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Desafio "Conhecer os Meus Colegas" - Mochiaro

Certamente não fiz justiça ao amigo que escolhi,  mas eu tinha regras a seguir. E essas regras, a título de informação eram:

1) Escolher um colega do blogue "Tubo de Ensaio";
2) Eu não poderia entrar em contato com ele;
3) Encontrar sua biografia e foto no próprio blogue;
4) Criar algo para esse amigo, baseado nas informações disponíveis.
5) Apresentar esse trabalho em até duas semanas.

E, dentro deste primeiro desafio, surgiu um outro: - escolher o amigo a ser homenageado.

Por quê?

Porque eu não me sentiria, diante de tantas pessoas que, umas mais, outras menos, de alguma forma eu conhecia, mas às quais, indistintamente, quero bem... eu não me sentira à vontade para apresentar uma manifestação de carinho e estima a um único amigo, sem da mesma forma estender esse mesmo afeto aos demais.

Essa angústia foi consumindo os dias até, que, já quase vencendo meu prazo, decidi:

- vou homenagear alguém que eu ainda não conheço!

Então fui navegando, biografia por biografia, até que encontrei a história de uma pessoa de semblante venerável, que, segundo percebi, fez, na sua vida, a magia de transformar números em letras! Gostei da história e da motivação! Estava escolhido meu homenageando!

Assim, com o pedido de perdão ao meu amigo, por seguramente não fazer jus à sua história diante das poucas informações de que dispunha, mas assegurando que me empenhei com muito carinho no presente trabalho, apresento a breve biografia de Mochiaro por ele próprio, sua fotografia e o singelo trabalho que lhe dedico:

Foto e biografia do autor escolhido:


"Sou natural da cidade do Rio de Janeiro, Brasil, onde a montanha com o verdejante de sua mata beija o mar sereno e aconchegante.
Sou engenheiro, tendo atuado em vários campos inclusive no campo naval. Chegou a mim esse sentimento poético de uma forma natural e espontânea.
De uma ciência exata fui buscar as incógnitas e soluções dos sentimentos nesse campo fervilhante…

SOU UM TANTO ENTRE TANTOS
NADA MAIS QUE UM TANTO "



Minha homenagem:











30/04/2014



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#Das lendas : Quem sou eu?

Para quem ficou com curiosidade quanto à resposta à pergunta “Quem sou eu?”, aqui ficam as soluções para os seis enigmas que escrevi.

Espero que tenham gostado desta série “As lendas”, uma pequena experiência que fiz e que me deu muito prazer a escrever.

Para recordar os poemas, sigam por aqui:

http://tubodeensaio-laboratorio.blogspot.pt/search/label/Das%20lendas

Arte: jacek yerka
Poesias # Das lendas, Isa Lisboa





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Das lendas: Chamamento nocturno

Foto: By Isaiah Stephens, United States

Despertei
De mim mesma
E alguma coisa me parecia
Diferente
Era o som, à minha volta
Nunca antes o ouvira
Assim
Tão próximo
Vindo de longe.
De um salto me levantei
Sentia o Mundo chamar-me
Da minha janela.
Abri-a
E lá estava o vento
Que passava
E até mais alto
Me deu a mão.
Daqui de cima vejo tudo
A noite chama-me
E eu quero ir.
E vou,
Abraçar os seus sons
Descobrir os mistérios
Que adivinho
Neste novo corpo
De Bastet.

- Quem sou eu? -


#Das lendas

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...os dois se tornem...

