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TRÊS MARIAS


TRÊS MARIAS

Céu extremamente Estrelado,
Anoitecer Magicamente Enluarado,
Refletido em Ritmado Mar Ondulado,
Despontado por incríveis Três Marias.
Um Magnifico Caos Harmonioso.

Melhor ir para o Costão, deitar nas pedras,
pra tomar um Poético banho de Lua,
cravejado de Estrelas Cadentes
de extraordinária Candura,
e fazer pedidos as Três Marias
para que sempre a Poesia se Perpetua.
Verdadeiro Sonho Acordado
com tanta ternura.

Mas num átimo de segundo,
as tão próximas Três Marias,
zarpam cada uma delas
para uma diferente direção,
eram Elas uma Alienígena formação.

Nossa, assustador,
não, não a formação Alienígena,
mas essa Independência Feminina
destas Belas Três Marias.

Marco Aurelio Tisi

( 31/08/2014 )

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Pouco me basta

Imagem da web
Queria ser sua pulseira,
Seu travesseiro, queria ser um adereço
Que lhe coubesse, queria ser a presilha
Do seu cabelo, seu relógio
E suas vestes... 

Queria lhe cobrir o corpo e sentir
Seu jeito doce... Queria ser o batom 
Da sua boca... Seu retrato 
Ou o papel que você amassa com a mão...

Queria ser seu anel, e ter contato
Com seus dedos... queria ser uma 
Peça de armário qualquer 
Para ouvir a sua voz...

Queria me deliciar com sua presença
E rememorá-la durante a ausência, 
Queria ser a luz no teto, a iluminar
Os pensamentos e os caminhos...

Queria ser o sapato que adorna
Seus pés... queria ser sua caderneta
De recado... seu telefone... queria ser,
Ficaria satisfeito, até ser
Um grampo de papel... 

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CEDRO LIBANÊS

CEDRO LIBANÊS

Hoje a Aurora esta tão escura,
não há a mínima cor nesta textura.

Coloco pra tocar o Paco de Lucia
dedilhando “ Cocierto Aranjuez “
e resolvo escrever uma carta ,
cheia de Salamaleques,
falando de banalidades,
desejando muita tranquilidade,
com muita sensibilidade.

É uma carta endereçada
há Lindos ” Olhos Verdes “.
que coloco na caixa postal do tempo,
que remeto pros anos Setenta,
a carta segue por aquela estrada
de terra vermelha,
lá pro Norte Paranaense,
onde na Aurora fria e dourada,
desponta uma Cafezal esverdeada,
e lá na colina vislumbra -se
o Cedro Libanês.
Eis ai uma bucólica imagem Camponês.

Pronto, colori minha Aurora,
nada como ter o Pensamento Alimentado,
Aurora Dourada,
terra vermelha,
Cafezal esverdeada,
Cedro Libanês,
e claro,
Lindos Olhos Verdes.

Marco Aurelio Tisi
( 29/08/2014 )

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Guarde nos olhos





                                                 Imagem  - Claudiane - Saquarema, RJ

                                                                 
                                                                Olhar amadurecido
                                                                sutileza no viver
                                                                meu eu embevecido
                                                                não precisa apetecer.
                                
                                                                 Claudiane Ferreira

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Morte em meu corpo

Inspirado em Lord Byron e Augusto dos Anjos

Os olhos que não mais choram pulam da orbita,
Os vermes que não comeram agora comem,
A pele se torna negra e putrefaz, os braços que se
Movimentavam hoje oferecem ao destino... estática.

A amada fenece em vida, sendo comida pelos mosquitos,
A carne não lhe serve de alento, só lhe causam a dor
E a tristeza de saber que o mundo acaba, enquanto
Ela ainda jaz quase viva...

O gume da faca parece consolo, apagar a noite
Não é mais possível... Existem os sóis que trazem
Dores, os tormentos não esquecem a mente.

