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Porque eu sempre me procuro em mim mesmo?

Porque eu sempre me procuro em mim mesmo?
Porque essa sempre e mesma sensação de que,
dentro de mim, há um outro eu de mim?
Porque essa sempre e mesma sensação de incompletude,
de estar sempre sendo o que nunca sou
do que sou de mim mesmo?
Estranho é sentir que nunca serei aquele
que está escondido dentro de mim;
Aquele que eu nunca saberei como é,
porque, o que sou hoje, agora, neste momento,
é o único eu que me permito conhecer de mim, ou
é o único eu que me permito mostrar de mim.
- (Existem questões a serem respondidas
sobre a existência do mundo e do Universo,
mas, de que valeria saber as respostas?
Em que elas me acrescentariam?
Que contribuição me daria o saber se o Universo
está em expansão ou se ele teve um começo e
se é finito em existência?
De que forma me seria benéfico o saber
a idade que tem o Universo?
Há tantas coisas que não sei de mim! ) –
Se, pelo menos, eu tivesse de mim uma
meia verdade que fosse do que sou!.
Mas não, nem isso!
Um contentamento de existir
apenas, como sou,
uma ânsia de existir tão somente,
tão somente de existir como o meu
pensamento me faz ser!
Há tantos caminhos!
Há tantas possibilidades!
Nenhum daqueles que me levariam
até mim, eu segui!
Nenhuma daquelas que me favoreciam
o me conhecer me deteve!
A sensação de fragmentação da minha existência,
do meu eu é o que fica;
é a única coisa que realmente importa
em tudo o que sou,
ou que penso ser, ou que sinto que sou.
Mas, em cada pedaço desse meu eu
fragmentado há um todo de mim.
Há uma referencia em cada um deles, de mim.
Diferente em cada um, mas ainda, de mim!
Isto me faz ter a certeza de que,
mesmo em pedaços do que sou,
nunca me aparto de mim!
Bendita seja ó incompletude humana de ser eu!
Eis o que sou:
Uma viagem no meu tempo de ser,

Uma visita de mim num tempo meu de estar sendo!

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LETRA DE MÚSICA


LETRA DE MÚSICA

Vontade de fazer uma Letra de Música,
ichi, não tenho nenhuma Musa.

Então posso falar do Capitalismo,
em contra posição ao Socialismo,
mas nesse desenfreado Consumismo,
melhor mesmo falar de Anarquismo.

Ou então, da Pura Natureza,
com a Linda Flor Vermelha,
que atrai a útil Abelha,
nessa sinergia de subsistência,
pra adocicar nossa existência.

Nem pensar sobre Religião,
seja qual Dogma maléfico for,
que cega os incautos,
em sua perversa dominação.

Pode também cantar a Lua,
pra que a Alma desnuda,
que nos deixa muda,
pois ai, não há ajuda.

Chorar a Tristeza,
versar com sutileza,
toda a crueza,
pra tentar leva a Vida com destreza.

Tanto assunto pra Letra de Música,
mas sem uma Musa fica confusa,
vai que confunde com uma Medusa,
vai ficar dura feito Ferro – Gusa,
ai vai ter que explicar o lado certo da hipotenusa.

Vontade de fazer Letra de Música.
Melhor não, se não
ao Coração ter que pedir Escusa.

Marco Aurelio Tisi
( 29/12/2014 )

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Que se passa?

                                                                Imagem; Zé Suassuna


                                                             Vi lua nua
                                         Tentei escondê-la
                                         de olhos alheios
                                                      Sorriu e prosseguiu.
                                                        
                                                       Claudiane Ferreira


         "Bem, acredito que o final da vida é a morte, mas que a meta da vida é uma vida feliz."1

                (1)       Último parágrafo da página 80 do livro Perdas &ganhos - Lya Luft                                                

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Chemins...

by Andrew Davidson


é uma disforme tristeza

tristeza pelos caminhos
percorridos em vão
tristeza por aqueles
nunca explorados
tristeza
por resoluções suspensas

é um lento e dolorido esmorecimento

esmorecimento pela falta
de honestidade e aceitação
frente ao espelho
esmorecimento
por não abraçar
no momento certo
o que se espera ser
sem fugir do que se é

é um silencioso e profundo lamento

lamento por ter em destaque
áreas cinzentas
em detrimento daquelas
reconhecidamente claras
lamento
por não ter vivido
como nunca se viveu
tendo em conta a fragilidade
e mortalidade inerentes

é tristeza,
esmorecimento
e lamento
para os quais a cura está
em uma mão a ser estendida
em uma palavra a ser dita





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ILUSÃO







ILUSÃO


Há momentos que bate aquela Saudade,
mas sei que é Ilusão,
fruto da minha Ingenuidade,
que as vezes me dói,
pois enfim foi só Maldade.

Queria poder fazer uma Poesia Suave,
mas como faze – la , se não foi Verdade,
pode ser uma recaída minha,
posto que agora nesta ocasião Natalina,
vem essa Saudade e me contamina.

Já não creio em mais Nada,
há muito pouca honestidade do que se fala,
é muita gala pra quem se gaba.

Doe não poder fazer uma Poesia Suave,
não haverá cordialidade,
melhor suportar com passividade,
toda essa época de tanta hipocrisia,
e não se abater pela Melancolia,
é uma passageira desarmonia.