Imagem da Web

- (...)
- E quanto às mulheres, o que pensa o solitário? Não sente falta delas? – perguntou o velho, demonstrando interesse pelo rumo que a conversa tomava.
- Pois bem. Se quiser mesmo saber, vou dizer o que nunca disse por receio de não ser entendido. Veja bem. Enquanto eu crescia em estatura e aprendia com os homens comuns a ser igual a eles, eu acreditava que o homem existia para a mulher e esta para ele. Entretanto, hoje, quando paro para pensar sobre isso, vejo que poucas mulheres eu encontrei, na maior parte das vezes, o que achei foram fêmeas.
- Mas, mesmo sendo uma fêmea, um homem não necessita dela, isto é, não é justamente este um aspecto que não pode ser desconsiderado e, por outro lado, também a fêmea não necessita do homem como um macho? – replicou o velho.
- Sim, porém, o homem precisa, em primeiro lugar de uma mulher e, em segundo, de uma fêmea. E dessa forma também acontece com a mulher. – respondi.
- Mas não é isso o que se observa no relacionamento dos homens aos quais você chama de comum? – perguntou o velho.
- Sim, pode parecer que sim, mas, se olharmos com atenção, veremos que tal relação – somente no nível de macho e fêmea – não se tem mostrado satisfatória para ambos; nenhum dos dois têm sido satisfeitos completamente e isso acontecerá sempre, enquanto cada um estiver sendo usado somente como objeto de satisfação sexual, pois, a vida não se resume somente a isso, há mais coisas envolvidas... Sempre que nos ocuparmos, em demasia, de um só aspecto envolvido no relacionamento, estaremos relegando a planos secundários todos os demais. E a satisfação advém da soma de todos eles, nunca apenas de um só.
- Então o solitário – continuou o velho -, conforme você o define, não tem nem a satisfação parcial que vem com o ato sexual com a fêmea ou com o macho, se o solitário for mulher... – continuou o velho.
- Não necessariamente. Num bar, numa esquina, em qualquer lugar, um dia ou outro o solitário pode satisfazer esse aspecto. Porém, é bom notarmos que mesmo assim, na realidade, isso não o satisfaz... Porque a satisfação de um deve ser conseguida com a mesma pessoa que lhe satisfaça todos os demais aspectos.

- Quer dizer – continuou o velho – que a apenas relação sexual com diferentes fêmeas ou machos não é suficiente para a realização plena, isto é, na medida em que ela está, intrinsecamente, ligada também à satisfação das demais necessidades... – falou o velho.
- Sim, penso que é isso e mais outras coisas. Quando duas pessoas estão numa relação sexual apenas como macho e fêmea, nada mais há nesta união, senão a busca do prazer, do orgasmo. São dois seres estranhos que se usam mutuamente. Por outro lado, quando um homem e uma mulher estão fazendo sexo, há muito mais coisas envolvidas e é esta a diferença entre sexo e amor. Nesta última, aparentemente igual à outra, cada um pensa no outro, pois, um conhece o outro e, o que é mais importante que tudo, é que cada qual está consciente de que está proporcionando prazer ao outro e é aí que reside a sua realização. Já entre a fêmea e o macho, cada um está procurando apenas o seu próprio prazer.
- Então, o que dizer sobre o que é uma fêmea ou um macho para o solitário? – perguntou o velho.
- Dentro deste contexto, isto é, isoladamente, eles nada mais são do que algo que os deuses criaram para a distração dos humanos. A fêmea conhece a mente do macho, o que ele pensa e o manipula a seu bel prazer... - dizia eu quando fui interrompido pelo velho.
- Ora, mas é o macho que pensa que manipula a fêmea...
- Em primeiro lugar, um homem nunca quer manipular uma mulher e isso porque ele é um homem e ela uma mulher; somente machos e fêmeas se enganam a esse respeito. A fêmea sabe perfeitamente o que o macho quer, isto é, o seu corpo e, por isso, carrega o macho de um lado para outro a tiracolo, enquanto ele pensa que é ele quem faz isso. Porém, há que se observar que numa relação assim, um não é melhor que o outro; podemos dizer que ambos se merecem. - respondi continuando do ponto em que fora interrompido.
- Sim, mas mesmo o solitário carrega dentro de si a sensualidade. Os seres humanos são todos assim. Ela vive dentro de cada um e suscita tempestades e muito mais. O humano a traz em seu coração e nele ela arde. E isso, tanto no macho e na fêmea quanto no homem e na mulher. Conheces esse mistério?! O coração humano é um campo de batalha...
- Sim, meu amigo tem todo razão. É por isso que ela existe, pois, é a força e a expressão plena da necessidade de um relacionamento em que ambos se completem, isto é, em que os dois se tornem um.
 (...)

