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Antro

Arte: Guayasamín - Hambre


Antro

É uma gruta
Um poço sem fundo
Não há refúgio nem abrigo
Não há a mão de um amigo
Nada pode salvar
A alma que se afoga
No mar do desespero

No fundo do poço
Não se vê o sol
Ainda que para cima nos puxem
Como hão-de os olhos
Tolerar a súbita luz?
No fundo da gruta 
Não se ouve viv'alma
Como haveriam os ouvidos
Ainda reconhecer uma voz?

Apenas ecoa o som dos passos
Forçados à lenta marcha.
Solitária caminhada
Das mãos vazias de lembranças.
Haverá ainda um trilho
Que leve ao cume de si?
Poderá ainda existir
A doce luz de um clamor
Para guiar um'alma perdida?

Esqueci até como te chamar,
Esperança, que me alumiavas
O amanhã que eu não sabia,
Mas que cria.
Só sei o passado
Vou esquecer o futuro
Talvez assim ele venha.



Isa Lisboa e Dulce Morais

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16 comments:

Dulce Morais said...

Isa,
É sempre uma aventura, escrever contigo.
É a ocasião de descobrir-te um pouco mais, ao mesmo tempo que exploro cantos ainda desconhecidos nos meus versos.
Obrigada por cada palavra partilhada, pela tua amizade e cumplicidade e por mais esta aventura!
Beijinhos!

Ex Não Vaidosa said...

Saudações Dulce! IRADOOOOO adorei! Beijos e abraços!

Guaraciaba Perides said...

partilha de almas e de sentimentos...
Um duplo abraço.

Isa Lisboa said...

Dulce, depois dessas palavras, eu é que não sei como te agradecer!
É sempre um prazer partilhar versos contigo e este poema não foi excepção!
Beijinhos

Isa Lisboa said...

Obrigada, Ex Não vaidosa e Guaraciaba!
Abraço! :)

Dulce Morais said...

Obrigada Ex Não Vaidosa!
Grata, Guaraciaba!
Beijinhos, Isa :)

Cris Campos said...

Em algumas situações realmente esquecemos, ou não vislumbramos a Esperança, mas entendo que ela sempre brota de onde menos esperamos, com roupas e nomes os mais lindos possíveis. No fundo ela se renova a cada dia, só é preciso um olhar mais atento e uma mão estendida.

Parabéns Dulce e Isa! Ficou primoroso!

Gr. Bj.!

Dulce Morais said...

É verdade que é por vezes preciso um olhar amigo para conseguir ver o que os nossos olhos cansados de tanta tristeza já não nos deixam ver...
Obrigada, querida Cris!
Beijinhos!

Sandro Panografia said...

Como fogo e oxigênio, a parceria de vocês duas, Dulce e Isa, produzem luz e calor nos versos que incendeiam. Na disputa de fãs, sou o " número 1 " primeiro da lista e não abro mão ! Lindos versos... Parabéns ! Beijos nos corações de vocês !

Por Amor said...

LINDO E VERDADEIRO DULCINHA !!! AMEI !!! È AS VEZES É ASSIM MESMO !!! UM BEIJO Pedro Pugliese

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

Poesia tocante, no simbólico e na notação.
Parabéns garotas.
Como não quero brigar com o Panografia ,fico como fã número 2

Isa Lisboa said...

:)
Cris, sim, a Esperança está sempre lá, felizmente! :) Muito obrigada pela leitura e pelo carinho!

Muito obrigada, Sandro e Clau! Acho que cabem os dois no primeiro lugar! :) Obrigada pela leitura!

Dulce Morais said...

Pedro, muito obrigada pela sua presença aqui! Grande abraço!

Sandro e Clau, não briguem! Há lugar para todos!
Obrigada a vós pelo vosso constante incentivo!

Abraços a todos!

Diego D' Avila said...

Não poderia ter resultados diferentes... Duas doçuras que escrevem tão lindamente. Ficou excelente.

Isa Lisboa said...

Que bom que gostou, Diego! Obrigada!

Dulce Morais said...

Muito obrigada, Diego!
Abraço!

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