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Poesia em pequenos versos


Por que é que escrevo tão pouco
em poemas pequeninos?
(nesse estranho, pobre e louco
suceder de desatinos?)

Por que é que eu me contento
com tão pouca poesia
se andar nas asas do vento
menos é do que eu queria?

Se a poesia é infinita
e resplandece no céu,
por que tolice se agita
minha alma, no papel?

Se a natureza garante
a exuberância formosa
da estrela mais radiante
ao perfume duma rosa,

da arquitetura da rocha
à beleza do poente
ou no amor que desabrocha
num coração descontente,

por que será que eu escrevo
composições sem valor,
sem fragrância e sem relevo
sobre a Voz do Criador?

Mas, porém, se fico atento,
uma voz  (não sei de onde!),
num sentido desalento,
entristecida responde:

- cada ser consegue, apenas,
dar daquilo do que é seu.
São pequenos, meus poemas,
porque pequeno sou eu!

Gilberto de Almeida
31/01/2016

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Trovas da vida - II a IV


II

Tomei um "chai" de "Masala",
mas não fiquei satisfeito;
somente o teu beijo cala
a saudade no meu peito.

III

Nada sei que não soubesse
quando ainda não sabia.
Então nada sei agora
e nem sei se soube um dia.

IV

Se a alegria é primavera,
perfumada, alegre e calma,
por outro lado, a tristeza
é o inverno em nossa alma.

Gilberto de Almeida
30/01/2016

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BRANCO

Desafio Janeiro 2016   -   " BRANCO "    -   Marco Tisi

 
BRANCO

É no Alvo lenço Branco,
que enxugou o triste pranto,
fruto do total desencanto.

É no esgarçado pavilhão Branco,
representando maior da PAZ,
esta que é tão almejada,
mas que anda tão alvejada,
e por vezes tão ensaguentada,

E no meio da florada que o lindo Cravo Branco,
que ultimamente anda tão encardido,
eis que esta bela flor, vitima que é do ar fuliginoso,
haja vista que com tal descuido, do homem com a Natureza,
a poluição só nos faz temermos um futuro de incertezas. 

Mas enfim, resta as vezes, o Luar Branco, 
este sim, com seu suave encanto,
pra, em breves momentos,
despertar um " Estado de Espirito ",
e se poder versejar uma singela Poesia,
e então como se ouvíssemos uma Sinfonia,
se desligar de qualquer nebulosa melancolia.  

Marco Aurelio Tisi
( 30/01/2016 )











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Aprender a decifrar os teus silêncios...

Quero falar-te de sonhos
das madrugadas tristes
do meu vazio...

Das mesmas palavras
o tempo simplesmente não existe
tu és bela
mais bela que a noite...

Resta-me seguir a fragrância do teu perfume
procurar  dar-te as mãos
aprender a decifrar os teus  silêncios...

Manuel Marques (Arroz)

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História das religiões


Não dizemos em três linhas
nem parcela da Verdade
(que se revela sozinha!),

mas é possível, em seis,
dizer certas falsidades
afirmando que são leis!

Gilberto de Almeida
30/01/2016



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Claridade


Será
cara a idade
em que tenhamos
claridade,
cara e ar de
caridade.

Gilberto de Almeida
29/01/2016

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Desafio Janeiro 2016, In/consciência, Cássia Torres

Renovation

"...O arco-íris foi declarado
nas minuciosas palavras
Meu coração está rasgando
em sonhos involuntários

Eu acreditei.
Tolamente?
Não sei.
Gostei, e me afoguei!

Estou descalça, andando
nos arredores macabros
pelos catálogos escolhidos

O choro dispara minha pele
gotejando cada espaço
que de tanta teimosia
insiste em não secar

Estou com frio, tentando me aquecer nas migalhas frias que entram pela janela dessa montanha..."