As valas aguardam as  mãos como anéis, não
Adiantam as pernas para fugirem do certo, o rigor
Cadavérico ocupa a alma, a amada morre... eu morro. 
Imagem da Web 

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'Nha alma




Ao longe um som
Fado, ‘nha alma triste
Chora comigo

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Cenas em um Shopping - XXXVII


É tudo laranja
na vitrine;
- a saia de franja
que define
um sonho que abranja
seu biquíni!

É tudo laranja!
Velho apelo:
- tubinho se arranja
na modelo
saída da granja
nua em pelo!

É tudo laranja
- não me importa! - 
Não há o que me tanja
para a porta
da vida que esbanja,
semi-morta!

Gilberto de Almeida
26/08/2014




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Reviver - XVIII


Gilberto de Almeida
26/08/2014



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Sei que amo

Eu sei que te amo quando
Fecho os olhos e olho para a lua
A ti refletir. Eu sei que te amo
Quando esqueço planos, saio
Dos enganos e vou para junto
A ti... Eu sei que te amo,
Pois esqueço o relógio
Esqueço as horas e finjo te ouvir.
Eu sei que te amo quando amo,
Quando canto, respiro
E tento sentir. Eu sei que te amo
Quando vejo uma rosa, quando
Vejo a tocha e a flama que é tão
Quente quanto o que está no meu
Coração. Eu sei que te amo,
Eu sei e insisto. Insinuo
Nos traços mal traçados o que
Estou a sentir. Eu sei que te amo,
Não há número de linhas,
Quadros o suficiente e desenhos
Na mão. Eu sei que te amo
E te amo, e te amo e amo
Cada vez mais. Eu sei que
Te amo quando ascende ao
Céu a lua ou quando escurece
O sol. Eu sei que te amo
Na página de um livro ou na viela
Que dantes foi rua. Eu sei que te amo
E sei a razão que amo, eu muito te amo...
E não sei mais amar se não a ti...


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Pétalas de luz


Eram pétalas de luz
na manhã 
de sol.

Já não eram vermelhas,
mas no tom
 do amor...

Eram pétalas de amor
na manhã 
de Deus...

Gilberto de Almeida
25/08/2014

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Vida e Volta (ou Reviver - XVII)


Gilberto de Almeida
24/08/2014



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Ela


 Cabelos cor do sol,

Olhos negros como a noite,

Sua pele cor areia do mar,

Sua energia irradiada, fecho meus olhos...

Boca rubra, como o rubi...

Em seu medo pensando estar sozinha, seus olhos chuviscam

Entretanto, em meio ao perigo sorri de lado

Sabe que é forte, sabe que pode voar

Sua alma, vejo luz

Cenho serio, porém com sorriso de menina

Um tanto incompreendida

Ela acha graça nos pequenos detalhes da vida,

Ela saúda  a vida, canta ao vento

É misteriosa, tornando-a bela

Ela é um ser livre

Ela é tão ela

E por isso a amo

Por ser tão Ela...





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MEL E MARGARIDA


MEL E MARGARIDA

As Abelhas estão sumindo,
não se sabe para onde Elas estão indo,
não surpreende que este fato tenha advindo,
este é um dos inúmeros fatores
que esta à Natureza sucumbindo.

As Abelhas estão sumindo,
e sem mel fica menos doce a Vida,
que fica menos Bela sem a Margarida.

As Abelhas estão sumindo,
pudera, eles estão trocando
a Mata Ciliar por Condomínio.
Eles estão trocando a floresta Nobre,
pra engordar gado Nelore.

As Abelhas estão sumindo,
e o bom da Vida vai se esvaindo,
nada mais será Natural,
até o Mel e a Margarida
será artificial.

Mel e Margarida,
pra torna a vida
mas doce e bonita,
abelha Bonita perdida,
é muito triste essa
tua Despedida.

Marco Aurelio Tisi

( 24/08/2014 )

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O tempo no teu corpo !