No fim, a lição aprendida,
com a Ilusão sofrida,
é que apesar de tudo,
a inspiração pra Poesia Suave,
talvez não tenha mais Fertilidade,
é acreditar que nem tudo é Maldade,
mas, principalmente, perceber com Sobriedade,
que é assim a Realidade.
Marco Aurelio Tisi
( 23/12/2014 )

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É Natal!

É NATAL!
(Por Maristela Ormond)



A palavra Natal
Significa nascimento.
Conta-se que um casal,
“Sem lenço nem documento”,
Recebeu o aviso de um anjo
Chamado de Gabriel
De que deles viria um filho,
Assim disse o Arcanjo.
E seria na verdade, filho do Deus Emanuel.
Maria era o nome da Mãe, José o nome do Pai.
Tiveram que viajar para fazer o censo,
Mas a criança estava quase nascendo creio em Deus pai!
E sem achar um abrigo, chegaram a um consenso,
De que uma manjedoura
Serviría-lhes nesse momento.
Jesus era o seu nome.
Nasceu no meio do feno.
E aquecido foi, por um boi e um pequeno jumento.
Logo que Ele nasceu, uma estrela apareceu,
E essa estrela guiou o caminho de três reis,
Que também foram avisados sobre o seu nascimento,
E que eles deveriam reverenciá-lo sem nenhum constrangimento.
Assim os reis lhe trouxeram,
Os presentes mais bonitos.
Ouro, mirra e incenso.
Avisaram também a Maria,
Que o menino podia morrer,
Pois o rei Herodes queria
Botá-lo para correr.
José e Maria então fugiram para o Egito.
Lá criaram Jesus sem medo.
Ele era diferente, pois já era um erudito.
E esse é o final do enredo.
Por isso nós festejamos,
O nascimento do menino Jesus,
E devemos nos lembrar,
Que por nós, morreu na cruz.


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NASCIMENTO DE JESUS

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No teu corpo existe o mundo todo ...

Na noite feita de nada
a tua boca perdeu-se entre palavras e beijos
e todo o meu amor corre no teu olhar
São os teus sonhos que me acordam
tu estás em toda a parte...



São mil e umas
as noites
que te construo
no teu corpo existe o mundo todo...


Manuel Marques (Arroz)

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DESAFIO DE NATAL 2014 - LIVRO DESAPEGADO - Por Dulce Morais

Para que não sejam sempre os mesmos a pedir - e os mesmos a oferecer - os autores do Tubo de Ensaio - Laboratório das Artes decidiram este ano preparar presentes ao Pai Natal / Papai Noel.
São singelas prendas que desejamos aqui deixar para o velhinho de barbas brancas, para que ele saiba que merece a nossa gratidão pelo encanto que nos proporciona durante a celebração do Natal. 

Como um presente raramente vem só, decidimos também partilhar com um colega-autor do nosso blog, através da seleção de um amigo secreto, um livro desapegado. Escolhi na minha biblioteca pessoal um livro que já li e de que gostei muito, e decido enviá-lo ao meu colega Gilberto de Almeida.

Parte I - Presente ao Pai Natal / Papai Noel:


O meu presente




Parte II - Livro Desapegado para Gilberto de Almeida:

Caro Gilberto,

Já tive ocasião de escrever que receber um livro em presente, é receber bem mais que páginas impressas. É receber uma viagem, sonhos em forma de letras, e um alimento para o coração.
Neste desafio do "Livro Desapegado", espero poder também oferecer bem mais que letras, frases e parágrafos. 

Escolhi um livro que me marcou profundamente, não só pelo talento incontestável da autora, mas também e sobretudo pelo sentir que deixa na alma a cada nova página. Ao lê-lo pela primeira vez, tive o sentimento que a emoção era quase avassaladora a cada parágrafo. Foi necessária uma segunda e, em seguida, uma terceira leitura, para melhor beber a emoção, mas sobretudo para compreender que comparados a tal autora, somos meras formigas frente a uma gigante.
Se a pluma que escreveu tal obra-prima nasceu na Ucrânia, foi em terra Carioca que deixou o seu último sopro... mas não o único...

Espero sinceramente que possa navegar nestas 140 páginas com tanto prazer como eu, e que este singelo gesto lhe proporcione uma doce viagem.

Desejo-lhe, caro amigo, assim que a cada autor, a cada leitor e a cada visitante de passagem no Tubo de Ensaio, um Feliz Natal!

Dulce Morais

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Aurora




Gilberto de Almeida
(19/12/2014)




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Baile Oscular

Seu mar de rosas de sangue
Corrente, fervendo fluído efervescente
Debruça sobre meu aveludado tecido
De fogo e flâmulas rubras.

Trocamos nossas ânsias, compartilhamos
A essência viva. Sinto o seu doce perfume
E seu ígneo fulgor reluzente, trocamos
Em brados veemente as almas.

Seu rosto se faz pândego, traz a face
A felicidade dantes recôndita, oprimida
No seu mar de sangue fervente.

É meu baluarte o som da veleidade dos
Seus cheiros, me faz ufano quando sonha
Que num momento nossos mundos são um...