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Saindo do abismo


Gilberto de Almeida
29/01/2016

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Abismo


Gilberto de Almeida
29/01/201


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Encantada


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De chuva, de amor (Atrás dos muros)

Quão bom ver de tão próximo a tua face
E deleitar de teus toques arredios, experimentar
Da tua boca e da tua carne sem nem mesmo
Figurar na tua austera presença...

Tão bom te amar de milhares de metros e me
Perder nos muros que nem a chuva pode
Ultrapassar... Gritar de cima de incompreensíveis
Lajes e dizer verdades sem nem mesmo perceber.

Mirar a miragem que se chama dia e ver
Apenas pássaros que não tem medo da chuva...
Encarar teus olhares como se cada estrela
Do céu, que ainda está claro e azulado,
Fosse uma pupila tua.

Pegar na terra que germina com a doce
Garoa e sentir como se fosse intimidade
Que cada fino solo de areia pura fosse um
Grão da beleza que só tu podes ter.

Sentir que os mares, tão medonhos e tão
Grandiosos, fosse uma extensão até agora
Não assimilada da tua benevolência e da
Tua simplicidade.

E olhar para dentro e ver uma alma tão cheia
De vida, como se fosse feita a alma minha
De sonhos... tudo tão vivo e tão feliz... quão bom
O amor da ilusão tenra ou a tenra ilusão do
Amor recluso entre tantos portais.

Bom gritar sozinho e não ser por ti ouvido, talvez
O grito perto de ti tivesse o som de um suspiro
Ou nem fizesse barulho algum... chove lá fora,
Não ouvirias nada, nem um susto sequer.

A chuva bagunça teu rosto e mistura tuas cores
Tantas, teus cabelos de estátua grega maravilhosamente
Se tornam cascata... Não escutaria, chove muito lá fora...
Ah a chuva nova para um novo amor. 

Josué Brito 

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Pó Branco




Pó Branco

Pedaços de Céu
Em flocos derramam Luz
Paz aos Humanos

Dulce Morais

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Meta-soneto em redondilha maior

Há dois anos e meio publiquei no blogue "Poemas sem Pressa" um soneto chamado "Meta-soneto em redondilha menor". Esse soneto, não sei por que (vai entender a mente humana!) foi um dos mais visualizados no blogue. Motivado por essa estranha constatação, ontem publiquei aqui o mesmo soneto e hoje decidi escrever a sua "continuação". Desejo que se divirtam!


Por outro lado, se escrevo,
não hei de esperar que ninguém,
na estrofe de baixo-relevo, 
em braile (e em russo, também!),

perceba o quanto me atrevo,
 - e até não sei se convém! -
na quinta folha dum trevo,
a pôr sentido no além!

Do além, eu trouxe meu verso
febril, estranho e abusado;
lá, d'onde, louco e disperso,

voltei, sem nem ter chegado.
Por isso, entenda, se verso,
meu verso vem de outro lado...

Gilberto de Almeida
23/01/2016




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Meta-soneto em redondilha menor


Quando a gente escreve
parte do que pensa,
quando alguém se atreve,
pouco lhe compensa;

tenta a escrita leve,
tenta a escrita densa,
tenta o que não deve,
sem pedir licença.

Quando, então, termina,
cada um se rende
ao que bem entende;

Eis a minha sina:
- tento ser sincero,
mas querer, não quero!


Gilberto de Almeida

20/07/2012

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Miragem - III


Gilberto de Almeida
22/01/2016


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Trovas da vida - I


O que é que eu sei da vida?
Quem sou eu pra saber disso?
- Tem a cor da liberdade,
mas sabor de compromisso!

Gilberto de Almeida
22/01/2016

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ESCULPIDA A CARNE...


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Miragem - II


Gilberto de Almeida
20/01/2016

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Minha vida, meu trabalho


Minha vida, qual milhares,
continua lentamente
navegando pelos mares,
sem domínio da corrente.

As histórias, tão vulgares,
nada têm de diferente;
tão comuns, os meus lugares,
não importa que eu lamente.

Minha única esperança
- sei que não existe atalho! -
é que o esforço sempre alcança

os triunfos que são seus;
é supor que, em meu trabalho,
minha vida busca a Deus!

