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Perdão

Se perdoares
Alcançarás sua PAZ
Livre estará

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Carta ao Pai Natal - Um Natal Especial



Querido Pai Natal,

Foi necessária a ideia da minha amiga Susete e este pequeno desafio, para que volte a escrever-te depois de tantos anos de silêncio.


Sabes? Nunca deixei de pensar em ti. Mas este ano foi especial, pois penso em ti já há muitas semanas. Não. Não é apenas por causa da organização do desafio neste cantinho que me é tão querido e que acolhe autores que se tornaram amigos. É também porque conheci o homem que foste até ontem. 

Sim. Aquele que foste até ontem, que se prepara há meses para entrar na tua pele a partir de hoje. Hoje já és tu. Há 12 anos que ele se transforma em ti.


Este ano volto então a escrever-te. Mas que pedir? Não costumo pedir nada, ou apenas o indispensável. Mas esse, felizmente, não me falta. Lembro-me de uma história do Pai Natal* em que um menino te pedia:

- Pai Natal, podes dar um beijinho ao meu pai por mim?
- E onde está o teu pai, meu menino? - perguntaste.
- Está no Céu, Pai Natal. - respondeu o pequenino.

Por isso, este ano, venho pedir-te para dares um beijinho àqueles que também lá estão e que enchem o meu coração de saudades, especialmente nesta época do ano;

À menina que acompanhou os primeiros anos da minha vida, um beijinho para dizer que o tempo não apaga o vazio que ela deixou.

Ao companheiro que me ofereceu o melhor de mim, um beijinho para dizer que o amor não se apaga, nem com os anos, nem com a ausência.

Ao amigo que perdeu coragem, um beijinho para lhe dizer que os braços estão mais vazios sem o seu sorriso.

À amiga que desesperou, um beijinho para dizer que os domingos de passeio nunca foram iguais desde ela.

Ao querido companheiro que se juntou a eles há pouco, um beijinho para dizer que, se a ferida da ausência não sarou, os versos dele acompanham-me cada dia e tornam a mágoa suportável.

Obrigada, querido Pai Natal, por dizer-lhes o que eu já não posso.

Mas, se não for pedir-te muito, também queria pedir-te algo para todos aqueles que me rodeiam.

Aos amigos que atravessam dificuldades, gostaria de pedir-te que leves um grande saco de coragem e a minha amizade concentrada num abraço.

Aos que são felizes, uma embalagem de sinceridade para lhes dizer que ela se fabrica e que só depende de nós conservá-la.

Estes são os meus pedidos pessoais, querido Pai Natal. Mas, ainda tenho algo que gostaria de te pedir.

Gostaria que levasses ao Mundo, ao habitantes desta Terra tão frágil que nos acolhe, a sensatez, a razão e empatia necessárias para o tornar um lugar mais seguro, um lar mais acolhedor.

Já te pedi muito, Pai Natal. Sei que sou uma sonhadora e que ainda tenho desejos utópicos. Mas isso também faz parte da realidade... 

Para terminar, quero deixar-te um beijinho nessas tuas doces barbas brancas e dar-te muita força para o trabalho que te espera. 

Feliz Natal para ti, Pai Natal.

Dulce Paula


Nota.: Para os leitores que acharem misteriosos os primeiros parágrafos desta missiva, conheçam o meu amigo que há 12 anos se transforma em Pai Natal para a felicidade dos pequenos e dos grandes durante o último mês do ano: Severino Moreira

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O velho bom moço do lago


Silêncio atravessado no olhar cariado - aplicativo imóvel. Encontrei esse caminho, pendurado na idade adulterada pelo desgaste. Na estante deparei - me no mesmo instante com essa ideia, lancei mão da minha palavra falada cuspindo fora antes mesmo que ela fugisse engasgada. Já não sei quando observo, já não sei observar. E o tempo se fez amigo se faz comigo, abreviando os sentidos. O velho bom moço do lago tem uma careca na cabeça e duas orelhas segurando as pontas do sorriso soluçado.