#Fragmentos
EP.Gheramer

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Meu sonho d'amor!

No meu sonho de amor
meus olhos te percorrem nua
onde os meus desejos vão beber
o teu amor
meu amor...

No meu sonho de amor
teu corpo, deus imortal
há um mar imaginário
um sonho sensual...

No meu sonho de amor
estendo as minhas mãos ávidas
de desejo
Amo-te muito, muito!
meu amor...

Manuel Marques (Arroz)

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Déjà Vu


Ontem... só por ontem
Resolvi viver o hoje.
Jamais vivi tal dia desse modo:
No modo automático da alma.

Ontem (como eu disse, era hoje)
Sonhei que encontraria algo
Que não me deixaria em paz
Comigo mesmo.

Meu ser exultou;
Estremeci...
Num olhar todo aceso,
E no balançar frenético das mãos,
Percebi que estava prestes a morrer.

Recebi um tiro no peito.
Mas, até hoje estou vivo,
Pois, como já disse, ontem foi hoje...
Daqui há 10 minutos,
Morrerei novamente.

Simon-Poeta

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Dois em um (Bipolar)


Sou criança
Sou adulto
Sou astuto
Tenho esperança...

Eu sou grande
Sou pequeno
Tenho fé
Sou terreno
Tenho ódio
Sinto amor
Sou o que sinto
E sinto o que sou.

Sou bailarino
Mas não sei dançar
Sou um menino
Mas não sei brincar...

Sou sonhador
Mas nunca sonhei
Sou realista
Mais sobre mim, eu não sei...

Sou o que vejo
E o que ponho a mostra
O que vês de mim
É apenas uma amostra
Do que posso ser
Por detrás do sorriso falso
Que penetra em minhas fotografias
E escondem minhas tristezas
Revelando minhas alegrias.

Sou medo...
Sou terror...
Sou sossego
Sou agonia.
Enfim, sou bipolar
Moro em apenas um lar
Mas vivo em dois...
O outro, te conto depois.

Simon-Poeta

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Amante em Mãos... Por Danka Maia






No Dia Do Amor, uma paródia de um caso antigo que certamente você já teve...rs

Parada em meu divã,
Contemplo teu poder em dominar,
O recinto,o lugar,
E eu tua escrava,
Pairando,apenas esperando,
Que determine como
Devo me portar.
Ah e seu teu jeito emudecido me enlouquece...
Tudo que careço fazer,
É deixar que todas as nuances de teu corpo rijo,
Determine meu riso, quiçá meu lamentar.
Lacrimo de prazer,
Sorrio de amar,
Porém tudo que digo,
Imponente e preciso
È que me ordene sem palavras:
_Faça o que digo!
E nessa aventura,
Me levas,
Me tens,
Me encanta,
Eu vou além...

Meu terno arrebatador de sonhos e fel,
Oferta-me o mel,
E por vezes tão cruel,
Me faz gueixa,
Submissa,
Sobrepujada,
Na mordaça,
Deixo o meu eu...
Agora a hora me chama,
Madrugada seca tu me deste
Foram dores e não amores
Devo eu te abandonar?
Parte de mim ordena o Sim,
A outra impera o Não,
Contudo neste relés coração,
Há espaço em minha mente,
Mesmo que seja demente,
Mesmo que eu sofra por esforço,
É finda esta lida,
Meu suntuoso amante remorso,
Deitarei em meu sepulcro,
Deixo-te...
Controle Remoto!




