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Cálice sagrado



A vida do cristão é doce alento
oferecido em taça de amargura 
ao coração sofrido que procura
servir sem recompensa, oculto e isento.

É cálice sagrado o seu intento,
na Terra derramado, com doçura,
porque, se entrega luz, recolhe a escura
ingratidão do mundo desatento.

Porém, não se intimida; segue adiante!
Donde a energia imensa que garante
tal brio, tão incomum, tão pouco visto?

É que essa força nasce além da Terra
e ao servidor humilde se descerra
como esperança, luz e amor do Cristo.

Gilberto de Almeida
04/12/2017



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Abre-me a porta do sonho e serei eu...

Desenho, invento beijos, construo sonhos
busco através do poema
uma palavra que me conforte...

Desenho caminhos sobre o mar
onde possa caminhar
possa amar antes da morte...

Reinvento o Sol as  Luas
rascunho  lembranças
as minhas, as tuas...

Costuro a memória do meu corpo junto ao teu
retalho de sonhos,balanço de corpos
abre-me a porta do sonho e serei eu...

Manuel Marques (Arroz)

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Os sonhos em mim

Imagem da Web
Estou agora ao passo dos sonhos, a transgressão
Maior à realidade. Não se aceitar que homens
São maus, que o amor é findo, que pais morrem,
E que as vontades envelhecem.

O sonho, um ato de coragem e desmazelo.
É não crer. Duvidar do que se vê à janela.
Não aceitar que se posicionem distantes
Os sóis.

A vida como tanto, como uma luta eterna
Contra o real, é um sonho. Um sonho de
Liberdade. Um sonho que não cabe entre
Ideias e que transcende as mãos.

São enormes os sonhos. E sendo grandes
Como os pensamentos e os homens, não
Cabem os sonhos em lugar algum. São
Os sonhos livres, libertos, escorregadios.

Os sonhos jamais presos e contidos. Morrem
Os homens, eles não. Os sonhos que estavam
No coração de uma mulher vão à cova, os de
Umas crianças se escondem no coração.
Continuam sonhos...

E assim, a vida. A vida como dependente dos
Sonhos, quase um barbarismo, posto que
São os sonhos a vontade primaz
De se viver (livre).

Josué Brito 



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Labirintos do amor...

Navego nas lágrimas que me vêm do fundo da alma
percorro o teu corpo como quem quer apenas sentir o teu calor
amo-te com sede e desejo...

Deixa que o  amor seja a estrada do sonho
que os labirintos do amor
se transformem em lugares onde nos podemos amar eternamente...

Manuel Marques (Arroz)

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Na noite fria nada existe...

No eco dos meus sonhos oiço vozes
alguns silêncios
mas na noite fria nada existe...

Como gostaria de tocar as tuas mãos
pernoitar no teu peito
nestas noites de ilusão...

Deixa-me que me encontre em ti
para despertar os teus sentidos
e assim poder mergulhar no teu corpo.

Manuel Marques (Arroz)

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O outro lado dos sonhos...

O outro lado dos sonhos.
Noites longas
silêncios que têm voz
sonhos ilusões
o que resta de nós ...

Olha-me para os olhos
aonde se escondem fantasmas
em sonhos exaustos, vazios ...

Deixa-me adivinhar no teu olhar
o outro lado dos sonhos
e enquanto encontrar o teu sorriso
nunca te deixarei de amar...

Manuel Marques (Arroz)

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O que separa as minhas mãos do teu corpo ?


Os meus dedos tocam-te
corpo onde me perco e encontro
corpo quente de amor
ilusão de sonhos perdidos
corpo que nasce na mente de um sonhador...

O que separa as minhas mãos do teu corpo ?
não sei se te toco
se te provoco...

Manuel Marques (Arroz)

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Dá-me um sonho que seja nosso...

De memória em memória atravesso-te
nas minhas lágrimas ainda restam alguns sonhos
procuro palavras,procuro-te...

Silêncio e mais silêncio
o vazio a realidade o sonho
o sorriso nos lábios de um amor triste...

Grito surdo,sonho de poeta
na noite escura o teu olhar fulmina-me
dá-me um sonho que seja nosso...

Manuel Marques (Arroz)

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Setembro

Setembro
faz isso
Deix(a)gosto
Passado


LitoNazareth

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Fica em mim esta noite...

Vagueio na escuridão desta noite
nos meus sonhos há fragmentos de solidão
sombrias madrugadas de ilusão


Nem sempre da janela do meu quarto encontro o sonho
são inocentes os meus olhos quando te olham
e no silêncio da noite a alma resiste .

