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Contínuo

"La puissance de la Parole" - Ntsole


Contínuo

No espaço nosso
Crio ainda sonhos
Eternamene
Dulce Morais

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Olhar o mundo...

Dentro de mim
há um poço sem fundo
onde por vezes me sento
penso
e olho o mundo...

Em dias de sol
raios brilhantes
penetram no seu interior
refletem profundamente
o sentir
o viver
O amor...

Manuel Marques (Arroz)

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Escolhas - Chaves da vida






A chave que abre o  portão do coração,
abre também a janela da razão?
Razão tem ângulos? Ou é uma sinuca  de bico?

Bico que bica
bicado fica...

A chave que fecha a porta da incompreensão,
fecha também a janela da ingratidão?
Ingratidão tem cor? Ou provoca na alma dor?

Dor que doí
doído fica?





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Pique esconde

Esse conto de 2011 fez alguns pais suspirarem alto, por diversas razões.
JGCosta





O homem alto seguia pela rua movimentada, levando um pequeno garoto pela mão.
Havia um contraste entre o homem de terno e o menino com uma camiseta cavada, pareciam não combinar, um saindo para o trabalho, outro para o lazer, mas pensando bem nos dias de hoje isso era bem natural.
Ao se afastarem da avenida principal para um local mais ermo, o homem pareceu encontrar o que procurava, dizendo para o garoto:
-- É ali filho!
Entraram num terreno cercado por tábuas lascadas, que antigamente deveria servir de abrigo (ou ainda servia) para moradores de rua, devido o lixo amontoado nos cantos. Somente uma pequena área coberta existia, de uns dois metros quadrados, com um telhado cheio de falhas apoiado sobre dois sarrafos de madeira.
-- Vamos brincar então? – O homem disse lá do alto e menino abaixo sorriu e correu de encontro à cobertura de madeira, tapando os olhos enquanto gritava: -- Vou contar até vinte!
Depois de contar, antes de tirar as mãozinhas do rosto, perguntou:
-- Posso ir?
Nenhuma resposta, somente o silêncio quebrado pelo som de carros no asfalto.
-- Posso ir? – Repetiu enquanto se virava sorrindo.
Começou a vasculhar o local, mas não havia muitos lugares onde alguém tão alto quanto seu pai pudesse se esconder e depois de algum tempo, sem êxito em sua busca, um receio começou a tomar conta do menino.
-- Papai pode sair!
Nenhuma resposta se ouviu.
-- Papai onde você está?
Já havia uma pequena lágrima rolando pelo seu rosto quando alcançou a rua, mas pelo canto desse próprio olho agora molhado notou um movimento e quando pensou em correr já era tarde.
Seu pai já alcançara o local onde antes o menino tapara o rosto, ainda com alguns sacos de lixo preto vazios sobre a cabeça, soltando uma gargalhada contagiante.
-- Caxetinha um, dois, três! Peguei você!

O garoto voou correndo para os braços abertos do pai, com um sorriso coroando seu rosto que se afundou no peito do homem que também sorria feliz, agradecido que estava pela greve do banco.

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TEMPO TENEBROSO


TEMPO TENEBROSO

Hoje esta chovendo tanto aqui,
há um vento tão cortante
que parece um som do Sarangui,
e a tristeza que pensei
que tinha ido embora,
não se fez de rogada
e esta de volta agora.

Mas sei exatamente do porque
desse meu Estado de Espírito,
é esse mês de Abril, que parece infinito,
e que na realidade eu queria ele,
da minha vida, proscrito.

Quisera eu ter o poder
de mudar o tempo,
pularia Abril do meu calendário,
pra mudar o meu itinerário,
pra poder levar
com um pouco mais de leveza,
essa minha vida de solitário.

Infelizmente o mês de Abril,
que para mim era um mês normal,
e depois se tornou extremamente especial,
agora para mim é um mês
que tem a forma de um vendaval.

Vendaval que aterroriza minha mente,
o meu Coração sufoca,
e arrepia a minha Alma.

É esse Abril de um Tempo Tenebroso,
que me deixa assim tão Saudoso,
e por eu estar descartado
daquilo que me era mais grandioso,
torna esse mês pra mim, tão lamentoso.

Mas é só uma metáfora,
essa minha Poesia triste,
é pra saber que todos os Abris
que virão, trará pra mim essa situação,
porque o que ficou, enfim,
é esse meu Amor sem Fim.
Marco Aurelio Tisi

( 13/04/2013 )

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Na Magia da Poesia

Imagem Google

Muitos magos convidados
Em vez da varinha... A pena,
Todos ali compenetrados
Na composição de um poema!

O primeiro a ser criado
Não foi um verso qualquer
Trata-se de um sonho desejado
Um poema com fragrância de mulher!

E com o encanto soltado
Revestido de fantasia,
Brotou um olhar espantado
Ao lerem a primeira poesia!

E o povo que estava a sofrer
De tristeza sem tal melodia,
O tal mago veio lhes oferecer
Um verso que em luz irradia!

Da rainha surgiu um gargalhar
Que nos contagiou com sua alegria,
Chamou sábios magos a trabalhar
Na magia da poesia!


