção
por ti sentida...

Manuel Marques (Arroz)

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O admirador de texturas




Fechou os olhos, alisando o que mantinha em suas mãos. Tinha por hábito fazer isso, ao que lhe fosse apetecível e possível.

Agora, ali sentado, tateava o formato com suaves apalpadelas. Às cegas, media a largura da boca, descia então para seus contornos arredondados, sentindo a superfíe lisa em uns pontos, encrespadinha em outros.

Ah, mas o melhor mesmo era aquele delicioso aroma e um calor agradável, onde quer que tocasse.

Acariciou mais intimamente e sentiu estar na temperatura certa.

Hora de abrir os olhos! Satisfeito, levou a xícara aos lábios, tomando o café fumegante.

Rosa Mattos

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Reviver - X


Só mais um dia:
- foi-se a semana;

Mais uma semana:
- foi-se o mês;

Só mais um mês;
- foi-se o ano;

Mais um ano:
- foi-se a vida;

Foi-se a vida:
- reviver!

Gilberto de Almeida
29/06/2013




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Liberdade

Luminatii - The Loved Birds




Liberdade

Mal definida
Na memória perdida
Foste esquecida









Dulce Morais

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CALICE


CÁLICE

O Cálice esta vazio,
o coração não esta macio,
e a tua Saudade,
que deixa a minha alma
como no estio.

O Cálice esta vazio,
o vinho até esta sadio,
mas não há o que comemorar,
a muita tristeza no meu olhar.

O Cálice esta vazio,
não há vontade pra mais nada,
esta fase de minha vida,
esta sendo pontoada,
parece que estou cumprindo
um severo castigo,
por ter com você me envolvido.

O Cálice esta vazio,
e eu tão só nesse casario,
com um diferente frio,
com a emoção aflorada,
nessa cansativa jornada,
que de repente do nada,
torna a vista lacrimejada.

Esta vazio o Cálice,
nesses pensamentos,
que são verdadeiras
sandices,
fazendo do cotidiano
sempre uma mesmice.

O Cálice esta vazio,
o vinho esta até gelado,
todo rosado,
e em algum momento,
o beberei aliviado,
pois sei que o meu Amor
por você e apesar de você,
não ira me esmorecer,
e é assim que irei conviver.

Marco A. Tisi
( 09/02/2013 )

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Sonhos


Sonhei que estávamos juntos...

Sonhei que seu amor era meu...

Sonhei que não existiam brigas e tristezas, apenas o Amor...

Que parecia ser mais forte do que a morte...

Sonhei que o respeito existia...

Sonhei que  lutaria por mim...

Sonhei que era você e eu contra o mundo.

E que seria assim pra sempre...

Sonhei que isso me fazia forte e que juntos seríamos invencíveis...

Mas um dia despertei, e percebi que o que parecia ser meu anjo, na verdade me matava aos poucos.

Lentamente...

Como uma doença silenciosa, terminal com seu fim trágico, suicida...

Percebi que sonhos são perigosos...


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Verso e reverso...

Desligo-me
mas não consigo
continuas presente
no meu desejo
ardente...

Assim como a Lua
as estrelas a brilhar
a rua
o Céu
e o mar...

Fazes parte
do meu universo
és a minha sombra
o meu reflexo
o verso e o reverso...

Manuel Marques (Arroz)

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SABORES

Beijei lábios de framboesa,
deixaram um gosto de tristeza
Beijei lábios cálidos
tinham um gosto pálido
Beijei lábios de anis
melhor se fosse em Paris
Lábios que beijei um dia
hoje têm gosto de nostalgia
Beijei lábios errantes
foram as melhores amantes
Beijei lábios etéreos
mas não fui levado a sério
Aliás, também beijei lábios de mistério,
naturalmente, tinham gosto de cemitério
Beijei lábios de adeus
felizmente não eram os seus
Beijei lábios pela manhã
quando a alma ainda é sã
Lábios que beijei pelas esquinas
eram meninas traquinas
Lábios que beijo o tempo todo
tiram-me o gosto do lodo
Beijei lábios de amor
ficou o gosto da dor
beijei lábios por prazer
é o melhor a se jazer
Tantos lábios beijei
mas o sabor dos seus, menina,

ainda não sei.

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Olhar estreito


Clique na imagem para ver de onde ela veio!



Olhar estreito


Passamos quase a vida toda buscando uma motivação
Que nos faça acreditar que nossa vida não passou em vão
Assim seguimos metas e esquecemos por vezes o coração
Definimos nosso planejamento de vida sob a ótica da razão

Quando perdemos um bem valioso que sustentava nossa vida
Trabalhamos sob sol e chuva para repor essa peça perdida
Nem que para isso o esforço ocorra de uma forma desmedida
No fim o gosto que fica na boca é de uma batalha vencida

Mas quando é um ser que parte dessa nossa existência
O peso é bem diferente e nos confronta a uma impotência
Pois não existirá ofício que volte o tempo nem por clemência
O mundo segue seu rumo independente da nossa eloquência

E se essa pessoa que parte era considerada por nós especial
Daquelas que sentiremos a falta do sorriso em outro Natal
Daquelas que sentiremos a falta da alegria noutro Carnaval
Daquelas que foram nossa fortaleza a proteger de todo mal

É bem provável que nessa hora mudemos o nosso conceito
E passemos a ceder o devido valor que os seres têm direito
E invertemos a prioridade para o órgão que temos no peito
E sairemos da exiguidade feita com base num olhar estreito

Afinal, qual é a planilha de custo para se prover a felicidade
Quem foi que escreveu que é regra amar somente por piedade
Onde está escrito que vale mais o ouro do que uma amizade

Será que é necessário um adeus para aplacar a nossa vaidade?