Fica em mim esta noite
até que tudo se dissolva em sonhos
abraça-me e envolve-me de amor.

Manuel Marques (Arroz)

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Independência (ou morte)?

Imagem: Google


Hoje, dia da Independência do Brasil.
E eu fico me perguntando: que independência? 

A cada nova notícia nos jornais e nas redes sociais,
minha inconformação aumenta.
Vejo estampada a notícia de um abuso sexual num coletivo.
E nada fez a justiça para punir o indivíduo. 
Quatro dias depois, o mesmo "homem" repete o ato contra outra mulher.

E o mesmo se repete em outro Estado mais alguns dias depois.
Ambos os casos são reduzidos a nada, a pó.
A uma insignificância sem dó.
Pois os sujeitos "responderão" em liberdade.

Quanta impunidade! 
O ato em si não atinge apenas àquelas mulheres.
Mas a todas nós.
Que temos nossa liberdade ameaçada a cada segundo.
Poder? Podemos. Sempre poderemos mais. 
Não deixaremos de lutar.

Mas, como prosseguir?
Se de plenos poderes gozam Legislativo, Executivo e Judiciário.
E como ficamos nós? 

Exploradas/os a cada dia.
A cada dia desatando nós.
Tolhendo vontades.
Cortando gastos.
Comendo o necessário
para não morrer de fome.

Sem nome. Só números.
Estatisticamente comprovados.
Como os daqueles/as negros/as e favelados/as.
Que são mortos/as ou detidos/as mesmo sem terem cometido crime algum.
A cor da pele como justificativa.
De que? 

Mas, falando em números,
os de ontem me deixaram ainda mais chocada.
Em muitas malas estavam (guar)dados muitos milhões.
51 MILHÕES de reais, para ser mais exata.

E mais uma vez meu coração se parte em milhões de pedaços.
Ao refletir que com tanta coisa esse dinheiro poderia ser gasto. 
Dinheiro que é nosso. Dinheiro que é do povo. Dinheiro. Muitos.

De cá, apenas assistimos
nossos direitos serem tomados.
Basta uma canetada e está consumado.
20 anos de cortes em investimentos na população.

Bem que poderiam clamar não por "ordem e progresso", mas por Ordem no Congresso.

Só sei que nosso povo trabalhador,
com o suor de seu labor
leva para casa ínfimos novecentos e poucos reais por mês.
Para alimentar muitas bocas e alguns ideais.
Ideiais e sonhos. 

Como o sonho de ver filhos/as, netos/as e sobrinhos/as com diplomas na mão.
Para quem sabe no futuro conseguirem colocar no papel aquilo que seus pais, mães, avôs, avós, tias e tios não conseguiram.
Para quem sabe usarem a caneta e
reescreverem uma nova história.

Uma história de libertação.
Uma história sem opressão.
Uma história sem corrupção.

Uma utopia? Talvez.
Talvez uma utopia mais uma vez.
Mas, vivemos de utopia.

Pois que a história fala que somos independentes.

Mas continuo a me perguntar: que independência?

Marcilane Santos, 
07 de setembro de 2017.



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Agradecimento | Soneto: Uma palavra

Caros amigos leitores e escritores, meu último compartilhamento aqui foi em 29/01/2016, e sinto que devo desculpas pela minha ausência.

A Família Tubo de Ensaio é, e acredito que sempre será um ótimo lugar para se prestigiar e partilhar o que sentimos, que serão nossas eternas e memoráveis lembranças. Aquelas que nos aquecerão fielmente.

Sou grata por tudo que já me aconteceu aqui e por fazer parte. Muitas das obras que li, me ajudaram bastante, e seus excelentes escritores também.

Um viva à vida, que fica mais linda quando podemos desfrutá-las das melhores maneiras possíveis.

Deixo aqui meu soneto, e mais uma vez, meu agradecimento!