O cheiro do teu corpo
perde-se no meu
e como tu também eu
sussuro...

Só em ti
o tempo
ainda é meu
lembra a dor do tempo que se perdeu...

O poema dói
o tempo é todo um sonho moribundo...

Manuel Marques (Arroz)

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Além de um breathe.


                                                                   
                                                                  Imagem: Web


 Quando eu nasci um anjo de luz amarela pintou sobre minha testa uma fresta.
 Sitael, meu querubim não se demorou a soprar sua energia,luzes multicoloridas percorriam  meu interior.
 Foi quando meu coração escutou uma bela  palavra " Breathe!"
 E foi assim que começou o aprendizado do meu respirar sempre vida.

                          ..... / -- )         ..........
                         .... / .. (      ..... ( - \ ..
                       ... ( .....)       .... ) .. \ .
                           oooO      ....( ....)
                                            Oooo

 Claudiane Ferreira



                                                        "Quando eu nasci
                                                        um anjo louco muito louco
                                                        veio ler minha mão
                                                        não era um anjo barroco..."
                                                        Torquato Neto

                                                                         " Quando nasci um anjo esbelto
                                                                         desses que tocam trombeta, anunciou
                                                                         vai carregar bandeira
                                                                         cargo muito pesado pra mulher..."
                                                                         Adélia Prado

   
Se o anjo do Torquato  praticava a quiromancia, o de Adélia com certeza frequentava academia.

O meu desconfio que além de pintor era bilíngue.

Claudiane





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Procuro-te em todos os lugares

Imagem Web 
Sabes tu és perfeita,
Tu és lua de cristal,
Ando caminhando nas pedras
Vejo uma sombra e penso que é tua,
Mas não és tu que andas em minha companhia,
É o vento e o relento,
É o céu e as estrelas,
As tristezas e as mágoas...

Beijo as árvores
E engulo as folhas, não és tu,
É apenas o triste fim de uma jornada...

Abraço a luminária crendo
Que possui o calor dos teus braços,
Mas ainda não és tu, é gélida
E desapaixonada, diferente de tu
Minha amada, que és quente
E cheia da mais singela e bela alma.

Olho para o horizonte
E procuro teu rosto, ainda não estás lá,
Só me resta de consolo ver a tua fotografia,
Ainda não é completa, não possui a perfeição
De teu rosto e a fulgurante luz dos teus olhos...
É o que me resta, até que me possa
Ter entre os teus felizes e cantantes braços.


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BAILARINA

Imagem da Web

(Por Maristela Ormond)

Bailarina que gira, gira.
Que dança como um belo cisne.
Que interpreta como se sentisse ira,
E suas sapatilhas provocam tisne.

Rodopia e seus olhos lacrimejam,
De emoção, de falar ao coração.
Os que assistem também desejam,
Participar de tamanha paixão.

Pobre bailarina que por vezes risonha,
Dança em busca de um amor.
E com a plateia compartilha e sonha,
Encontra-lo e joga-lhes uma flor.

Essa bailarina que tanto dança,
Não mede esforços para atingir o auge.
Põe em jogo toda sua esperança,
E espera o sorriso mais lindo que a aplaude.

E a plateia inteira se levanta,
Aplaudindo clamorosamente e gritando bravo!
Ela se curva faceira e se encanta,
Quanto alguém sorri e lhe diz: Quero ser seu escravo!