Por Claudio Castoriadis 
Imagem: via web

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A Lua


Simon-Poeta

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As cartas escrevem-se pelas paredes, 2

>> clique aqui para ler a primeira parte do conto…

gato branco, lunnaguedes

Rodolpho,

Não sei o que dizer, li várias vezes as linhas que compunham o e-mail que me enviou na última sexta e, sinceramente – fui da euforia ao desânimo em poucos segundos. Custei em acreditar. Custei também em lembrar-me do tal livro. Não sou uma leitora voraz. Leio apenas textos curtos – porque meu tempo é essa coisa estreita. Leio a caminho de casa. As notícias do dia. Os assuntos comuns – mas nunca levo livros comigo. Tenho alguns aqui em casa. Dois ou três…
Quero dizer-te que nunca havia recebido um e-mail assim como o seu…
Os que chegam à minha caixa de entrada são sempre pequenos. Nada dizem do humano que o escreveu, quando muito me apontam direções e possibilidades. Minha profissão exige pressa e os argumentos, quase sempre, são específicos e devidamente pontuados…
Você me falou de sua correspondência. Envelopes. Falou de si mesmo como se eu fosse uma pessoa próxima a quem se confidencia uma vida inteira sem esperar outra coisa que não o silêncio de um ouvinte atento. Não sei se fico feliz por você – ou triste por mim. 
Você fez o que não faço a tempos porque sou uma pessoa sozinha que alimenta o gato do vizinho que escolheu viver em minha janela e, deixo para ele uma tigela de leite – sempre que saio de casa – desde que dei por seu miado incauto.
No mais, não tenho o que falar sobre mim. Sou uma pessoa simples. Sem graça. Que vai de casa ao trabalho e, do trabalho para a casa – todos os dias. Só sei o trajeto que faço nessa cidade e, sou sincera em dizer-te que se errar o caminho me perderei por aí…
Eu conheço poucas pessoas, o dono do gato com quem encontro no elevador e, sei dele apenas por causa do felino. As pessoas com quem trabalho e, nada mais.  Uma vez eu senti vontade de me apresentar a uma jovem que dividia o elevador comigo, mas não o fiz. Eu seria apenas a maluca do último andar e, nada mais – então me encolhi. Ela saltou no sexto andar e eu continuei até o fim...

Enfim, quanto ao livro, confesso a você que deve ter sido algum engano porque não é possível eu ter esquecido um livro em algum lugar. Você nem mesmo disse onde o encontrou.


Julia

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Vida, Amarga Como Fel...

V em e me convence com teu amor,
I nduza-me  ao bom caminho;
D entre os prantos sofrendo,
A mores horrendos.

A mo-te, mas ama-me também,
M il vezes já te disse: Oh! Vida...
A meniza as feridas,
R igorosas de um amor
G asto meu tempo com coisas tristes,
A antes isso, que o amor, que ainda não existe.

C om dilemas e problemas,
O mitindo-me em dilemas, 
M uitos confusos, mas sóbrios,
O h! Vida... me deixe sortido. 

F ui-me em busca de uma gota de mel,
E  não encontrei, 
L imitadamente, me entreguei, a esse amargo fel... 


Simon-Poeta

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O poço dos desejos: a origem

   Imagem da web


Rio das águas uma cidadezinha no sul de Minas. Carrega uma lenda de há muito tempo atrás. Contam que na parte verde da cidade existe um poço dos desejos. O qual realizará os desejos de quem dentro dele entrar e deixar um pertence de valor pessoal e material.

Antigamente havia muitas suspeitas de bruxaria, até a condenação, as mulheres acusadas de feitiçaria eram colocadas em um poço, feito de pedras. Acreditavam que assim como o fogo, o poço era um ritual de purificação.

O poço úmido e frio era aquecido, quando nele eram derramados álcool e fogo. Para que queimasse as bruxas até a morte.

Esse poço era vigiado por um único homem, Cristovam. Um homem de meia idade, aparência desagradável, manco de uma das pernas e devido a isso sentia dores diárias. Um homem sem recursos financeiros que aceitara aquele emprego como única forma de sobrevivência.

Em uma de muitas noites, Cristovam desceu ao poço para levar a refeição, as mulheres, ali acorrentadas.

Delvine, uma jovem mulher de cabelos negros e crespos se aproximará dele para tentar ver sua face. Ele a afastou Chutando-a com a perna boa.

_Meu carrasco eis um monstro _sorria ao dizer, acorrentada, caída ao chão sobre a pouca luz da lamparina que ele carregara.

Cristovam afastava a luz de sua face, tentando esconde-se dos olhares._Cala-te maldita bruxa _ soou abafado. 