Josué Brito 

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A Mãe e Seu Menino



A Mãe e seu Menino.
A humanidade e seu destino
Tomado nos braços
O Menino Salvação

Luz do mundo,
Sinal para todos
A uns soerguerá
A outros precipitará
Assim os pensamentos
De muitos revelará.

Brilhe a estrela no céu
Cantem os anjos
Glória e louvores
Na terra se alegrem
Os reis e pastores

Feliz daquele que acreditou.

Carlos NNeves

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Desafio de natal 2014- Livro desapegado - Parte II - Por (Claudiane Ferreira)






Para que não sejam sempre os mesmos a pedir - e os mesmos a oferecer - os autores do Tubo de Ensaio - Laboratório das Artes decidiram este ano preparar presentes ao Pai Natal / Papai Noel.

São singelas prendas que desejamos aqui deixar para o velhinho de barbas brancas, para que ele saiba que merece a nossa gratidão pelo encanto que nos proporciona durante a celebração do Natal.

Parte I - Presente ao Pai Natal / Papai Noel:


Como um presente raramente vem só, decidimos também partilhar com um colega-autor do nosso blog, através da seleção de um amigo secreto, um livro desapegado. Escolhi na minha biblioteca pessoal um livro que já li e de que gostei muito, e decido enviá-lo à minha colega Isa Lisboa.

Parte II - Livro Desapegado para Isa Lisboa

Esse livro foi escrito em 1970 e é um licor estimulante para as pessoas que sabem ou intuem que a vida é algo mais do que aquilo que nossos olhos carnais veem. Indicado para quem tem desejo de alcançar novos horizontes, buscar propósitos mais nobres para a vida.

O personagem não se intimida com a opinião e os conceitos enraizados coletivamente e mesmo parecendo, em princípio, que todo esforço não dará em nada, ele parte em busca da sua própria verdade, superação e perfeição, esta última, para mim de âmbito infinito.

Questionamento, garra, persistência... São ingredientes desse best-seller que me acompanha há várias décadas. Em certa parte do livro, em um momento... digamos assim , transcendental, o personagem conhece o paraíso e tem um diálogo divino e compreende o fato de que nunca seremos livres se não praticarmos o perdão, volta na missão de ...

"Tens de treinar até veres a verdadeira gaivota, o que há de bom em cada uma delas, e ajudá-las a ver nelas próprias. Para mim, o amor é isso(...)"

Pois é Isa, olha que feliz "Coincidência" o meu voando para você e o seu a voar para mim. 2015 chegará já com grandes descobertas.

Beijinhos

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DESAFIO DE NATAL 2014 - LIVRO DESAPEGADO - Por Isa Lisboa

Para que não sejam sempre os mesmos a pedir - e os mesmos a oferecer - os autores do Tubo de Ensaio - Laboratório das Artes decidiram este ano preparar presentes ao Pai Natal / Papai Noel.
São singelas prendas que desejamos aqui deixar para o velhinho de barbas brancas, para que ele saiba que merece a nossa gratidão pelo encanto que nos proporciona durante a celebração do Natal.

Como um presente raramente vem só, decidimos também partilhar com um colega-autor do nosso blog, através da seleção de um amigo secreto, um livro desapegado. Escolhi na minha biblioteca pessoal um livro que já li e de que gostei muito, e decido enviá-lo à meu colega Claudiane.


Parte I - Presente ao Pai Natal / Papai Noel:

Olá de novo, Pai Natal

Depois de, no ano passado, ter sido desafiada a escrever-te uma carta, eis que o Tubo de Ensaio me lança outro desafio: oferecer-te um presente.

Quando li o desafio, fiquei muito feliz pela oportunidade, porque depois de tantos presentes que já me deste, acho que realmente mereces um presente! Por isso, foi com muita felicidade que meti mãos à obra, ou antes, pensamentos à obra.

E foi aí que a dificuldade começou.... O que poderei eu oferecer ao Pai Natal? É que tu já tens os sorrisos e gratidão das crianças do mundo, e... quando alguém tem um presente ASSIM, que mais poderemos oferecer-lhe??

E foi só quando parei de pensar e me lembre de ser criança de novo que surgiu a resposta...! Posso dar-te algo que vem de todo o meu coração...: Pai Natal, daqui vai um abraçoooooooooooo muitooooooooooooo apertadinhoooooooooooo! :)

Espero que gostes deste meu pequeno presente, que é meu e da pequenina que a Clau colocou no vídeo que partilhou há pouco!

Agora vou terminar a mensagem, porque sei que estás muito ocupado! Diverte-te com os preparativos para a entrega das prendas e diverte-te ainda mais na entrega!

Depois do Natal, talvez queiras tirar umas férias, como este que tenho aqui em casa:

 
Foto: Isa Lisboa


Adeus, Pai Natal, até dia 24! :)

Isa



Parte II - Livro Desapegado para Claudiane

Clau,

O livro que decidi lhe oferecer, Clau, já faz parte da minha biblioteca há alguns anos, talvez há cerca de 10 anos.

É um livro de um autor que descobri quando andava ainda na faculdade, a estudar Ciências Actuariais e a escrever em caderninhos anónimos. Nessa altura, ainda não imaginava que conseguia escrever poesia, mas já gostava de a ler. E descobri este poeta com muito prazer, e, quando tive oportunidade comprei um dos livros dele. Um livro que tinha um título sugestivo e original e que me fez sorrir. Quando receber o livro, penso que perceberá porquê!