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Se quero estar, já não estou lá?








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Praça da Magia




Resolvo perguntar a um grande amigo e poeta , se não quer escrever um poema junto comigo . Ele me pergunta qual o tema, lhe informo que é sobre uma imagem. Topa . Brincamos de par ou ímpar quem ganhou escolheu a imagem , quem perdeu iniciou . Uma experiência única, mágica, minutos depois a mala tinha um novo colorido.
Obrigado Sandro Ernesto, por ser essa pessoa linda que ilumina caminhos. 
Claudiane Ferreira


           Não deixe de visitar o blog pessoal do Sandro Ernesto
          http://panografia.blogspot.com.br/

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Realidade...

Imagem da Web - Filme Laranja Mecânica 
(...)
- Mas será que é pedir muito a meus filhos que me permitam viver junto deles, agora que já estou velho? O pouco tempo que me resta não permite que eu espere...
- Mas o senhor estava fugindo da realidade, não queria mais lutar. E para se viver na realidade é preciso ver claramente as dificuldades e lutar para eliminá-las. No seu caso, o senhor não reconhecia mais a realidade, preferiu ignorá-la e fingiu, sem o saber, que ela não existia. A sua defesa contra o mundo ao seu redor foi deformá-lo, com a finalidade de obter a fuga às suas imposições. É a isso que chamamos de distúrbio emocional e acontece por muitas razões, como no insucesso ou após um trauma... No seu caso, o fator desencadeante foi o falecimento de sua esposa...  - Falou um dos médicos, o de pescoço comprido, não podendo evitar um sorriso de condescendência, como quando se fala com uma criança travessa e que não tem idade para perceber a gravidade de seu ato.
Nesse momento, levantei minha mão e me foi dada a palavra.
- Mas não seriam seus filhos que deveriam estar internados e não este homem?
- Não estou entendendo o que o senhor quer dizer... – disse o médico de pescoço comprido.
- Quero dizer – continuei – que não seriam seus filhos que estariam querendo fugir da realidade, quando o internaram aqui, justamente para não terem que lutar, de enfrentar as dificuldades de conviver com alguém que já não pensa como eles? Será que eles não se sentiram envergonhados de apresentarem-no como seu pai? O senhor mesmo acabou de dizer que para vivermos na realidade, devemos ver claramente a ameaça e lutar para eliminá-la? Penso que este homem, este pai, transformara-se numa ameaça para a vida social de seus filhos. E o que eles fizeram? Eliminaram a ameaça? Não. Antes a afastaram para longe, para onde não mais pudessem vê-la com frequência e, assim fazendo, iludiram a si mesmos ao acreditar que o fato de não mais estar à vista, não mais existia. Será que não foram eles que deformaram a realidade, enganando-se a si mesmos ao distorcer a realidade? E, por último, eu pergunto quem precisa de tratamento? Ele ou seus filhos?
- Apreciei muito a sua maneira de falar e conduzir seu raciocínio, disse-me o médico.  Porém, há algo que o senhor não considerou em toda a sua argumentação e que, infelizmente, invalida tudo o que disse. É o fato de que o senhor apoiou seu raciocínio no aspecto moral quando, o de que estamos falando, é de um distúrbio emocional. – Concluiu ironicamente, ciente de sua autoridade médica.
- Não se trata de uma questão moral? – continuei – Ora, quem são os considerados como portadores de distúrbios emocionais? Não são justamente aqueles que, por seu comportamento destoante, não se ajustam aos padrões morais da sociedade, não são justamente aqueles que inventam - dizem as pessoas consideradas normais - novas maneiras de ser, mas que, por não estarem de acordo com os padrões vigentes, são alijados do convívio social? E o senhor diz que não se trata de uma questão moral?
Podia-se ouvir um silêncio constrangedor. Então continuei falando.
- O senhor está separando o indivisível... É como viver em dois planos de existências diferentes. Um deles é aquele em que está acostumado com os lidares do dia-a-dia: é a escola, o trabalho, a família, as pessoas com as quais cada um convive... E o outro plano, é aquele em que o indivíduo vive e que tudo o que fizer dependerá daquilo que ela quer e pensa sobre a própria vida. É um indivíduo e, como tal, único! E este fato nada tem a ver com as normas sociais, embora a elas esteja preso, de certa forma. Dentre as diversas situações que se apresentam ao indivíduo, no decorrer de sua vida, ele pode ou não aceitá-las. Cabe somente a ele escolher...
Percebendo que as atenções de todos continuavam voltadas para o que estava dizendo, continuei falando.
- Ele pode viver mergulhado na mediocridade, em conformidade com os demais ou pode tentar ser ele mesmo e fazer o que achar merecedor de sua atenção e interesse. Fazer o que quiser fazer, sem interferir na liberdade do outro. Sua vida só a ele compete. Somente ele deveria poder decidir o que fazer dela. Afinal, trata-se da sua vida.
Quando acabei de falar, de outra cadeira do círculo formado, uma mão foi levantada.
(...)