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BROTOS DE OUTONO







BROTOS DE OUTONO

Há muito que tenho uma Violeta,
e há muito que ela não dá Flor,
recentemente trouxe outras duas,
pra ver se ela se desabroche,
mas as outras duas ficaram sem flor.

É assim mesmo, quando se esta triste,
parece que nada persiste,
e as minhas Violetas, como eu
estão do mesmo modo a sentir – se.

Mas todo os dias com elas eu converso,
coisas banais, coisas normais,
não falo de tristeza, prefiro dizer sutileza,
e nisso eu sinto o vigor delas com firmeza,
e elas estão ficando, mesmo sem flor,
com muita beleza.

Mas eis que ontem, para minha surpresa,
a minha mais antiga Violeta,
esta brotando flores Lilas,
justo o Lilas, a cor que tanto me apraz,
a cor da minha Alma, que me acalma,
e que agora a minha antiga Violeta,
de repente a sua Flor me traz.

Ah, esse ser magico que é a Violeta,
que nem sei se é a época ,
mas tá trazendo esses Brotos de Outono,
pode ser por causa de meu Estado de Espirito,
agora já estou um pouco menos triste.

Porque afinal maturei, que tudo que passou,
parece que foi uma provação,
pra superar a muita provocação,
a muita dissimulação,
essas coisas que a vida as vezes nos prega,
mas que apesar de tudo,
não me arrependo de minha entrega.

Agora o que importa são os Broto de Outono,
da minha Querida Violeta Lilas,
que esta tal qual eu, com o Estado de Espirito,
começado ficar em Paz.

Marco Aurelio Tisi
( 01/04/2013 )

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Pigmaleão

Dirty brushes




Mão de Pigmaleão
Contempla a tela.
Chora a tinta.

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Noticias do meu amor...

Vento
dá-me noticias
do meu amor
trás o pólen
da minha flor
o perfume
o odor
não te esvaias no tempo...

Quero amar
ser amado
gritar ao vento
espalhar todo o amor que sinto
no teu corpo
que quero tanto...

Vento que sopras
dilui a minha pele
acaricia com a tua brisa
os meus desejos
com essência e mel.

Manuel Marques (Arroz)

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Guitarra e Blue Jeans



Guitarra e Blue Jeans


Era uma vez um garoto
quatorze, quinze ou dezesseis
trabalhava e estudava inglês
prá comprar uma calça Lee
gastava o salário do mês
Também tocava guitarra
emprestada de um japonês
comprar uma era uma "barra"
até que uma o papai lhe dava
e uma grande surpresa lhe fez
"Alguma coisa" o surpreendeu
que o fez mudar tanto assim
os acordes entraram nas veias
tocar e cantar "something"
e a pronuncia do inglês não era ruim
Sua guitarra se destacava
combinando com seu "blue jeans"
enquanto tocava e cantava
nos palcos iluminados se encantava
com aplausos e pedidos de bís
Men@
(1953 - 2013)
®

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A DAMA DA BIBLIOTECA por Danka Maia