Delvine se erguera, e gritara a ele: _posso realizar seus desejos, só basta dizer-me o que quereres, diga homem. Posso lhe trazer o amor que tanto sonha.

_Não me dirija à palavra, maldita bruxa, fique bem longe com suas feitiçarias. _Disse e subiu. 

Ao longo das noites e dias, Delvine sempre o atormentara com a mesma ideia. Muitas das vezes do alto do poço, Cristovam podia ouvir sua voz, dizendo: _realizo todos os seus desejos... 

Seus dias transformaram-se em um inferno, afinal, a ideia o perseguia dia e noite. Ter o que quisesse. Fascinaria qualquer um.

Cristovam era apaixonado por Suzane. Uma jovem moça, de boa aparência, filha de um comerciante. Eles nunca estiveram juntos, pois ele evitava o contato com as pessoas. Morava afastado da cidade. E evitava ir ao centro fazer compras de mantimentos, costumava pagar um garoto qualquer para fazer isso. Odiara sua aparência. Nunca se via no espelho e nem refletia sua imagem na água. Deixara a barba crescer para que escondesse parte de seu rosto, usara sempre um chapéu para se camuflar. Mas seu amor por Suzane era verdadeiro, mas nunca poderia tê-la, pois não tinha nada a oferecê-la.

Num certo dia de manhã, ao levar a refeição às três bruxas, Novamente fora atormentado por elas que insistiam que se ele tivesse uma feição melhor, sua vida seria muito feliz. 

Ele também achava que se pudesse ter uma feição melhor, poderia conquistar a mulher de seus sonhos, e então, ser feliz. Diante desta certeza, não pode mais lutar contra as investidas das bruxas, e cedera. 

Revelou seus desejos; de ser um homem de aparência agradável, sadia, e ter uma boa condição financeira.

A bruxa abriu uma exceção, dizendo que realizaria três desejos, em troca de um favor. Que na noite seguinte, ele esquecesse o poço aberto, e deixasse as chaves das correntes ao alcance de suas mãos. Ela barganhou, e ele aceitou. E havia mais uma coisa. Para que o desejo pudesse ser realizado, Cristovam precisava dar as bruxas algo de valor sentimental e material ao mesmo tempo. Ele pensou, e pensou. Olhou para mão esquerda e lembrou que a única coisa de valor que tinha na vida era o anel de ouro do casamento de sua mãe. Guardara para dar um dia, talvez, a mulher amada. Retirou o anel do bolso da camisa e entregou a bruxa, Delvine.

Quando chegou ao alto do poço, já pode perceber que não sentia qualquer tipo de dor. Fora em direção ao rio e fizera a barba ali mesmo, e assim se revelou um homem bem afeiçoado e interessante. Pulava como uma criança ao perceber que não arrastava mais a perna. Pisou em algo duro. E abaixou-se para alcançar. Era uma pedra rara e preciosa. A qual lhe renderia uma boa quantia em dinheiro. Tudo que sempre quis acontecera de forma rápida e precisa.

Na noite seguinte, Cristovam fez o combinado, lançou as chaves aos pés das bruxas e partiu deixando o poço aberto. 

Mais em seu íntimo sabia que não podia deixar as bruxas a solta. Sabendo das acusações de mortes que carregavam. Aquelas eram as piores bruxas que já passaram pelo poço. Já tinha o que sempre quis a vida toda, e para sociedade era melhor as bruxas mortas.

Em uma emboscada avisada pelo próprio Cristovam. Alguns homens guardiões da lei da cidade alcançaram as bruxas em sua fuga. Houve muita resistência o que acabou tornando o ato mais difícil e cruel. 

“Rege a lenda que para uma bruxa não voltar à vida necessita ser queimada”. 

Mas não satisfeitos aqueles homens as esquartejaram vivas e as queimaram, para certifica-se de suas mortes. Somente Delvine fora levada de volta ao poço para ser queimada em praça pública. Para servir de exemplo. Mas diante das maldições lançadas, os homens decidiram acabar com aquilo e queimá-la dentro do poço.

Antes de ser jogada novamente ao poço, Delvine olhou Cristovam nos olhos e o segredou: _Maldito traidor, cuidado com aquilo que você deseja. E mesmo já dentro do poço, suas palavras se repetiam com fúria.

A bruxa fora queimada. E uma forte ventania acompanhada de ruídos estridentes, afastara os homens ali presentes.