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SINCERIDADE


(Por Maristela Ormond)

            Sinceridade dói?
            Uso e abuso dela e posso garantir que dói e como dói... Dói porque cada vez que usamos de uma sinceridade que nos possa parecer verdade absoluta, ficamos com sentimento de termos prejudicado o outro por causa dela e sempre, ou quase sempre, temos um “insight” daquilo que deveria ter sido dito de uma forma ridicularmente atrasada... É aí que você se pune mais ainda e pergunta: “por que é que eu tive que dizer isso, e não isso no lugar?” Mas como não somos profissionais em neurolinguística, nunca imaginamos o que ela causa em nós e nos outros.
            Para algumas pessoas, principalmente aquelas que nos conhecem e compreende, a coisa pode ficar mais amena, pois há uma reflexão em cima do que foi dito, mas para aqueles que ainda não chegaram ao cerne de nosso ser, pode ser deplorável, como deplorável também é você dizer algo a alguém que mal conhece e acabar de vez com a possibilidade de um novo relacionamento ou de uma nova amizade.
            Quantas vezes nos deparamos com situações em que a pessoa está atacadíssima e com baixa autoestima e vem justamente escolher alguém sincero demais para opinar sobre a roupa que está vestindo no momento... E aí há duas opções: ou mentir ou ocultar sua verdadeira opinião para não magoar ainda mais.
            Uma vendedora de roupas e acessórios deve usar de sinceridade com seus clientes?  Ou deve deixar que compre uma peça que não combina com o corpo da pessoa em prol de sua comissão?
            Vender um eletrodoméstico é relativamente subjetivo, mas e vender uma imagem?
            Pois isso já aconteceu diversas vezes comigo e é claro que a segunda opção para um vendedor ou vendedora é a mais viável. Só que, ao chegar em casa, temos também que dar de encontro com a sinceridade daqueles que convivem conosco e ouvir por exemplo um “oh! mãe você não vai vestir isso não é? Não é mais compatível com sua idade...” E aí você pensa: “ E agora? Acabei de dar um fora...” E começa a se sentir ridícula dentro do seu “tubinho preto indefectível”.
            Sinceridade ou não, sendo sincera agora, já não sei mais se é algo que dá levar vantagem, porque de qualquer forma é uma qualidade ou um defeito que causa transtornos e comentários bons ou ruins, e sinceramente, independente de qualquer opinião, o importante é que sejamos nós mesmos e felizes. Você concorda? Sinceramente...




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Pobreza


==================================
E todo lote é tolo dote...
==================================

Gilberto de Almeida
19/08/2014


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Não vivo sem ti


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CONSTELAÇÃO 408

CONSTELAÇÃO 408

Há uma nova Constelação no Céu,
ela é a Constelação 408,
formada por 408 “ estrelinhas “
de Curumins Palestinas.
Como já foi dito antes,
este é um dos modos à explicar
a Morte para as Criancinhas.

Elas, as “ estrelinhas “, são vitimas
dos Senhores da Guerra,
que com seus interesses escusos
para se manter o Poder Material,
incutem em seus Povos,
promessas de Paz e Paraíso Imaterial,
e claro sem se discutir o que é o essencial.

E enquanto isso, o resto do Mundo,
apático, assiste no telejornal,
em Horário Nobre,
essa guerra de Gladiadores Hi tech,
como se fosse um mero Flash.

Mas os Senhores da Guerra,
agora estão num armistício,
cujo único propósito,
é reabastecer de munição,
seus respectivos depósitos.

Feito isto, entre eles se acusaram
de não cumprimento do armistício,
para dar prosseguimento,
a essa luta insana de levar
cada vez mais vidas ao Sacrifício.

E então a Constelação 408,
ira mudar de nome para
Constelação 508, 608, 708 …......

Marco Aurélio Tisi

(17/08/2014 )

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Viver sem ti se tornou impossível

Imagens da Web 
Mal consigo escutar o som
que vem da minha própria mente,
tua voz, doce canto resplandescente,
invade cada pensamento que tento ter...

Não consigo ser mais eu
distante do existir teu, deixei
de viver sem pensar em ti,
só consigo te imaginar...

Só respiro o ar que sai
de tuas narinas, não enxergo
se não for por teus olhos,
tornei-me dependente...

Não sei sobreviver se não for
pelo bater do teu coração,
preciso de teu amor, mesmo que seja
da profunda ilusão...