# Fragmentos, por EP.Geramer 

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Baile oscular

Imagem Web

Seu mar de rosas de sangue
corrente, fervendo fluído efervescente
debruça sobre meu aveludado tecido
de fogo e flâmulas rubras. 

Trocamos nossas ânsias, compartilhamos
a essência viva. Sinto o seu doce perfume
e seu ígneo fulgor reluzente, trocamos
em brados veemente as almas. 

Seu rosto se faz pândego, traz a face
a felicidade dantes recôndita, oprimida
no seu mar de sangue fervente. 

É meu baluarte o som da veleidade dos 
seus cheiros, me faz ufano quando sonha
que num momento nossos mundos são um...

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Tempo


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O fim se aproxima.. prenunciado quando já se inicia a vida. Nada mais que um piscar... não é maior que um suspirar. É natural de toda sina, se acabar.
Os relógios se movimentam... sempre que tocam os sinos a morte está a se anunciar. Vestida de negro como verme esperando para fazer pó a pó voltar.
Caminho breve tem a vida... sem tempo para contar... eterno nem mesmo o relógio. No fim de seu tempo só a vida pode atrasar.
O último suspiro é hoje... agora é o último respirar... Amanhã não se sabe se vida haverá. O tempo é agora e sempre tempo de ser será.

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Homem

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O que é um homem... além de carne maciça sobre Um osso feito de pó. O que é um homem... além De um selvagem que teima em crer possuir Razão sobre outro ser.
O que é o homem... se não sabe agir como homem. Que ser é esse que sobrevive destruindo os seus. Dotado de razão... diferente dos que denomina selvagem Não sabe preservar sua sociedade.
O que é o homem... Além da sua autoafirmação. O que é o homem... um ser ruim, cheio de rancor E destinado a sucumbir... O que é um homem... O ser que destrói o inicio sem temer o fim.
O que é o homem... nada mais do que produto Para vermes comerem... O que é um homem... O mais arrogante dos seres. O que é um homem... Ser que nasceu para viver...

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Das lendas: Sono



Dizem-me
Que era mais nívea
A minha pele,
Durante o meu sono,
Marmórea até.
Mas que por vezes
Uma rosácea
Se formava no meu rosto
Vermelha,
Assim como aquela
Que me prostrou
Me condenou a este sono
Que não dorme
Mas também não deixa viver.
Acordo por vezes
Sonhando que voltei a dormir
Que não mais me poderás libertar.
Que o caminho até mim
Se perdeu
Ou que também tu dormes
Iludido
Enganado
Como eu fui
Pela bondade que não era.
Acordo
Porque não quero mais dormir
Desperto
E encontro os teus braços, redentores
O teu abraço
Que me conforta
Lembrando
Que não há maior magia
Que a do amor.