Quando tudo estava mais calmo, esses homens tentaram voltar ao poço, mas não mais o encontraram. Parecia ter sido engolido pela terra. 

Livre das bruxas, Cristovam fora atrás de conquistar seu grande amor. Comprou uma bela casa, uma carruagem, entrou como sócio nos negócios do pai de Suzane.

Não fora difícil conquistá-la, um homem jovem ainda, bem afeiçoado, com recursos financeiros, galanteado e apaixonado. 

Em um tempo curto namoraram, noivaram e casaram.

Vivera em plena felicidade por um longo tempo até à tarde daquele fatídico dia, em que Suzane junto dos pais sairá para um passeio com a carruagem nova do marido. Ele que não os acompanhou, pois tinha que cuidar dos negócios. 

Uma cobra de três cabeças atravessara a estrada, fazendo os cavalos se assustarem e perderem a direção. A carruagem rolou barranco abaixo, matando os pais de Suzane. Mas Suzane sobreviveu, mas nunca mais poderia dar filhos a Cristovam. O acidente deixara sequelas graves, na pobre jovem. Uma lesão no quadril a qual a fazia sentir muita dor, e com isso perdera a agilidade de seus movimentos, tendo que arrastar uma das pernas para se locomover. O rosto ficará deformado com as escoriações do acidente. Nem de longe, lembrara a linda jovem que fora um dia.

Cristovam gastava tudo que tinha tentando recuperar os movimentos perfeitos de Suzane, e melhorar sua aparência, assustadora. Mas nem todo dinheiro que ganhava era o suficiente para livrá-lo de tudo aquilo que ele mais detestou. 

A mulher que amava, refletia nele, tudo que ele queria esquecer que foi um dia, um mostro. 

O tempo passava e a cada dia Cristovam ficava mais rico, pois o que fazia era trabalhar. O tempo todo sem parar. Era uma fuga, pois não desejava mais voltar para casa e ouvir os gemidos de dor de sua esposa. Olhá-la se tornara um martírio.

Aos poucos percebera que de nada servira seu desejo, pois agora tinha boa aparência, saúde e dinheiro, tudo que sempre quis para conquistar o amor de Suzane, e sentir-se feliz. Mas ao contrário nunca havia se sentido tão infeliz na vida. 

Estava preso a uma mulher não fértil, doente e monstruosa. E a culpa o consumindo dia e noite. Pois sabia que aquilo era um castigo das bruxas a quem o traiu. 

Todas as noites a frase da maldita bruxa ecoava em suas lembranças:

__Maldito traidor, cuidado com aquilo que você deseja.



Dizem até hoje que se o poço for encontrado, o espírito da bruxa Delvine que lá habita, realiza o seu desejo em troca de algo de valor.

Mas você sabe o que realmente quer? 

Cuidado, seu presente não representa seu futuro.

E nunca confie nas palavras de uma bruxa.

Pois nem sempre ter aquilo que deseja, pode te fazer uma pessoa feliz.

Cuidado com aquilo que você deseja, pois poderá se realizar!





Um conto de Jéssica Morgan

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Haicai especial








Coração em festa
meu carinho viajando
diz te gosto.



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Não importa a chuva que cai!



A chuva chega
devagarinho
bate na vidraça da minha janela
trás o teu perfume
 tua alma lavada
cheiros de terra molhada...

Não importa a chuva que cai
Uma lágrima mistura-se com a água da chuva
e dentro da chuva vou ao teu encontro...

Tudo estava tão triste
escuro
vazio...

Manuel Marques (Arroz)

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Foco


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Virtudes







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Doce Noite


Simon-Poeta

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Haicai



"A fim de compreender o mundo, tem de se afastar dele de vez em quando"
                                                                                               Albert Camus









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Onde o rio e o mar se encontram

Anka Zhuravleva


Onde o rio e o mar se encontram
Foi lá que te perdi
Era talvez destino
Que assim fosse.
Açúcar e sal não se misturam
Sem que se perca
Um pouco de doce, um pouco de salgado
Ainda que o líquido
Em que mergulham
Seja o mesmo.
Talvez se fôramos lago
Mas águas com correntes
Não sabem como parar a viagem
Que logo recomeçam
Quando chegam ao destino, lá
Onde o rio e o mar se encontram.

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TUDO TEM SEU PREÇO por Danka Maia




A última estrofe de Nelson Gonçalves tocava quando o fim do começo se iniciou.