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FLOR DE AGOSTO


FLOR DE AGOSTO

É Agosto, e com muito Gosto
ganhei do Inverno,
uma linda Violeta Branca e Lilás,
pra compensar um pouco
esse nosso pobre Mundo
que esta um Inferno.

É Agosto, as vezes com Gosto
Doce e as vezes Amargo,
mas “ É Assim que É “
e disto eu Gosto.

Neste Agosto já teve de tudo,
Fantasma do Passado,
que insiste em não ir embora,
embora seja coisa de outrora,
mas Agora tem essa Linda
Violeta que eu ganhei
do Agosto que eu Gosto,
é reconfortador,
e que me faz inspirador,
de uma Singela Poesia
sem muita Dor,
porque o que importa,
é dessa Linda Violeta,
ser Inspirador.

Marco Aurelio Tisi

( 16/08/2014 )

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Só tua presença me importa

Imagem da Web
Se fechar a aurora em céu nublado,
e as montanhas gritarem pela cova...
Se o sol não mais nascer e a lua
se recusar a estrelar a noite...

Se os sons se emudecerem
e não mais forem belos os horizontes...
Se os pássaros desaprenderem a cantar
e a mudez tomar conta do mundo...

Se a chuva não cair e secar
toda a terra... se os poços cuspirem
para fora da alcova suas águas...
Se não existirem os sonhos...

Mesmo assim serei feliz
se tiver tua presença coruscante
ao lado meu, só preciso de ti
impetuoso amor...



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Fonantemas - I

I

A Seita, amanhã, atormentada, nada...
Facilmente humana... 
Sente-se tanto mais que a revolta... 
Só com seguidores!

II

Aceita, amanhã, a tormenta da nada fácil mente humana! 
Sem tese! 
Tanto mais que a revolta só consegue dores...

III

Ah! Sei! Tamanha tormenta danada! 
Facilmente uma nascente, se tanto!
Mas, quê?! 
Arre! Volta! 
Só consegui dores...

Gilberto de Almeida
15/08/2014


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Divisão


A vida é Divina dívida...
Dividi-la é dádiva!

Gilberto de Almeida
15/08/2014


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Meia história

Autor não identificado

Foi coruja
Abria os olhos à noite
Ouvia os sons do silêncio
Da lua e das estrelas
Dos entes encantados
Com elas dançava a valsa



De dia acordava tulipa
O orvalho sobre as folhas
Refrescava-lhe as pálpebras
Ensonadas da noite
Ouvia agora as cores, o sol
A vida a desabrochar 



Meio século volvido
É noite e é dia 
Aquece-se no manto da sabedoria
Dos momentos vividos
Espreguiça-se nas pétalas da beleza
Intemporal



Parabéns, Claudiane! Que a sua história seja cada vez mais bonita!

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Corações laçados

Imagem da web

Venha mais perto de mim
um pedido quero te fazer
será mais ou menos assim
a maneira que vou lhe dizer

Quando os lábios tocarem
sinta o sabor transbordar
dos beijos ao amarrarem
nosso gesto de se amar