E como mais não posso dizer, vou apenas dizer que tenha paciência com o carteiro, já sabe como os presentes demoram a atravessar o oceano...! Chegará já em 2015, mas eu espero sinceramente que goste!

Beijinhos

Isa
 
Foto: www.pixabay.com





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AGRADECIMENTO.

AGRADECIMENTO.
motivaçaodedeusblogspot.com

Hoje estou só, pois meus netos estão de volta com a mamãe que voltou do hospital se recuperando. Graças ao Bom Deus, e intercessão dos bons espíritos ela está melhorando, com muita dor ainda, mas melhorando.
Minha ansiedade em sair do celular e abrir o "Tubo de Ensaio" para visualizar as mensagens e estar a par da brincadeira de amigo secreto e poder participar de alguma forma estava grande, quando me deparo com Gilberto com esse texto maravilhoso onde o amor flui chegando até nós de tão terna e nos fazendo pensar como depois que crescemos, esquecemo-nos de nos  reportar ao Bom Velhinho, Papai Noel para agradecer por tantos presentes que nos proporciona durante o ano todo através de nosso Pai do Céu.
Quando era criança, minha mãe ensinou-me que o Papai Noel verdadeiro chamava-se Nicolau, ela dizia São Nicolau e ele presenteava todas as crianças carentes com presentes que ele mesmo fabricava. Eu ficava fascinada com a história, pois apesar de pequena sabia que o meu pai não tinha condições de comprar para cada um dos filhos um presente de Natal, muitas vezes, nem Ceia de Natal sabíamos o que era... Mas isso jamais nos deixou entristecidos. Tínhamos a história de Jesus em mente, que também era pobre e nasceu em uma manjedoura e nos sentíamos felizes apesar das dificuldades de meu pai e comemorávamos sim o aniversário de Jesus.
Mas como irmã mais velha sempre pensei que quando crescesse um pouco mais, poderia vir a ser o papai Noel de meus irmãos menores e que dali para frente as coisas melhorariam e eu poderia trazer mais alegria para dentro de minha casa. Enfim, não foi difícil crescer e fazer o que eu tinha em mente e me orgulho muito disso, porque me considero uma vencedora e tenho certeza de que todos se esforçaram sempre para que houvesse uma continuidade em nossa história sempre auxiliando um ao outro e nosso Natal tem sido de agradecimentos e muitos presentes que podem até hoje, não serem os mais caros do comércio, mas aqueles que vêm do coração, doados para que realmente surja um sorriso em cada rosto, de forma que cada embalagem aberta se transforme em um grande sorriso e um abraço gostoso.
Foi isso que o amigo Gilberto de Almeida fez agora comigo. Diante de tantas preocupações com a família, com a saúde, colocou em meu rosto um grande sorriso antes mesmo de receber o meu presente.
Sei qual é o livro e procurei bastante por ele, e digo que estou ansiosa por lê-lo. Infelizmente não havia encontrado para comprar, mas nunca deixei de procura-lo. O título do livro é “Exilados de Capela”. Já fiz algumas leituras pela net sobre o livro, procurei saber do que se tratava, mas agora estando em minhas mãos, sei que posso grifá-lo, riscá-lo e fazer as anotações que tanto gosto de fazer (meus livros são todos rabiscados rsrsrs).

Por todos esses motivos meu presente para o Papai Noel depois de adulta é simplesmente o meu sorriso de felicidade que junto com o sorriso de todos os autores do Tubo de Ensaio, se transformarão num grande e harmonioso sorriso de agradecimento.

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DESAFIO DE NATAL 2014 - LIVRO DESAPEGADO - Por Gilberto de Almeida


Introdução: 

"Para que não sejam sempre os mesmos a pedir - e os mesmos a oferecer - os autores do Tubo de Ensaio - Laboratório das Artes decidiram este ano preparar presentes ao Pai Natal / Papai Noel.
São singelas prendas que desejamos aqui deixar para o velhinho de barbas brancas, para que ele saiba que merece a nossa gratidão pelo encanto que nos proporciona durante a celebração do Natal. 

Como um presente raramente vem só, decidimos também partilhar com um colega-autor do nosso blog, através da seleção de um amigo secreto, um livro desapegado. Escolhi na minha biblioteca pessoal um livro que já li e de que gostei muito, e decido enviá-lo à minha colega Maristela Ormond.

Parte I - Presente ao Pai Natal / Papai Noel:

São Paulo, 16 de dezembro de 2014,

Querido Papai Noel (desculpe-me o lugar comum, mas não sei iniciar esta carta de outra maneira),

Espero que esteja bem.

Para mim é inusitado a esta altura da vida, já na casa dos meus cinquenta e dois anos de idade, escrever-lhe uma carta.  A dúvida me assalta desde o início. A começar pelo pronome de tratamento: utilizo “você”? Uso “Senhor”? Com tantos anos de ausência, sinto-me inibido até quanto a essa questão que não deveria ter importância nenhuma.

Mas, nesta tentativa de reaproximação, contando, certamente, com a sua compreensão, optarei pela simplicidade e avançarei pelas linhas que se seguem, com a informalidade do “você”...