Gilberto de Almeida
19/01/2016



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Desafio Janeiro 2016 - Cor da luz - Claudiane Ferreira





“A escuridão não pode se transformar em luz, nem a apatia em movimento sem emoção."1
         

Cor da luz

                                                                                                                            
Para avançar precisamos
reencontrar  poção mágica
calar pensamentos
embranquecer nossa tela mental pictórica 



Contemplo o mar/o balé eterno do ir e vim
música cadenciada  a me embalar...
Sinto paz!
Acompanho o voo da ave aquática e de uma vida o fim
Sou parte de tudo!
"Somos todos um só"



as pedras
as perdas
Semiótica




Na beira do caminho/tom carmesim
pássaros canoros a me lembrar...
Sigo arrumando meu camarim
Sou parte de tudo!
"Somos todos um só"

Só haverá evolução se permitirmos a conexão...

         "A grande questão é se você será capaz de dizer um sim genuíno à sua aventura"
                                                                                                                Joseph Campbell


Prosa poética e imagem - Claudiane Ferreira

11-     Carl Jung 









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coração pulsante e dilacerado de um amante nada amado


me corto a cada amor que tenho
e vou me cortando a vida toda
a única função que tenho na vida
é me cortar, me ferir, me ver sangrar
e pelo sangue que eu vejo escorrer
eu poupo as lágrimas dos olhos
               — e choro vermelho meu sofrimento

minha função na vida
— se é que tenho função na vida —
é cortar quem eu amo
e vou cortando e ferindo e achando graça
da desgraça que é amar
quem nunca me amou
e só repousou em meu poço de ardor
por noites que valeram segundos
               (meu choro vermelho é meu sofrimento)

e os pulsos que ganem querendo logo a morte
e o chão que cisma beber o sangue
e o sangue que cisma comer o chão
e o coração tem medo de parar
de sentir e de amar
e dizer sim ao invés de dizer não
e de se abrir tanto a qualquer um
               (a vermelhidão do choro é da cor do meu amor)

e quanto mais me corto
mais me morro
nesse caminho torto
nesse morro morto que é o amor
nessa montanha íngreme
nessas palavras de dor
nessas dores de amores
perdidos
e sofridos
de amor sem amor
               (haja pulso pra tanta morte!)

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Lua Branca - Desafio Janeiro 2016 - Branco - Por Carlos NNeves

Ouvindo Lua Branca de Chiquinha Gonzaga não resisti a esse "desafio branco", e partilho aqui, timidamente, o que meu coração sentiu em tão linda canção:


morena e nua
do lóbulo pendia
qual brinco de lua
tão branco​ jazia

brilhava no rosto
brancura atrevida
co'a marca da vida
em seu peito exposto

de amor bem guardado
mil vezes cantado
segurando o pranto
por tão grande encanto.

Carlos NNeves
jan2016

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Miragem


Gilberto de Almeida
17/01/2016


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Pelo olhar...


Não sei dizer sem sentir
e não sei sentir sem dizer,
é uma necessidade as duas coisas
em mim.
Uma sensação de confirmar
o obvio,
porque eu sei que
você pode sentir e não falar
e, também, falar sem sentir,
mas, quando falar e sentir
andam juntos,
quando envolver-se
significa
falar e sentir,
é o mesmo que dizer
"eu te amo"
porque "sinto que te amo!"

Falar deveria ser a expressão
do que pensamos e,
no entanto, podemos pensar
sem dizer, ou
dizer sem pensar,
é próprio do humano,
mas, existe a alma em nós,
e ela, quando ama,
não permite enganos,
nem mesmo mal entendidos,
ela reclama, pelo olhar,
se não a obedecemos,
e falar sem sentir ou
sentir sem falar,
fica evidente
pelo olhar!