Assim diz meu eu a você
e o quanto eu quero ficar
do teu lado eternamente

Eu vou lhe contar o porquê
você conseguiu conquistar
o meu coração gentilmente

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Da Intuição




    Recobrando-se do desmaio que sofrera e que atribuiu a uma queda de pressão e não a um transtorno mental súbito, conseguiu convencer o Velho de que já estava se sentindo bem e que queria ficar sozinho. Na verdade, Alves sabia que não fora tão simples o que acontecera com ele. Pelo contrário, sabia que alguma coisa mudara e ele precisava ficar sozinho.  Somente depois de muito argumentar, conseguiu convencê-lo a permanecer sentado no banco enquanto ele continuaria a caminhar de volta sozinho.
       Caminhando, presa de súbita lucidez, nosso herói espantou-se quando se viu a olhar para seu passado sem sentir a dor que à época sentira. Conseguia olhar sem sucumbir ao envolvimento emocional. Somente agora percebia que sempre vivera de maneira relativamente passiva, vivendo à mercê de forças e influências e sem nenhum objetivo a ser alcançado. Vivera como se já o houvesse atingido e concluído que não valia à pena. Graças a tal percepção encontrou a ponta de um fio de alegria em seu coração e não podia deixar de sorrir, embora de maneira tímida, pois, ainda custava a acreditar que chegara até ali. Via também, neste momento de lucidez, que vivera como se estivesse apenas à espera da morte porque sua personalidade estava fragmentada, qual um quebra- cabeças em que as peças não se encaixavam para formar uma imagem visivelmente nítida, antes pelo contrário, era uma visão distorcida envolta em névoa. Sua luta não fora em vão – ele pensava. Agora ele já percebia um fio condutor que poderia leva-lo a recompor sua mente antes fragmentada. Pela primeira vez sentia que talvez pudesse criar e buscar objetivos que lhe dessem um por que para viver, sem ter que se preocupar com como viveria. Agora ele via como as coisas eram e procuraria manter uma coerência de pensamentos em sua mente, num mundo em constante mudança. Tudo era um constante devir. Como o Buda, ele também se sentia sentado sob uma árvore e naquele instante, sem mais nem menos, sentiu-se iluminado. Aquela clara percepção da realidade era o resultado do esforço que fizera – mesmo sem o saber - na direção de encontrar consigo mesmo. A dúvida sistemática que não crê em nada, que toma conta das pessoas desencantadas com a Vida estava, naquele momento, sendo substituída por uma confiança em si mesmo e nos alvos que viesse a se propor de agora em diante e que seriam – agora sim, pensava ele – verdadeiramente valiosos e mereceriam ser apreciados e saboreados porque seriam dele mesmo e isso fazia toda a diferença. Já não se via mais dividido em partes que não se encaixavam. O mundo exterior com suas pessoas já não mais lhe causava medo. Isso tudo acontecera de maneira súbita, como uma lâmpada que é acesa dentro de um cômodo até então em completa escuridão. Custava-lhe acreditar no que estava acontecendo. Não pode evitar o pensamento que lhe passou pela mente de que havia renascido, finalmente!
     Parecia-lhe que as perturbações que ele vivenciara no relacionamento com o mundo exterior, fora sempre resultado da maneira como via a vida e que estava num erro de julgamento e de apreciação, enfim, do modo de perceber a Vida e a si mesmo frente a ela. Sentir-se inadequado por não poder ter acesso ao que os outros pensam, levaram-no a julgar-se único e, por isso, deslocado, esquisito, desajustado e até mesmo um doente mental. Muitos eram os pensamentos que atravessavam sua mente, atropelando-se mutuamente. Sim, era isto o que havia lhe acontecido – agora ele via claramente. Inadvertidamente, ele vestira diferentes casacos, cada um pertencendo a um daqueles diferentes grupos que a sociedade rotulava.
     Já fazia mais de meia hora que havia se levantado e começara a caminhar, deixando o Velho sentado naquele banco. Entregue a seus pensamentos, andava pelo caminho estreito que levava de volta ao alojamento. Olhava ao redor como se tudo fosse novidade, como se nunca por ali tivesse passado. Pensava em como seria bom se um dia ele pudesse morar num lugar como aquele. Poder sentir a manhã molhando a mata e ver os pássaros em seu habitat natural e não mais em gaiolas, como acontecia na cidade. Um lugar onde ele pudesse trabalhar. Um lugar no alto, como que engastado numa montanha. Não poderiam faltar árvores altas, com seus troncos saindo do chão em direção ao céu. Sem saber, em seu coração estava sendo plantada uma ideia, a primeira depois do que ele chamou de seu renascimento. Mais tarde, nosso herói veria que as ideias são sempre possíveis, desde que mantidas como supremas.
     Saboreando sua mais recente descoberta, Alves continuou andando, dobrando em outro caminho e sumindo da vista do Velho. Sempre andando foi se afastando do alojamento e dos demais internos que não se atreviam a ultrapassar os limites da colônia estabelecidos por uma cerca de arame. Ultrapassou a cerca, sem se dar conta da infração cometida, alcançou o cume de outra montanha situada do lado leste. Dali podia ver o vale que se estendia abaixo, indo até a linha do horizonte. Somente ele podia ver este horizonte que os outros, presos às regras, nunca veriam. Não pode deixar de pensar que aquele vale fazia um par, de certo modo, com o seu novo nascimento. Podia ver o alojamento e que havia outras construções dentro da colônia, separadas por espaços regulares, como pede a regra para construções de uma colônia, principalmente militar. Voltou a poder ver a colina onde deixara o Velho – acostumara-se a chama-lo assim, ao invés de seu nome. Sentia uma enorme simpatia por aquele homem que apesar de sua idade, impunha dignidade e respeito, com seu olhar firme e confiante, apesar do que fizeram com ele os seus filhos. Aliás, de certa feita o Velho lhe dissera que ninguém faz nada de mal a alguém, se o que é feito não for sentido como tal por esse alguém. Alves achava que ele estava certo, apesar de achar curiosa e, ao mesmo tempo, intrigante aquela maneira de pensar.