Assim, Papai Noel, sem mais delongas – para não alongar ainda mais o que já se prolongou por tantos anos de omissão de minha parte - vou imediatamente ao assunto:

Quando criança, aprendi que o Natal era o dia de nascimento de Jesus Cristo. E que, de tão elevado, de tão grandioso esse espírito, de tão importante a lição que Ele nos transmitiu, o Seu aniversário passou a ser comemorado em quase todo o mundo! Ensinaram-me também que você, Papai-Noel, apareceu algum tempo depois, com toda boa vontade, para tornar ainda mais feliz a celebração natalina, pois trazia presentes às crianças, numa doce lembrança da atitude venerável dos reis-magos, ao trazerem suas oferendas ao Menino-Deus.

Que coisa maravilhosa, pensei eu! Que Ser Divino deveria ter sido esse Jesus para que a humanidade continuasse a comemorar o Seu aniversário, mesmo passado tanto tempo!  E que poética lembrança dos tempos de seu nascimento, você, bom velhinho, que vem, ano após ano, presentear as criancinhas...

É claro, no entanto, Papai Noel, que a curiosidade infantil – bem como uma certa ansiedade instintiva – não permitiu que eu me aquietasse por aí. Eu tinha de conhecer mais a respeito daquele Jesus que impressionou a humanidade pelos séculos afora. E foi o que fiz. Pouco a pouco, meu conhecimento de criança foi-se enriquecendo com as belíssimas histórias a respeito d’Aquele Homem simples, porém radiante de bondade e doçura, que dizia ter vindo para os doentes, os famintos, os aflitos e os desvalidos de qualquer sorte...

E conforme eu procurava saber mais sobre a vida d’Esse Homem, descobria coisas que me acalentavam o coração. Eu percebi que Ele, como você, Papai Noel, era inteiramente dádiva, doação. Seu maior patrimônio era o amor, que entregava, indistintamente, a quantos lhe cruzassem os caminhos, na forma de palavras doces, de ensinamentos maravilhosos e de consolação para os sofredores.

Era a humildade esplendorosa...  As pessoas Lhe atribuíam um reinado, mas Ele dizia que Seu reino não era daquele mundo. Falava de um “Reino dos Céus”, onde as pessoas entrariam levando como prendas apenas as boas ações praticadas, deixando para trás os tesouros materiais, que “as traças roem, o ladrão rouba e a ferrugem destrói”. Ele nos disse para não termos duas vestes, para entregarmos a capa a quem nos pedir a túnica, para oferecer a outra face, para dar a César o que lhe pertencesse... Mostrou-nos, através do seu exemplo, que devemos viver com humildade e moderação... Enfim, Ele nos ensinou o desapego das coisas materiais, porque havia algo de muito mais importante, de Divino, a ser conquistado através do esforço permanente no bem, e que não estava no mundo exterior, mas, sim, dentro de nós!

Enfim, Papai Noel, é por esse motivo que lhe escrevo! Porque há alguns anos percebo o quanto você deve estar entristecido. Quando teve essa boa ideia de levar sorrisos aos rostos das crianças pelo mundo, no aniversário do Menino-Luz, sei muito bem que você o fez como emissário de uma abençoada intuição. O próprio Jesus nos ensinou que “uma árvore má não pode dar bons frutos” e assim, vendo a alegria na vida de tantas crianças, natal após natal, compreendo, no íntimo do meu coração, a inspiração Divina da sua iniciativa.

Acontece que essa sua inspiração iluminada, Papai Noel, vem, como o foram os próprios ensinamentos de Jesus ao longo do tempo, sendo mal interpretada em todos os lugares. As pessoas vêm se esquecendo, cada vez mais, do motivo pelo qual essa grande festa de aniversário se realiza! Era para ser um momento de alegria inspirado nas luzes sublimes que ainda emanam dos “céus” em nossa direção; era para ser uma comemoração banhada nos eflúvios divinos do Evangelho de Jesus, em que nos revigorássemos nas águas do amor ao próximo, da caridade, da fraternidade e do perdão...

Mas o que tenho visto, Papai Noel, é a antítese de tudo isso! Os preparativos para o natal têm se iniciado muitas semanas antes, não através da atitude de recolhimento espiritual, da reverência ao Sublime Aniversariante ou da a dedicação à caridade... Pelo contrário! Esses preparativos começam com as pessoas se esbarrando pelas ruas, mentes inquietas e atitude apressada, num desvario de compras, num empurra-empurra que nada tem que lembre a vida do Divino Mestre, a não ser, talvez, como referência extemporânea ao episódio da expulsão dos vendilhões do Templo... Depois, numa rotina distante da humildade e da moderação com que Jesus exemplificou Seu modo santificado de viver, abate-se uma enorme quantidade de animaizinhos inocentes - filhos de Deus tanto quanto nós próprios! - para serem servidos em abastadas ceias, realizadas não muito distante de residências onde mal existe pão e água para sustentar uma família!