Karen sempre teve dois amores em sua vida: a leitura e a moda. Entretanto o baixo poder aquisito de seus pais, ela diarista e ele desempregado há mais de três anos, não podiam oferecer nem mesmo os livros que a menina tanto venerava. A biblioteca que Karen frequentava fechou porque o prédio fora interditado pela Defesa Civil de sua cidade. E o acervo tinha como nova casa a biblioteca vizinha, cerca de uns quatro quilômetros de residência. Numa conversa em tom implorativo aos pais, que consentiram que a garota de dezessete anos frequentasse o ambiente, uma vez que até uma vaga de assistente lhe fora oferecida, o que ajudaria nas despesas de casa.
 Karen dedicava-se de coração a nova oportunidade. O lugar era centenário, contudo um parque de diversões para ela.As  pessoas iam aos montes e adoravam a forma como a menina entendia e indicava boas leituras.
Com a bicicleta que ganhara em seu aniversário de quinze anos, pagas em infinitas prestações se locomovia para a grande e nobre oportunidade de produzir algo para o sustento da família e de seu sedento intelecto.
 Em uma manhã de sol e acelerada um jovem indo para faculdade a fechou no carro em pleno farol. Ela caiu, ele se foi. A Karen só restou levantar-se apanhar seu meio de locomoção e professar em frente, antes olhou o aglomerado do outro lado da rua, a curiosidade fora grande, entretanto a pressa e a responsabilidade em estar na hora certa no emprego eram mais importantes, e a jovem seguiu.
  Foi num fim de tarde a primeira vez que a menina a viu. Ela estava sentada ao fundo da biblioteca, numa área muito pouco iluminada e aonde praticamente ninguém ia, jamais. A senhora abrirá um livro muito antigo, escrevia algo nele também, porém o que realmente chamou atenção de Karen eram as roupas que a mulher usava.Um vestido antigo, não seria exagero descrever de outro século.Renda sofisticada, luvas,gola alta.Pensou consigo:
_Como alguém sai de casa vestida assim? Credo!
 O intrigante é que aquela senhora passaria desde então permanecer lá, todos os dias, no mesmo horário, as cinco e trinta e sete precisamente. E o pior, o movimento na biblioteca despencara sem explicações.
Karen a olhava quase aos berros. Chegou a deixar por vezes algumas revistas de moda como sugestão, talvez assim a consorte se tocasse.
  Mas houve um dia que a senhora levantou-se serenamente do canto como uma dama de fato, ajeitando o longo vestido, as luvas e veio caminhando ao seu encontro de um modo estranho, parecia levitar.
A menina se arrepiou da cabeça aos pés. O coração disparou enquanto seus olhos negros esbugalhavam frente à palidez do semblante da mulher que colocou as revistas de moda no balcão e encarou de um modo intimidante.
Restou a Karen desculpar-se:
_Mil perdões senhora, eu não quis...
A mulher a interrompeu fazendo um breve:_Psiu!- com o dedo indicador sobre os lábios. - As pessoas estão lendo, não os interrompa.
Contudo a biblioteca jazia pura, ninguém além delas estava a ali e então a adolescente retrucou:
_Mas senhora, não há mais nenhuma alma além de nós duas aqui!
Ela sorriu, e antes de dissipar-se na porta amaina replicou:
_Por isso mesmo querida, todos os outros estão vivos.

E se foi.


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O florescer da vida..



Os momentos mais belos da vida são aqueles que refletem o florescer. Nele habita a magia da manifestação do ser, do simples existir. No cotidiano, desapercebidos que somos, não notamos sua presença constante e  estimulante, que encerra a singeleza da perfeição em apenas um momento.
  
A vida floresce no dia que chega a cada manhã, pincelado de cores que só o Criador possui e que com ele traz o renovo para  as  esperanças e sonhos acalentados no íntimo de cada um.

A vida floresce no milagre da criança que chega e colocada no peito, usufrui docemente do primeiro contato com a pele e o cheiro daquela que no corpo a conduziu a esse encontro.

A vida floresce na roseira que em flor espera a chegada do sol para aquecê-la. 

A vida floresce nos animais por meio do instinto inerente a eles, quando no ritual de cada espécie, acasalam-se, perpetuando a existência.

A vida floresce no novo nascimento dos que encontram a Água Viva, tornando-se sementes que morrem para só então germinar.

A vida floresce naquele que, voluntariamente, doa o que não tem, imprimindo na ação de doar o real significado do amor.

A vida floresce, fascinante, no rosto da criança que pela primeira vez vai à escola sozinha , sentindo sobre si  a leveza da descoberta de um novo mundo.

A vida floresce no olhar cativante dos corações apaixonados que seguem seus destinos nas pegadas do ser amado,  como sombra que não se separa. 

A vida floresce no instante mais sublime do existir quando, fundidos os corpos no oceano do desejo, alcançam esferas inexplicáveis de prazer, onde tudo se resume no simples ato de AMAR.

Cris Campos

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Vandalismo-Abismo


Gilberto de Almeida
26/06/2013



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BORBOLETA LILAS



BORBOLETA LILAS


É um voo Poético,
é um voo eclético,
é um voo calmo,
é um voo almo.

É da Borboleta Lilas,
o voo tranquilo,
ele é sem estrilo,
ela voa de tal maneira,
que parece tomou restilo.

É a Borboleta Lilas,
que voa daqui até Goias,
e por onde voa leva a paz.

Ela é um presente da Natureza,
com sua beleza e destreza,
pra a gente olhar sem rudeza,
e sentir a certeza.
que ela representa a delicadeza,
de se viver com singeleza.

Borboleta Lilas,
venha sempre por aqui,
porque com você por aqui,
eu consegui,
a Paz que tanto pedi.


Marco A. Tisi


( 01/02/2013 )

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UM FIO DE SOM





Compreendam-me
Acima de tudo 
PERDOEM-ME

Noite de luar
Surge arcanjo Miguel
pra ajudar

Que queres ?
O PERDÃO.
Alegro, enfim percebeste...

Flash back
compartimentos semiescuros
Ações perdidas exteriorizam-se

Nada do que venha a falar
Justifica meu ato de desamor

Se assim pudesse...
Escolheria a vida, o abraço, o sorriso
não a morte!

Daria todo o tempo que ainda me resta
para ouvir um fio de som ...

Luzes multicoloridas eclodem
três pontinhos sobressaem
bailam em ritmo confortante de bondade e perdão

Reconciliação
 minha alma brilha em paz.

claudiane




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