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Janela do meu mundo...

Ondas que rebentam
sobre a areia da praia
espuma branca
dissolvem a marca dos meus pensamentos...

Tudo desaparece
numa neblina cinzenta cerrada
olho o horizonte
e penso...

És um sonho
que eu quero sonhar
ao acordar
um rio que desagua em mim
num (a)mar sem fim...

És flor do campo
lágrima e meu encanto
luz da minha vida
janela do meu mundo
meu pranto...

Manuel Marques (Arroz)

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Fortaleza permeável


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"I thought...I saw you in the crowd..."

Foto e título: Karla Martinez R.


through the crowd I'm like everyone

you will always be one ...

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O ego e o nada

















O ego encontrou o outro
tão menor e tão menos,
pelo menos,
que o ego se engrandeceu.

E o ego encontrou as coisas todas
e as pôs num cesto de vime
e o ego se engrandeceu.

E o ego encontrou a vida
que passava por ele
que passava por ela
e o ego se engrandeceu.

E quando enorme estava
o ego procurou lá dentro
de si mesmo...

E o ego encontrou o nada -
que era muito maior que ele! -
e o ego se empequeneceu.

E se empequeneceu,
empequeneceu,
pequeno,
seu,
eu
.
.
.

Gilberto de Almeida
29/07/2013


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Verso e reverso...

Desligo-me
mas não consigo
continuas presente
no meu desejo
ardente...

Assim como a Lua
as estrelas a brilhar
a rua
o Céu
e o mar...

Fazes parte
do meu universo
és a minha sombra
o meu reflexo
o verso e o reverso..

Manuel Marques (Arroz)

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Lilith


Lilith

Tu foste a primeira a nascer
E do barro foi construída
Senhora da lua, da noite e do prazer
Que por muitos foi esquecida

Dama da noite...
Mulher Escarlate...
Habita em toda pernoite...
Chamada Inanna, Hécate....

Pelas sombras da noite vem caminhando silenciosa...
Vem visitar-me de forma pomposa
Sempre linda, perfumada e graciosa

Sopra em meus ouvidos a resposta que preciso...
E com o olhar penetrante atingi-me na alma.
E então vai embora, olhando-me com um sorriso...


Diogo Aguiar

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Noite...



No escuro do passado
avivo a tua imagem na minha memória

Beijos teus olhos
lágrimas escorrem
no meu coração…

À noite
o silêncio
o céu e a solidão…

Manuel Marques (Arroz)

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A Dama da Torre

Imagem Google

Presa por anos
Na torre a dama,
Em seus desenganos
Tem por tristeza a cama.

Ouvem-se os gritos
De desespero,
No morro dos aflitos
O dia inteiro.

Até a chegada
Do fatídico dia,
Da alma esperada
A trazer-lhe alegria.

Escalou o seu prédio
De oito andares,
E livrou-a do tédio
E de seus pesares.

E hoje a historia
É contada em mil línguas,
Da salvação tão notória
Tirada das mínguas.

E amou o cavalheiro
Com seu corcel negro,
Distinto cavaleiro
Da dama se fez servo.

Essa historinha
É a que o mundo mais gosta,
A dama virou rainha

Dos lamentos dela ele Foi a resposta.

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VISITA NA LIVRARIA

VISITA NA LIVRARIA

Sempre que podia,
era lá na Livraria
que visita – lo eu ia,
Ele ficava num cantinho,
quase escondidinho.

Ele cuidava do reembolso postal,
era os anos setenta,
não existia comunicação virtual.

Mas não era só disso que entendia,
muito pelo contrario,
por causa do seu Pai,
ele praticamente nasceu dentro
de uma Livraria,
por isso ele disto muito que sabia.

Mas por força das circunstância,
trabalhou a vida inteira,
no Instituto de Aposentadoria,
cuidava dos funcionários da ferrovia.

Quando aposentou,
parado que não ficou,
e então foi lá trabalhar na Livraria,
porque, realmente, era disso que entendia.

E claro que não ficou só no Reembolso Postal,
com o tempo na Livraria passou a ser gerente geral,
ele era daqueles, que hoje não existe mais,
porque bastava perguntar sobre um Livro,
e Ele sabia se o Livro lá havia,
e dependendo do Livro, uma síntese ele fazia.

E trabalhou em varias Livrarias,
e em todas sempre que podia,
era ele que lá visita – lo eu ia.

Hoje ele já não mais esta entre nos,
Desencarnou há anos atras,
mas no meu Coração ele ficou,
porque é de meu Querido Pai,
que esta singela Poesia esta a Prosear,
é que eu quis a Ele Homenagear.

Marco Aurelio Tisi

( 09/04/2013 )

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VENTO FORTE

VENTO FORTE


É um cortante vento forte,
quase a janela não o suporte.

Vento cortante e forte,
que como um raio
craveja meu coração,
despertando uma comoção
doída e lacrimejante,
é uma Saudade extravagante,
de causar uma tristeza incessante..