- Quem sou eu? -


#Das lendas

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Saudade...




É por Ti que Vivo
por ti recriarei o universo
Amo-te para além da saudade...

Tenho todo o tempo do mundo para te amar
o meu amor alimenta-se do teu amor
para o meu coração basta a tua sombra...

Sonho... Minha alma voa.


Manuel Marques (Arroz)

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DIA DO ÍNDIO


DIA DO ÍNDIO

19 de Abril, deveria ser um dia varonil,
mas, é do homem branco, um ardil,
para com os Nossos Queridos Índios,
hipocritamente homenagear.

Nossos Queridos Índios
não tem nada a comemorar,
agora mesmo estão a dizimar
com a construção da suspeita
usina de “ Belo Monte “,
que causara no Terra Xingu
seu verdadeiro desmonte.

Desmonte este que começou
logo na descoberta deste pobre Brasil,
com envio de religiosos de caráter vil,
que encrustaram na alma boa e pacifica
de nossos Queridos Índios,
uma “ cruz “ com uma “ culpa “
que nunca foi deles,
mesmo porque eles são
filhos legitimos da Natureza,
e não há “ dogma “
que tire deles essa Pureza.

E com o expansionismo da terra indígena,
fruto do Terrorismo Ruralista em franca expansão,
é para os Nossos Queridos Índios,
sua disseminação em franca expansão.

Dia do Índio não é 19 de Abril,
Dia do Índio é todo dia,
em que pesse toda a sua agonia.

Marco Aurelio Tisi

( 19/04/2014 )


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Silêncio

Imagem da Web
Quero um minuto
de silêncio; um segundo
da paz que o homem
esqueceu...

Quero um instante
sem o ranger das velhas locomotivas,
que correm na vermelha
ferrugem...

Quero esquecer por um momento,
que vivo cercado de aço, pedra,
barro cimento, calçada e
pouco silenciar...

Quero poder ouvir novamente
meus pensamentos... Chega
de sinos, martelos, ratos correndo
sobre as lajes...

Quero esquecer toda a loucura
dos asfalto que inda hoje
abaixo dos meus pés
ardem...

Não peço nada demais, só
peço o que quer os sons
da minha mente...
um pouco de paz.

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Curvo-me

                                                          Imagem: Zé Suassuna Oliveira



Direção sagaz

Lembro de ti, curvo-me

Aprumo d'alma


Claudiane Ferreira



" Longe de ti são ermos os caminhos"
                                                           Florbela Espanca em Fumo




Poema Fumo musicado por Fagner



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No caderno

Arte: Park Hang Ryul


No caderno

Nas tuas folhas, escrevi as palavras que me invadiram. 
No papel, deixei cair o sentimento e o tormento.
E disse ainda o que nunca pensei,
Sonhei o que nunca viverei... e calei...

Esta mania que temos nós,
de querer definir em palavras
o que só pode saber-se
no silêncio de uma alma....

Mas nada disso impede que,
quando aqui te escrevo, 
nada nem ninguém altera
o que um dia de ti recebi.


Dulce Morais

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Vamos voar, querida amiga





                                                                     Art Sascalia




Pronta pra voar

visitar anjos sonhar

renovar mente


Claudiane Ferreira






" Tuas mãos podem criar belas formas, mas apenas quando o fogo do amor estiver fluindo em teu ser conhecerás as obras do criador"
Trigueirinho 


                          Agradecimento a Dulce Morais, autora do título desse haicai

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Onde anda a inspiração?









Antes o papel em branco
a caneta sobre a mesa
nada de útil na cabeça 
e uma taça de vinho branco 

Agora a tela sem poesia 
sem encantos, nem desencantos 
na mesa a caneca vazia  
e na mente o danado do 'branco'.


Marcilane Santos. 



Imagem: Google.

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