   Alves fechou os olhos e levantou o rosto para melhor poder sentir o vento em suas orelhas e a leve friagem que penetrava em sua face, por entre os fios da barba que resolvera deixar crescer. Respirava fundo, como se estivesse sentindo pela primeira vez, o alento da Vida. Estirou-se no chão sobre o mato rasteiro, sentindo sua pele roçar naquele outro tipo de vida que brotando da terra atravessava-o com sua força, até fazer dele uma parte dela e juntos tornarem-se partes do todo vibrante e pulsante que é a Vida.


EP.Gheramer

Imagem: Web

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Rebirth

I know it feels like the end
But it’s only one
Of the beginnings
The road is made with them
As a cloth of uneven tissues
None matches the preceding
Or the follower.
Like a rainbow of dreams
Rain reflecting the sun
From the meeting of two foes
Beauty arises
Remembering that life
Came with pane
And the first breath
Exhaled from tears
And so through the sadness
Hapiness will always find a way
To Rebirth.





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Pesque uma ilusão

                                                                     
                                                                 Yaroslav-Gerzhedovich


                                                           Uso a imagem para compor
                                                                            longe de mim ser  agressor
                                                                                                sou  puro amador.
                                                                                             
                          Tá certo que almejo  aprender com um certo tipo de pescador
                                                           
                                                                       Quem sabe ainda não me transformo em  poeta ousado
                                                                                 
                                        Semente lançada... a qualquer momento colherá a flor. A flor com seus espinhos.
                                                               
                                                                                Esgar de espanto?
                                                                            Interpretou como dor?
                                                                                                                                                                                                                                   
                                                                 

                                                                               Tá frio, sem cor ?

                                                                                        Contemple   e  ....

                                                                                           Claudiane Ferreira

                                                                             
♪ Se eu ousar catar
 Na superfície de qualquer manhã
 As palavras de um livro sem final
 Sem final, sem final, sem final, final

Valeu a pena, ê, ê
Valeu a pena , ê, ê
Sou pescador de ilusões
Sou Pescador de ilusões ♪



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Chave do Passado - Cap.2




Cap. 2 – As mortes


                A primeira baforada sempre é a melhor. O ar quente entra em seu peito e você se distancia do mundo por um instante. Quanto maior o tempo de abstinência, maior o prazer ao sacia-lo.

Bruno abriu uma das janelas do quarto da kitnet para fumar mais um dos seus cigarros, 30 minutos já eram o suficientes para  ele sentir aquele prazer que só o vicio poderia trazê-lo. Enquanto Carlos examinava o pulso da jovem que acabará de morrer, Bruno examinava o cigarro queimar em suas mãos e soltar aquela fumaça cinza e maldita.