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Desafio Janeiro 2016 - Branco - Por Isa Lisboa

Foto: www.pixabay.com

Para o mês de Janeiro, o Tubo de Ensaio pediu-nos que nos inspirássemos na palavra “Branco”. Deixo-vos o que a minha caneta escreveu:

-“Foi-te dada uma parede em branco.” – Começou a Voz, em tom inquietantemente calmo. – “Quando, mais tarde, as tuas mãos tinham força e os teus olhos podiam ver, foram-te dadas tintas e pincéis. No espírito de criança curiosa, foste experimentando as cores uma a uma, entusiasmada com o resultado de algumas, perguntando-te quanto ao contraste entre outras. Não te preocupavas se a parede estava a ficar bela, se estava parecida com as paredes do lado. Era a tua parede. Era a parede em que começavas a ver-te reflectida.”
Estas memórias eram assustadoras e dolorosas, os olhos pareciam querer verter lágrimas, respondendo ao coração que estava apertado com as palavras duras ditas por aquela voz meiga. Eram memórias difusas, que já a tinham assaltado nos momentos de silêncio. Aqueles momentos de que fugia, imersa no ir, no vir, no fazer, no acenar da cabeça enquanto sorria.
Dizia a si própria que eram memórias inventadas, ditas pela sua imaginação.
Como podia ser, como podia aquela parede ter sido branca um dia? E como podia ter recebido tanta cor assim, sem a rejeitar, cuspi-la para fora de si? Como poderia ser possível que tenha sido a sua mão, a sua própria mão a segurar os pincéis que deram tanta cor ao que agora era só cinza, um único tom de cinza?
Não, não podia ser. A Voz enganou-se. Ou estava a tentar enganá-la, a Voz. Porquê não sabia, mas só podia ser isso. Ou talvez ainda estivesse apenas a conhecer a insanidade… Diziam que ela se aproximava inesperadamente, que a confundiríamos facilmente com realidade…
Colocou a almofada por cima da cabeça, não queria ouvir mais nada. “Não, não te quero ouvir!”, gritou mentalmente.
A Voz calou-se, tão repentinamente como havia surgido no ar.
A medo, retirou a almofada da cabeça, confirmou que só silêncio havia sobrado.
Agora tudo lhe parecia ainda mais irreal, insano…
Olhou à volta e confirmou que nada havia e nada se ouvia. Fora tudo fruto da sua imaginação, era a justificação plausível. Era a única.
Dormir. O melhor era dormir.
Aconchegou-se nos lençóis e fechou os olhos. Ao fim de um minuto, o corpo lembrou-a de que estava cansado. O corpo queria dormir, mas a mente não.
Ao fim de algumas horas, finalmente, o corpo ganhou a luta.
Quando acordou, abriu os olhos, olhou para o tecto e a primeira palavra que o despertar lhe sussurrou foi…

“… Cinzento …”

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Réstia de luz


Se observo o infinito
e vejo o mais leve cintilar
das luzes da Eternidade,
tudo o mais se desfigura
em tristeza e desolação.

Que é a lida cotidiana
atrás do alimento do corpo
e dos prazeres efêmeros?

Que é a pequenez envaidecida
que impele o homem
ao abismo de si mesmo
se não o desalento e a ilusão,
se não o esquecimento da Verdade?

Quando vislumbro uma réstia da luz
das paragens sublimes
onde impera o Bem,
os holofotes do mundo
parecem escuridão e lodo.

Quando vislumbro uma réstia de luz,
anseio por desvanecer nela,

Gilberto de Almeida
17/01/2016



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Desejo...



Amor,
você é a primeira,
você é a ultima,                                        
você é única,
você é tudo
o que sou agora;
nenhum antes.
Quero tuas mãos
nas minhas mãos;
quero nossos dedos
entrelaçados,
fortemente
braços estendidos
ao longo de
                                                    nossos corpos,
                                                    colados,
                                                    como se fossem um só
                                                    ocupando o mesmo espaço
                                                    de nós.
                                                    Olhos nos olhos,
                                                    bocas entreabertas
                                                    num mutuo desejo
                                                    de se terem;
sorriso pequeno,
tenso,
nervoso;
estremecimento
que aquece e
enrijece os
pelos de nós dois
num arrepio de
desejo e
volúpia!
Quero você!
Quero te ter!