E o que dizer dos presentes, Papai Noel? Sei que você está a par dos acontecimentos, mas, provavelmente, em seu trajeto pelos céus, nas noite natalinas, não imagina exatamente o que ocorre depois que deixa suas benditas dádivas para as criancinhas... Acontece que os adultos também inventaram de presentearem-se uns aos outros e isso, não por um impulso de caridade baseado no exemplo da personagem tão esquecida  desta data; não! No mais das vezes, são pessoas que de nada precisam presenteando outras, que não precisam de nada! A caridade para com os necessitados passa longe! Criou-se o costume e pronto! É mero hábito, mera convenção social! Até aí tudo bem, você me diria: o que há de mal numa convenção social? Sou forçado a concordar que não há nada de mal. As questões, Papai Noel, são outras.  Uma vez criada a tal convenção, não é raro encontrarmos as mais esquisitas distorções desses costumes: há aqueles que fazem as contas, para não ficarem em desvantagem monetária, considerando o que deram e o que receberam; aqueles que condenam pelas costas o infeliz que não pôde comprar-lhes um presente mais interessante ou mais sofisticado e, por fim, os que anseiam, de tal forma, pelos tais presentes, que fazem da celebração natalina, uma espécie de grande feira de troca de mercadorias! Nada de caridade, nenhuma oração, nenhuma lembrança ao Aniversariante... É o que se vê!

Papai Noel, diante do que tenho visto, venho sentindo certo incômodo com o Natal. E sei que você, tão dado à caridade e atento àquilo que é realmente importante, deve estar sentindo constrangimento ainda maior... Imagino-o, ao ver-se, da sua condição inicial abençoada, porém humilde, de entregador, hoje, pelos presentes que entrega, alçado às alturas de personagem principal, sendo que o “dono da festa”, o Divino Mestre, está hoje praticamente relegado ao esquecimento! Não deve ser uma situação nada confortável...

Por isso, Papai Noel, é que, neste natal, quero lhe oferecer um pequeno presente. Sei que é uma gota d’água no oceano, mas espero que esta insignificante iniciativa leve um pouco de alegria ao seu coração: neste natal, meu bom velhinho, emprestarei minha cooperação ativa ao trabalho do Aniversariante da data: procurarei uma família que se encontre naquela situação de gente doente, aflita, desvalida ou necessitada e a ela prestarei socorro. Farei uma visita, falarei do Divino Mestre, levarei suprimentos, não sei o que mais... Ajudarei, apenas, na medida das minhas possibilidades...

Assim fazendo, meu querido Papai Noel, depois de tantos anos de ausência, ao oferecer-lhe como pequena dádiva o meu serviço em favor do bem, pressinto, pela primeira vez na minha vida, que passarei um natal envolvido na sublime melodia entoada, nessa data, pelos anjos do céu... E que essa melodia nos envolverá a todos, sempre mais, nos dias do porvir...

Parte II - Livro Desapegado para Maristela Ormond

(pelas regras deste desafio, não posso revelar aqui o nome do livro)

Há dezenas de milênios, através do esforço evolutivo incansável de seus habitantes, um dos orbes do sistema planetário da estrela Capela, na constelação do Cocheiro, a 42 anos-luz de distância de nosso planeta, passava por momento evolutivo semelhante àquele pelo qual passa a Terra nos dias atuais: saía de um longo período de provas e expiações para ingressar no estágio de "Planeta de Regeneração".

A história percorre essas dezenas de milênios, acompanhando a trajetória de Ernesto, um capelino de grande capacidade intelectual, mas, infelizmente, desprovido de elevação moral à mesma altura. É fascinante comparar o estado do planeta onde se inicia a história com a realidade contemporânea no planeta Terra para, por uma inferência natural, compreender, que os caminhos das humanidades no Universo são, desde a inefáfel eternidade, inexoravelmente os mesmos, evoluindo da rebeldia à aceitação das Leis Divinas, crescendo da miséria física e espiritual ao esplendor do Amor inesgotável!

Vemos no planeta de Ernesto, apesar de ali também habitarem espíritos mais adiantados, a mesma mesquinharia material que se encontra no planeta Terra nos dias de hoje, a mesma ganância, egoísmo e orgulho espalhados por toda parte, ao lado de uma evolução científica e tecnológica, aparentemente incompatíveis com tamanho atraso moral. A mesmíssima situação que enfrentamos em nosso dia a dia no século XXI!

E, de repente, todos esses espíritos iludidos pela própria ignorância espiritual, cegos pelo egoísmo e pelo orgulho, se viram exilados para um outro Orbe, sem apelação, não como punição, mas como parte de um plano superior inexorável, porém amoroso, para que a maravilha da evolução humana pudesse continuar florescendo em Capela, quanto no planeta a que se destinavam os espíritos banidos. De novo, a mesmíssima situação que vem ocorrendo sob nossas vistas nos dias de hoje, completamente visível àqueles que se libertam da cegueira imposta pelo desinteresse espiritual.

A narrativa acompanha a trajetória de Ernesto no orbe Terreno, desde os primórdios em que o veículo carnal do ser humano não passava de um esboço simiesco e primitivo, nos tempos pré-históricos, até a época de sua encarnação na Galiléia, como conhecido personagem, nos tempos de Jesus.

E nessa trajetória percebemos a grandeza do amor de Deus pela humanidade e a grandeza do amor que um ser humano pode ter por outro. Vemos a figura de Elvira, esposa de Ernesto em sua última encarnação em Capela, porém espírito de grande elevação moral, aguardar por seu amado algumas dezenas de milhares de anos até que ele pudesse vislumbrar mínimas claridades no horizonte da alma e estivesse liberto para retornar a seu planeta de origem. Vemos, mais que isso, Elvira deslocar-se voluntariamente de seu orbe que se transformava em planeta de ventura e bem-aventurança, ao nosso planeta de dor e sofrimento, e aqui assumir um corpo de carne unicamente por amor, para auxiliar o espírito de Ernesto a conquistar o progresso de que necessitava no campo moral.