Eu já derramei um rio de lágrimas,

Muitas vezes chorei minhas mágoas

Só porque eu te amo demais...

Olha amor, dediquei a você minha vida inteirinha

No meu sonho de amor fiz você à rainha

E você vem falando em separação...

Meu amor, olha amor...

Antes que seja tarde o arrependimento,

Eu não quero ouvir mil desculpas, lamentos,

Porque tudo que eu fiz foi pra te ver feliz.


E o meu mundo terminou assim:

_ Tudo tem seu preço. -Não cri naquele momento, naquela frase, no tom de voz empregado, em aceitar que o que chamei de amor tornara-se então o meu algoz. A vida poderia ser como um cinema, mas infelizmente nasceu a realidade.

 Sabia que mais ou menos dias essa avalanche desmoronaria sem nenhum respeito em meio a minha alma,fazendo meu coração tornar-se pedra quando foi feito para ser músculo.

Não saber parar de amar é como não saber parar de comer,você sabe que saciou-se porém fica o desejo do prazer, de ter o gosto revolvendo na boca.A maior prova de lealdade de uma mulher traída é optar em continuar fiel ao seu traidor,Disse Nelson Rodrigues. Pois para mim a maior lealdade é aquela que dispensa provas de superação. Meu traidor jamais saberá o tamanho do abismo que jogou porque pouco importa o diâmetro deste abismo,o que dói,rói e destrói, foi ter me jogado lá, e não há palavras no universo suficientes para que possa expressar essa agonia, esse pranto seco e engasgado cheio de enganos, suplícios e perdoas que não podem ser a atadura da sua ferida, porque o que no corpo corta é sarado, contudo o que talha diante dos seus olhos a alma rasga, lamenta,aguenta porque tem que aguentar, porém ser a mesma, jamais será.

 Esse medo de nunca mais sentir-se dono de si, com reintegração de posse, com expectativa de ser feliz e sim de cumprir como uma ordem cabal de viver uma escolha:

_ Ah senhora, Dona Vida, o que fizeste comigo nesta paixão?

Escutei vozes que me vinham como anjos sem corpos, demônios sem rostos, todos de algum modo me garantindo que ainda existia o sorrir.

Mas como?

Mas quem?


 As pessoas dizem que Deus ainda me ama, eu penso e converso com Ele, no entanto, nada fala, ninguém aparece, ninguém desce da cruz. Achei que o pior era estar no fim do túnel, ledo engano, o pior é jazer nele sem direito a luz.

Sentada nessa sarjeta vejo a indiferença humana como em si é.

Cada um vive em sua cômoda sarjeta, cada um tem suas lágrimas, seus ais, ninguém tem olhos para mim. Entretanto, cabe antes de ir, assumir o que precisa ser dito, traí meu marido, e tudo que  ele exigiu de mim foi o fim,por isso antes de fechar a porta o rompi a covardia e tive a coragem de assumir o maior erro do que me restou de vida:

_Tudo tem seu preço, eu preciso ir.
Nelson Gonçalves-Minha Rainha

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Instante

Arte: Le douanier Rousseau

Instante

O fruto colhe
Ao ramo pendurado
Formas e cores

Dulce Morais

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Cadeia...





















eu tu
                                        tu ele
                                            ele nós
                                                  nós vós
                                                         vós eles
                                                                  eles
                                                                    nem eu
                                                                        nem tu
                                                                          nem ele




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Novelinhos

Foto de Isa Lisboa


Novelos de cor
Suave entre o verde
Beleza simples

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Simplesmente...

Sinto você mais distante
E deveras não é de hoje,
Distraído um mal amante
Simplesmente frio e longe...
Quando saio vejo casais
De namorados, de casados...
Que passam ser especiais
Simplesmente apaixonados.
Um sorriso estampado no rosto
Alegres felizes e enamorados...
Sabe daquele jeito que gosto?
Exposto... Promoção de status!
Quero sentir novamente olhada
Mexer contigo e brincar com a vida
E sintam que também sou amada
Desejada... Flertada e querida!
Mas já tivemos essa conversa antes
Já comprei presentes, lingerie, me expus...
Ao faltar química, apimentei, usei corantes...
É outro, mudou, não fui eu quem te compus!
Então eu realmente hoje suplico,
O amor é uma via de mão dupla!
E se hoje já não mais pratico...
Então meu bem, é com você que está a culpa!
Mas eu lhe dei uma chance pra mudar
Hoje coloquei aquela nossa canção...
Você sorriu tão frio que chegou a me congelar...
E quando indaguei... Culpou a distração.
Estou cansada de você pisar em mim
Angustiada eu brigo com meu coração...
Essa nossa estrada já chegou ao fim
Acho que isso tudo foi uma ilusão...
Simplesmente estou desistindo de tudo
Estou cansada de lhe amar,
Anojada desse seu mundo
E de querer acreditar...
Simplesmente...
By Osny Alves


