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Impulso que me sustém

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Impulso que me sustém 

Estava tão cansada
de ser dias iguais.
Água parada
caminho banais

Pouco antes de a lua renascer
cuspiu incompreensão,
moeu sentimentos
modelou razão.

E então viu uma mão
que se estendia,
que gentilmente apanhou
a lágrima na sua face e a atirou para longe.

Nada foi premeditado
Enxuga a lágrima
e acende um sorriso
no rosto molhado

No peito enrugado
desenha a luz.
Pendura no céu
o movimento esperado.

Claudiane, Isa Lisboa , Dulce Morais

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8 comments:

Isa Lisboa said...

Claudiane e Dulce, foi um prazer imenso escrever mais uma vez convosco! Um beijinho

Dulce Morais said...

Isa e Clau,
É sempre uma aventura bonito quando podemos partilhar a escrita de poemas como este!
Obrigada!
Beijinhos!

Kizy Lee said...

Um sentimento triplo que se torna uno, Muito bom queridas em cada verso, uma beleza surreal...
Com carinho

Nina Sayeg said...

A trilogia em uníssono,ou uma em simbiose?Tanto faz,a harmonia transpira."Estava tão cansada",o verbo transitório na 3ªpessoa não define o sujeito/agente,mas a leitura nos induz a pensar que eu estava tão cansada,um início onde os adjetivos bem usados de forma simples traduzem os dias em par em par,o cotidiano,q cansa.Aí vem o início da desmobilização do corriqueiro,a lua renascer,um movimento logístico q acontece p não deixar nossa Terra e nós na terra com os pés fora do lugar,o lado que conhecemos,não o obscuro,q quebra a razoabilidade e intriga.Qdo a lua retorna ao seu papel imóvel,moe,cospe,mdela a razão,3 verbos de ação agilizam o início da mudança.A mudança dos dias parizados.iguais.A razão traz lágrimas,a mao não premeditada joga fora a razão,os dias imóveis e convida a virada,onde a Lua não é um satélite com 1 fase conhecida somente.A antítese belamente construída acende no rosto molhado faz-nos visualizar a reação com um sorriso?Talvez,nada é ainda definido.Mas os dias de imobilização dão lugar a mudanças,e sto é dinamizado pela escolha excelente da ascendência nas 2 últimas estrofes.Pesada,hermética,belíssima a última estrofe,no peito enrugado,pelos anos q s passaram iguais,pelo peso dos anos passados com lágrimas do dia a dia ?Desenha a luz,a luz q quiser,pendura no céu,não a Lua imóvel e obediente às leis gravitacionais,mas a sua,onde as fases se modificam e os dias e as noites da vida nunca são iguais.Belo,encantador.

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

Isa e Dulce dia após dia aprendo muito lendo os escritos de cada uma. É uma honra criar junto com vocês.
Bjs.

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

Obrigada Kizy também sou sua fã.
bjs.

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

Nina Sayge, ter uma leitora como você, que disseca os versos de uma forma tão especial é muito gratificante.
Bjs no seu coração.

Dulce Morais said...

A todos, agradeço cada palavra!
Nina, quando escrevemos raramente (e ainda bem) pensamos na forma como o resultado será lido e recebido pelos leitores. Receber este comentário em forma de análise que "descasca" cada verso e revela o fruto é um dos maiores elogios e incentivos que possamos receber.
Muito obrigada!

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