                 - Cicatrizes no pulso esquerdo e pescoço.

 - Uma suicida. - Pontuou o velho policial tragando mais forte o cigarro. A terceira baforada é sempre uma merda, todo êxtase da abstinência desaparece nas duas primeiras tragadas, se a primeira é comparável ao topor do sexo, a segunda é o pós sexo. Aquele momento em que você ainda sente os espasmos musculares.  Mas a terceira... era uma merda. Pura e simples.

- São lesões de hesitação. Tem certo tempo, uma ex-suicida. – continuou Carlos – tem algumas equimoses no abdômen e cicatrizes nas costas.    

“Urrr”

Bruno fez um ranho com a garganta, tentando recuperar saliva. Se perguntou como entrou nesse vício e deu seu ultimo trago enquanto seus olhos faziam o percurso da rua, chegando até a viatura, o grupo de curiosos, as grades verdes e a entrada do prédio cinza.                                                                                                                                                                                    
Carlos se levantou e observou o corpo da garota jogado ao chão. Ela tinha uma pele branca, e olhos claros, desses capazes de hipnotizar se você olhar de mais. Ela estava jogada de bruços com a bochecha rosada colada ao chão frio. Seus cabelos estavam jogados para trás da nuca. A pele branca já possuía a frieza do Algor Mortis e era ainda mais branca com o Pallor mortis. São as fases da morte, dentro de algumas horas o corpo da pobre menina tornar-se-ia rígido e ela mais pareceria uma boneca do que uma pessoa, mas o Rigor Mortis, nunca seria tão cruel quanto o Livor Mortis, manchas vermelhas de sangue acumuladas na pele. E ai... depois de todas as fases da morte... como um fruto que caiu da arvore, o corpo apodrece.

Bruno pós se de lado de Carlos e com uma tosse seca perguntou o que achava.

- Que se você não parar de fumar, vai morrer. -  respondeu sem retirar os olhos do corpo da garota.

- Todos morrem, Carlos, pela velhice, pelo cigarro – o policial apontou para cabeça da jovem, mas precisamente para o buraco no canto da testa – ou por um tiro na cabeça.  

A resposta de Carlos foi apenas um profundo inspirar.

- Ela pelo menos morreu feliz. – continuou o velho enquanto se retirava do quarto. – a julgar pelo meio sorriso.

O estranho e tímido sorriso chamou atenção de Carlos. Ele se agachou, quase encostou seu nariz na bochecha gelada da garota e seus olhos acompanharam o olhar dela, pelo braço estendido, a mão rosada até para de baixo da cama, onde um pequeno livro roxo se encontrava.   


 -------


Nota de quem escreve: Tentei não aprofundar muito na Traumatologia e Tanatologia (ramos da medicina legal que estudam, respectivamente, os traumas e as fases da morte) sem deixar que os policiais parecessem pouco técnicos com seu ramo. Apesar disso, não sei dizer se consegui ser claro ou muito bobo. De qualquer forma, Algor, Pallor, Rigor e Livor são características que o corpo vai apresentando com o tempo após a morte.

Algor é a frieza do corpo pela falta de circulação sanguínea.
Pallor é a palidez do corpo que, como Algor, acontece poucos minutos após a morte.
Após, mais ou menos 3 horas os músculos tornam-se rígidos, é o Rigor Mortis
Por fim, temos o Livor, manchas vermelhas provocadas pelo acumulo de sangue conforme a posição do corpo.

Lesão de hesitação são lesões tipicas de tentativas de suicídios, mas de corte no pulso e pescoço.
Equimose é uma mancha de sangue causada por um impacto, ex: soco, e que varia de cor conforme o tempo do trauma.

 Espero que tenham gostado,  abraços e até a próxima quinzena o/.


p.s: A imagem é a pintura de Thanos, ou melhor a morte, e seu meio irmão Hyonos, o sono de John Willian. 

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