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Amo-te, Mas Abandona-me


Simon-Poeta

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Discreta...

Foto: Zé Suassuna Oliveira
Discreta...

E se um dia a magia se for
guardarei a imagem desfocada
do tronco que vivia
além do meu olhar.


Dulce Morais



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Pedaço duma canção prum pedaço de morena



Pedaço duma canção prum pedaço de morena

Morena tropicália não me diga apenas faça
Vem na barca, aqui não há farsa
Ouve o samba Mart'nália
Se prepara que eu te levo
Sou quente, sou caliente
Sou o que sente a luz do teu sorriso 
É quase amor, é quase como um resistor
Convertendo toda luz no meu calor
Em tudo que é sentimento
Sou resitência desse mundo tormento
Aqui não há sofrimento
Minha súplica é que venha
Não discorde, não há suplício
Aviso, eu sou um vício

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Cheiros da vida...

O dia amanhece branco , frio
lembro-me de ti
minha alma quente
de contente sorri...

A neve cai
inspiro os cheiros da vida
a tempestade acalma
apenas rumores
de pássaros silenciosos
cantando o silêncio das flores...

Da minha janela
olho o mundo
nuvens brancas libertam pedaços do céu
que flutuam entre a esperança e o temor
fecho os olhos
respiro fundo
sinto o amor...

Manuel Marques (Arroz)

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O Amor

       E neste trAço
                    q
                   Eu
   descreverei

                    A
               m
Quanto
       e


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BUSCAS


             
                Uma gravura do Google  que inspirou-me
 duas trovas





                                                
                                                                       

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Beijo!




Quando fecho os olhos,
teu rosto ilumina-me
fecham-se no desejo de um beijo...


Manuel Marques (Arroz)

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Cavalo de Tróia

Arte: Susanne Scheunke


Cavalo de Tróia


Para o poeta, como filhos, são suas obras 
meninos versos, poemas, acrósticos, escritos gerais 
meninas amadas, rimas, frases, poesias e prosas, 
sua glória 

Filhos gerados na vida, de suas intimidades, o sumário 
de seus sentimentos, dos sonhos e verdades, tantas 
personagens reais ou imaginários, seu único diário, 
sua história 

Solitário, nas sombras de noites insones 
onde Deus é o companheiro das emoções 
das saudades que invadem os corações, 
sua memória 

Suas criações são escritas com lágrimas 
que vertem de sua alma por alegrias ou tristezas 
e se transformam em palavras de rara beleza, 
sua vitória 

Ver suas obras no lixo é tão desumano 
como transformar o ser humano em bicho 
pois, trabalha por amor, sem salário, 
luta inglória 

Para o poeta é incompreensível 
dedicar todo o seu amor e carinho 
e receber um presente surpreendente, 
como paranóia 

Ter todas as suas obras perdidas 
os seus tesouros, verdadeiros relicários 
às vésperas de seu aniversário, 
um "Cavalo de Tróia" 

Men@ 
®

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Poesia em sopa de letras


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Momentos de incapacidade

Essas vozes mais nada disseram
Na verdade nunca disseram nada
Ao não possuir sentido de crença
Tomei-as como inúteis
Para mais nada serviriam,
Respondendo à questão por si incompreendida
A morte como permanência
O sistema absoluto.

Numa ordem metafísica em que nos perdemos
Tal como a voz se torna muda
Na tentativa de soltar algum ruído de aviso
O tentar chamar à atenção
"Olhem para mim, aqui estou eu! Reconheçam-me!!"
Assim essas vozes pensavam...
Infelizmente eram somente vozes  mudas
Vozes mudas em ouvidos surdos
Ou olhos cegos não as viam...
Que importa a sensibilidade dos sentidos
Quando temos a Morte como permanência
Num sistema absoluto
Momentos de incapacidade...