Mas, Coração seja forte,
transforme esse raio cravejante,
em uma Brisa flamejante,
que seja uma Saudade cintilante,
que em vez de dor lacrimejante,
seja uma divagação fulgurante.

Coração seja Forte,
agora sou um perdido caminhante,
trazendo um bornal coruscante,
de lembranças de um Sonho delirante,
não deixe esse Vento cortante e forte,
tirar o brilho do meu Bornal chamejante .

Marco Aurelio Tisi

( 27/07/2013 )

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Desafio – Tronco



© Dulce Morais 


Desafio – Tronco

Os autores do Tubo de Ensaio – Laboratório das Artes apresentam a primeira publicação de inspiração comum. 

No intuito de incentivar a criatividade, os nossos autores foram colocados perante o desafio de escrever um texto inspirado por uma imagem. 15 dos nossos autores participaram neste desafio.

Segue a participação de cada um.

Boa leitura!



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Musgo

Musgo que parasita
na arvore ainda não
florida.

Musgo que quer aconchego,
pelo seu desespero,
da solidão doida,
as vezes até ressentida,
de uma situação incompreendida.

Mas a Arvore é companheira,
e carregara o Musgo,
como se fosse ela mesma,
uma Algibeira.

Marco Aurelio Tisi


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Tronco
 
Ao me deparar com o tronco, tudo me veio à mente.

Foi colado a ele que demos nosso primeiro beijo.

Foi abraçado a ele que lhe fiz uma dedicatória.

Foi debruçado nele que chorei quando me deixou...




Joel Garcia da Costa


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Tronco

Sou um velho tronco
Os anéis denunciam-me a idade
Os limos a solidão
O vento passa nas minhas folhas
Toca-me uma melodia triste;
Traz-me à memória
Os cantos dos pássaros
O piar das crias
No seu primeiro voo;
O riso das crianças que trepavam
Os joelhos arranhados
Que não as faziam desistir.
Sou um velho tronco
Aprendi o que é chorar
Das minhas lágrimas nasceram limos;
Assim o velho tronco
Se tornou velho
Assim o velho
Se tornou só.
Isa Lisboa



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Gilberto de Almeida





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MINHA ÁRVORE



Sinto-me uma raiz em força.

No tronco, coberturas e derivações.

No sol,, em luz, em grandiosa presença..

Na lua em dormidas madrugadas.
Na criação que Deus me concedeu.
Sou e serei essa segurança.
ARVORE EM NOSSA ESTRADA DA VIDA.




Mochiaro


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 Por    denTro a  nutrir-me um

               Rio corre e num piscar

               Olho, percebo, que por fora marcas do tempo não se evaporam

               Nua  minha alma contabiliza

               Confesso o uso da sapiência
               O que importa? Consigo ver a luminosidade e o novo colorido agregados nesta fase      













Claudiane Ferreira de Souza da Silva






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Entranhas
Paralisada, mas forte...
Velha, porém sabida...
Questiono-me sobre mim, ao observa-la...
Antiga, contudo adaptável...
Fixa, todavia flexível...
Procura o que necessita, para sobreviver ...
Não tem medo dos obstáculos,
Renasce quando atingida, ou machucada...
Calada, no entanto expressa o que deseja....
Kizy Lee

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UM TRONCO APENAS
Somos feitos troncos velhos
Cicatrizados pelo tempo,
Corroídos em risos sérios
E abrigo em algum momento!
Mas ao sermos cortados
Teremos a oportunidade,
E até então moldados...
E serviremos como utilidade,
Ou utensílio na vida de alguém.
Um tronco apenas.

Osny de Souza Alves

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Contrastes
da vida


Do tronco de um carvalho
pulsava a seiva daquele outono,
vendo pedaços despencarem,
em flagrante abandono.

Os galhos secos tristonhos
sentiam a perda de folhas caindo,
mas se consolavam rapidinho,
ao verem o solo sorrindo.

Rosa Mattos



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Tronco.

Enrugado pelo tempo
pilar da terra
trave mestra
dentro de ti pulsa a seiva
que alimenta o Mundo...

solitário
bebes  a seiva da terra
gemes com o vento
quando falas de amor...

De raíz profunda
com alma
despido
morto não serás árvore
serás tronco apodrecido...
Manuel Marques (Arroz)


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O TRONCO

casca grossa
engasga
empossa
a soberba
soberana
de quem viu
anos irem
ventos nascerem
chuvas eclodirem
pessoas enlanguescerem
um pássaro pousar
outro partir
uma flor florir
na parte verde do céu...

casca grossa
veia s abertas
musgo faminto
ciclo findo

em breve te revejo
linda lindeira
numa casa burguesa
sem casca nem raiz....

Carlos Moraes



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Indecifrável


Tua forma
não posso dizer,
Por tuas frestas
impossível me é.
Em teus laivos,
sei, és imprevista.
Não condenas,
nem enamoras.
Teu estado? Mutante
Tua raíz? Escondes.
Tudo ouves,
sentes.
Sempre esperas 
que ao ver-te,
a mim eu defina.

Cris Campos


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Dobras


Em cada ruga
Que meu corpo desvenda
Vidas recordo







Dulce Morais




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