E nesse amor que resiste a tudo (à separação, às provações, ao sofrimento), nesse amor eterno e infinito, é que reside, a meu ver, a maior lição dessa obra.

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Quatro formas de amar


Gilberto de Almeida
16/12/2014



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Desafio de Natal - 2014


 “Para que não sejam sempre os mesmos a oferecer, os autores do Tubo de Ensaio - Laboratório das Artes - decidiram este ano preparar presentes ao Pai Natal / Papai Noel.

São singelas prendas que desejamos aqui deixar para o velhinho de barbas brancas, para que ele saiba que merece a nossa gratidão pelo encanto que nos proporciona durante a celebração do Natal.”



Um Conto para Papai Noel

      Eu sei que Papai Noel mora em sua casa no Polo Norte. Ele vive com Mamãe Noel, com incontáveis elfos mágicos e oito renas voadoras. Papai Noel consegue esse feito anual, o Natal, com o auxílio desses elfos, que fazem os brinquedos na oficina, e das renas que puxam o trenó. Os nomes das renas são: Corredora, Dançarina, Empinadora, Raposa, Cometa, Cupido, Trovão e Relâmpago.
      Na noite anterior ao Natal, eu estava vigiando o céu para ver o Papai Noel passar. Minha missão era lhe dar um presente. Mas eu sabia que ele nunca recebe, só dá presentes. Também sabia que ele faz uma lista de crianças ao redor do mundo, classificando-as de acordo com seu comportamento, e que entrega presentes, como brinquedos ou doces, a todos os garotos e garotas bem-comportados no mundo.
    Quando finalmente eu vi as oito renas que puxavam o trenó passarem, fiz sinal para que parassem. As renas não pareceram muito satisfeitas por terem seu trajeto interrompido. Mas, Papai Noel as mandou descerem.
     - Desculpe por interromper seu trajeto – não faz mal, disse o bom velhinho, sorrindo.
       - Eu tenho a missão de lhe dar um presente – disse eu.
      - Mas, deve haver algum engano, porque eu não recebo presentes – disse Papai Noel.
     - Eu sei, mas acontece que eu fiquei pensando que um presente deve agradar a quem o recebe, não é? –Perguntei.
      - Sim, é a mais pura verdade - respondeu ele.
    - Então eu fiquei imaginando do que mais o Papai Noel gosta e conclui que o senhor mais gosta é de dar presentes às criancinhas – estou certo? - Perguntou a ele.
      - Sim, isto também é verdade – disse ele.
     - Eu sei de uma criança que nunca recebeu presente do senhor – disse eu.
      Papai Noel me olhou espantado e disse:
      - Isso é impossível!
      - Mas não foi por culpa do senhor – disse eu.
      - Eu conheço esta criança – disse-lhe.
      - Diga-me e eu vou reparar este erro, embora ainda ache que você está enganado.
    - Papai Noel, todos os anos meus pais contavam uma história sobre três reis magos que, com uma caravana de camelos, carregavam uma carga preciosa de ouro, incenso e mirra, que eles levavam para dar de presente para um rei que nasceria em um lugar chamado Belém. E a história dizia que uma estrela os guiava, brilhando lá no alto, enquanto as horas da noite se passavam. Dessa história, eu nunca descobri o que um rei, que ainda iria nascer, faria com esses presentes.
     - Por isso, Papai Noel, eu quero lhe dar um presente para o senhor dar de presente a este rei – Disse Davi.
    - Pois bem, deixe-me ver este presente – disse Papai Noel.
      - O senhor vai precisar esperar, enquanto vou buscá-lo lá em casa.
     Nervosamente, as renas ficaram esperando, pois tinham pressa e desejavam continuar. Ficaram esperando por longo tempo por mim.
     Finalmente, quando estavam a ponto de perder o controle, eu apareci.
      A me verem chegar, as renas ficaram a pensar que o que quer que eu trouxesse teria de ser pequeno, pois o trazia facilmente na palma de uma das minhas mãos. Talvez fosse uma gema raríssima e preciosa, e, se assim fosse, teria valido à pena esperar tanto – pensou a rena mais velha. E até mesmo Papai Noel, olhava com atenção, para ver qual seria o maravilhoso presente que provocara tanto adiamento na sua viagem anual.
     Lentamente, abri a mão, e ali, para grande surpresa e consternação dos todos, apareceu apenas um pequeno cão, com pintas pretas. Era um brinquedo antigo, porque aqui e ali, faltavam pedacinhos de pintura. Eu coloquei o brinquedo no chão e ele deu um salto no ar e caiu novamente sobre os pés.
     Os adultos, que a esta altura rodeavam o trenó, muito indignados, não conseguiram conter-se e proferiram palavras iradas.
       Mas eu apenas sorri, coloquei novamente o brinquedo no chão e ele deu a sua cambalhota.
   Uma criança pequena que estava por perto riu gostosamente quando o cãozinho de brinquedo, posto no chão, deu um salto no ar e caiu novamente sobre os quatro pés.
      - Foi este brinquedo sem valor que o fez adiar a marcha deste trenó, que leva presentes para crianças do mundo inteiro? – Perguntou a rena mais idosa.
        - Eu respondi solenemente:
   - A caravana de camelos daqueles magos estava carregada de presentes apropriados para reis adultos – muito ouro, incenso e mirra.
      E, dirigindo-me a Papai Noel, pedi que ele levasse aquele cãozinho de brinquedo para o menininho de Belém.