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Eufônica amada
















Qual seria o tamanho da lua
Se nos teus olhos ela parece tão palpável...
Qual o canto dos doces passarinhos
Se oiço eu dos teus lábios todos
Os cânticos que fazem bem aos
Moucos ouvidos.

A distância do sonho seria
Um instante de ilusão errada...
Qual miragem te domina para
Que ignores as paixões tantas
E tristemente equivocadas.

Do paraíso a casa de Hades
Apenas o inebriar de teus sorrisos
Enclausurados... de tua graça
O vinho negado, negas abrigo
Aos sonhos apaixonados.

E ouves o fino e quase emudecido
Brado sereno... qual seria o tamanho
Do teu desprezo, oh dama... do tamanho
Da lua que prendes em teu olhar ou
Do tamanho do amor que tens,
No teu peito, guardado...


Josué Brito

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DISTÂNCIA INTERIOR


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Haicai e flores - XLIV


Nem verso, nem prosa:
- afeto é o seu dialeto.
Linguagem de rosa...

Gilberto de Almeida
16/01/2016

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O dom da infância








https://multiplasingularidade.files.wordpress.com

Ah, como é bela a infância! 

Os infinitos dias de brincadeiras,

a vida simples e doce, 
a felicidade em sentir a brisa tocar o rosto de leve   
ao brincar no balanço da praça.   

As artes e aventuras na areia, 

a satisfação em pisar na grama e nas folhas secas,  
a simplicidade no olhar e no agir,  
o não se importar com o mundo "lá fora",  
a curiosidade em ouvir novas histórias.   

Como é bela a infância!   

Como é belo o olhar de uma criança!  
Uma criança que mesmo sem te conhecer, te olha e sorri. 
E que mesmo na inocência, por excelência já possui o admirável dom de cativar.   


Marcilane Santos, 14/06/13.

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SOU RELIGIOSA COM RELIGIÃO

Sou religiosa com religião...
Deus e o seu amor!
A poesia é uma das minhas curas em Oxalá se inspira...
Sonhos meus são reflexos da luz divina
E acredito porque minha fé é a prova que me basta
Nada mais tenho que provar!
Sei pedir a Deus tudo o que preciso
Mas, aquilo que faço de coração aberto e com grande humildade…
Agradecer todas as suas bênçãos,
Todo o seu amor por todos nós...
Ele jamais poderá esquecer seus filhos
Pois sua semente neles cresce
Desde que os filhos as reguem diariamente com carinho,
Humildade e amor pela vida…
Sua e dos seus iguais próximos ou não!
                                                                                     2016 - janeiro,15
                                                                                     (Pintura da autora de 2013 "Espírito Santo")


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O Valor


O Valor

Não te percas, filho.
No mundo que te rodeia
haverá sempre quem pensará saber o que melhor é para ti.
Pensarão fazer-te bem,
para melhor encobrir ao teu olhar o caminho que te convém.
Considerarão que as tuas diferenças
não te permitem liberdade,
dirão o que lhes parece verdades
sem nunca olhar para a tua
nem tentar desvendar o segredo da tua caminhada.
Não te percas, filho.
A tua força reside nas diferenças que te habitam,
que fazem de ti um ser tão especial
e tão rico.
É essa riqueza, filho, 
que pode guiar-te mais longe do que todos poderiam prever.
Mas, filho,
não te percas de ti próprio.
Conserva-te belo e puro.
Escuta cada pessoa,
mas segue apenas o teu coração.
Ele é puro e nunca te mente.
Não te percas, filho.
Para te guiar e acompanhar
haverá sempre mãos que esperam
para segurar as tuas certezas.
Segue o teu caminho, filho,
que perdido está o mundo que não sabe ver
o valor da inocência.

Dulce Morais

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