João Pedro Marques

Miséria
Técnica mista sobre tela
Dimensões. 90x60cm
Artista: João Pedro Marques


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Dia novo, novo dia

Aqueduto dos Pegões - Tomar - Portugal 

Dia novo, novo dia

Nasceu um dia novo
A leste do teu coração,
Para acordar outro povo
Que não atinge a tua visão.

Nasceu uma madrugada
Iluminada pelo sol de Inverno.
Um sino toca uma badalada,
Palavras se derramam num caderno.

Pouco importa que o olhar não possa,
Nem por vontade nem por magia,
Observar a Terra que é nossa:
Para amar, basta nascer um novo dia.

Dulce Morais

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Saudade!

Vives no meu sonho
saudade que pulsas
no meu sangue ardente...

Saudade é não te ter
imagem vaga
de um olhar
profundo ausente...


Saudade
sempre que vieres
leva-me contigo...

Manuel Marques (Arroz)

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O rito que se fez grito.



O  poema concreto, abaixo, foi inspirado pela frase: "É amargo ficar só... amargo, amargo, amargo, amargo", que encontra-se na contracapa do livro "Trópico de Capricórnio", do Henry Miller.

E o título é uma homenagem ao poeta  Sandro Panografia  que literalmente fez  arte.
http://panografia.blogspot.com.br

- Claudiane... te juro que só agora vi no seu trabalho que é "Rito" e não "Grito" e aí?!! Vai ficar assim mesmo?
-Eu vi, saiu melhor que o original. Gostei deu um efeito show, tipo descolando o g da linha acima. Se você não se importar vou deixar.
- Bom ... se você gostou, tá bom então...

E foi assim que ocorreu a troca de " Cuspida "  para "O rito que se fez Grito"



Novembro/2013

Quando pensei que já havia "cuspido" todo AMARGO, aconteceu que meu filho veio passar o feriadão conosco. E sabe como é mãe, assim meio sem querer acabei lendo alguns poemas dele e adivinhe quem estava lá? Isso mesmo a m a r g o.


" A verdade tem gosto amargo do suor e vai te lembrar do quanto é imperfeito"
(Sylvio Ferreira da Silva)
                                 




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Beijo-te!

Teu corpo vem com a brisa
boca vermelha de desejo
toco teus seios em flor
deslizo no teu dorso
beijo-te meu amor...

Queimas-me o sangue
a minha língua sorve
as labaredas do  prazer
silêncio...

Entre os teus lábios
Nossas bocas
se beijam como loucas...

Manuel Marques (Arroz)

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Desapego da cor





Trago no peito uma histeria que não acaba
E com meu isqueiro acendo o último cigarro
Faço de minha mente minha própria escrava
Sopro a fumaça e a melancolia eu trago

Faz frio dentro do quarto, a janela não abro
Me aqueço com a gordura que consumo
Insumo embalado que deixa meu rastro

Tenho horror dos monstros que crio
Sou híbrido dos monstros que mato

Traço um fim para uma vil vaidade
Sou hostil com meus próprios desejos
Me sequestro só até que eu escape
Me invade uma vontade que não precognoto

Atento ao eco do meu ego esquizofrênico
Afinal, sou cênico na peça que peço 
Na pressa eu desapego da cor, não sou ingênuo
Esqueço as alegrias para calar a dor

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Sem Razão de SER

Vieram de longe
Por esses caminhos revoltosos
Faces de espírito apagado
Conquistando a mais linda alegria
Infelizmente tristes e dementes...

Os cegos loucos vêm até mim
Penso por vezes porquê
Que empatia poderão por mim sentir
E o que realmente são?

Vivemos no mundo das aparências
Sem Razão de Ser

João Pedro Marques

Obra: Sem Razão de SER
           Técnica mista sobre tela
            70x90cm
Artista: João Pedro Marques

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Desperta-dor


Por medo, a boca se calou,
A palavra não falou,
A lembrança capotou: o sonho foi engavetado
Riscado tombado no armário bagunçado.
A data não tem a idade do tempo
Formado no calendário
Envelhecido o corpo se enverga com o peso da consciência
Falta pouco, quem sabe um dia, menos velocidade, episódio inédito

— Que o despertador enfim desperte não apenas a gente: desperte a dor!










Por Claudio Castoriadis
Imagem: dispositivo móvel 

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