       Esta foi a primeira vez que Papai Noel chorou – de alegria!


EP.Gheramer

Imagem da Web

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DESAFIO DE NATAL 2014 - LIVRO DESAPEGADO - Por (Claudiane Ferreira)



"Para que não sejam sempre os mesmos a pedir  - e os mesmos a oferecer - os autores do Tubo de Ensaio - Laboratório das Artes decidiram este ano preparar presentes ao Pai Natal / Papai Noel.


São singelas prendas que desejamos aqui deixar para o velhinho de barbas brancas, para que ele saiba que merece a nossa gratidão pelo encanto que nos proporciona durante a celebração do Natal. 

Parte I - Presente ao Pai Natal / Papai Noel:

Pai Natal, meu bom velhinho, já fez os exames preventivos de próstata? Pergunto isso logo de supetão porque me preocupo com você e como sei que anda sempre ocupado com mil e uma coisas, não custa lembrá-lo do quanto essa atitude de levar um toque retal pode salvar a sua vida e, de quebra, não deixar órfãs as crianças que ainda acreditam em você.
Vou te contar um segredo, o pessoal do Tubo de Ensaio resolveu que esse ano nada iria pedir; que cada um de nós estava convidado a presenteá-lo. Então, aconselho também que faça um check-up no coração, para aguentar as surpresas que vem por aí.
Pai Natal, eu fiquei pensando, pensando...  Resolvi que o meu presente iria conter todos os autores que estiveram presentes, cada qual com a sua criatividade, no ano de 2014.

E foi assim, que nasceu a composição. O talento de cada colega se encontra em ordem alfabética, na cor azul.  E os links respectivos no final da postagem.

 De pessoa em pessoa
 Voa-se voa.
 Liberada a imaginação
 Destas palavras aqui reunidas
 No cabeçalho de sentimentos
 Muitas correram diretas de nossas veias...
 Rabiola de pipa perdida, avião de papel
 Pálidos reflexos de lembranças ficcionais
 Distraído
 De qualquer realidade
 Colho suas flores
 De todas as cores e te pergunto:
 Onde você tem depositado as suas memórias?
 Onde estão às características daqueles que passaram por sua vida?
 Qual é a paixão que te revela?
 Não é o vento
 Que faz passar o tempo
 Sou eu. És tu. Nós
 Moramos dentro dele? Ou ele em nós?...
 Só o vento caminhava pelas ruas. Samuel olhou para o céu estrelado e  pensou que já estava chegando o Natal.
 Caneta na mão escreveu
 não descanse no poleiro da ilusão;
 negue-se a si mesmo a desventura de pousar no lodo do egoísmo;
 Esqueça o repouso passageiro no galho da árvore venenosa
 do orgulho;
 Sorri
 Doce lembrança
 Cores, aromas, sons
 Breve embalo
 Estalido
 E quando se percebe
 Não há mais tempo
 Quando foi a última vez que você...
 ... Partilhou um pedaço de pão...
 O amor abre suas portas
 Cria seus caminhos
 Com pensamentos em volta
 Com o coração na mão
 Corro atrás da mais doce canção
 Aprisionada dentro do meu peito
 a minha saudade  tem um mar de recordações
 Remexo águas profundas
 Está na hora de soltar as amarras
 E colocar em prática cada sonho, cada anseio,
 Junto às palmas de minhas mãos com muita
 Sede de harmonia,
 banho de fantasia,
 soprei as nuvens ...
 Quando consegui voar pelo mundo, pousei de flor em flor, retirando o  néctar da vida.
 Experimentei sabores, gratidão, perdão ...
 Que sentido faz a vida? Essa coisa louca de contemplar...
 Dificuldades vão e vêm, mas elas não te detêm.            
 Sua alma cresce, transcende, passa dos Montes de Sinai.
 Me levo sempre junto com o que já fui de mim,
 Num tempo que era meu e eu era outro.
 Vi que chovia luz se mear
 Se semear amor ao vento
 Se moer toda divergência
 Se somar nossos talentos

"Está na hora de amar mais
 mais amor, por favor"
 O mundo pede paz. 

                                                             Imagem: José Suassuna
    Ao nosso Co-criador ( Claudemir Mena )peço um minuto de silêncio


Em tempo: Sei que você não sofre de Alzaimer, mas mesmo assim resolvi fazer um vídeo para você lembrar da criança que fomos e que ainda mora dentro do coração de cada poeta aqui representado.


Carlos Neves

Cássia Torres

Cláudio Castoriadis

Cris Campos

Danka Maia

Dulce Morais


E.P. Gheramer


Gilberto de Almeida

Isa Lisboa


Jéssica Morgan

Joel Garcia da Costa

Josué Brito

Kizy Lee

Manoel Marques


Marcilane

R.H . Andrade
Ronaldo Savazoni
Sandro Ernesto
Simon-Poeta



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