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A Culpa Não é Do Celular



Por Osny Alves


Com a possibilidade de enviar muitas mensagens em um clique, a sociedade tem enlouquecido a si própria. O exibicionismo virou a modinha do século, crianças na idade de brincar de bola ou boneca ou melhor que isso, lerem um bom livro, se sujeitam a tirar selfies de seu rosto, de seu corpo, de suas intimidades, como se fosse algo normal é que o pudor fosse algo negativo e ultrapassado. O mais interessante é que isso tem atingido uma classe maior de pessoas, e temos visto jovens e adultos, fazerem a mesma coisa! Esses dias recebi no app do WhatsApp, uma anciã fazendo um filme, onde ela tirava peça por peça, até ficar totalmente nua, se insinuando tentando seduzir alguém do outro lado da tela de seu celular, a senhora beirava seus setenta anos de vida, e parecia insana, menos para quem fora daquele banheiro achava que ela seria a nobreza e retentora da moral e dos bons costumes. Ou o mundo quase todo enlouqueceu, ou fui eu que enlouqueci. Mas a verdade é uma só, a malícia e a falta de vergonha é contagiosa, bem como se fosse um vírus contaminando a tudo é a todos. Parecem zumbis, mortos-vivos, caminhando pela face da terra. Hoje é comum ver pessoas filmando a si próprias e seus parceiros realizando aos obscenos, escandalosamente e postando na internet, como se fosse uma simples foto de rosto. Fico pensando na coragem ou irresponsabilidade dessas pessoas, essa insanidade total que tem afetado o mundo, atravessando a moral da sociedade, sua fé no religioso, destruindo culturas e lares. Outro dia vi no celular de um colega uma menina que pedia para que a filmassem transando com diversos meninos, e dizia: - "olha aí fulano como é que se coloca chifre"... Penso eu que ela queria punir a si própria, pensando equivocadamente que estava punindo o namorado. Nossos celulares tinham que ter um tipo de filtro que recusasse nudes, filmes pornôs, pouca vergonha de idosos, adultos, jovens e crianças... Músicas que falam abertamente sobre tudo relacionado a sexo e crimes, dos mais hediondos. Em nossas escolas estão cheias de vídeos pornográficos que rapidamente viralizam e em questão de segundos tomam conta das redes sociais e na maioria dos casos quem liberou tais vídeos, foram as próprias "vítimas". É incrível como a inversão de valores se agigantou com imensa rapidez, tal qual como o mar de lama que devastou Mariana e outras cidades, ou como o Vesúvio que cobriu de larva cidades inteiras destruindo tudo o que com sacrifício foram criadas. O que é moral hoje em dia? E bons costumes? Ainda vamos ouvir que são uma espécie de animais em extinção. Nem tanto a Burca, nem tanto o Nude. Mantenhamos o equilíbrio. A sociedade já tem muito pecado e crime com que pagar, e quem vai pagar a conta são as crianças dessa geração e dos que estão por vir. Hoje o natural é o voyeurismo, exibicionismo, e tantas outras coisas que sabemos que o mundo entrou num caminho perigoso, um colapso sem volta.

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O TEU DESEJO É A TUA ORAÇÃO



‘Meu coração grita e geme de dor’ (Sl 37,9). Há gemidos ocultos que não são ouvidos pelos homens. Contudo, se o coração está possuído por tão ardente desejo que a ferida interior do homem se manifesta em sons externos, procuramos a causa e dizemos a nós mesmos: Talvez ele tenha razão de gemer; e talvez lhe tenha ocorrido algo. Mas quem pode compreender esses gemidos, senão Aquele a cujos olhos e ouvidos eles se dirigem? Por isso diz: ‘Meu coração grita e geme de dor’, porque os homens, se às vezes ouvem os gemidos de um homem, ouvem frequentemente os gemidos da carne; mas não ouvem o que geme em seu coração.

E quem seria capaz de compreender por que grita? Escuta o que diz: ‘Diante de Vós está todo o meu desejo’ (Sl 37,10). Não ‘diante dos homens’, que não podem ver o coração, mas ‘diante de Vós’ está todo o meu desejo. Se, pois, o teu desejo está diante do Pai, Ele que vê o que está oculto, te recompensará.
Teu desejo é a tua oração: se o desejo é contínuo, também a oração é contínua. Não foi em vão que o Apóstolo disse: ‘Orai sem cessar’ (1Ts 5,17). Será preciso ter sempre os joelhos em terra, o corpo prostrado, as mãos levantadas, para que ele nos diga: ‘Orai sem cessar?’ Se é isto que chamamos orar, não creio que possamos fazê-lo sem cessar.

Há outra oração interior e contínua: é o desejo. Ainda que faças qualquer outra coisa, se desejas aquele ‘repouso do sábado eterno’, não cessas de orar. Se não queres cessar de orar, não cesses de desejar.

Se teu desejo é contínuo, a tua voz é contínua. Ficarás calado, se deixares de amar. Quais são os que se calaram? Aqueles de quem foi dito: ‘A maldade se espalhará tanto, que o amor de muitos esfriará’ (Mt 24,12).

O arrefecimento da caridade é o silêncio do coração; o fervor da caridade é o clamor do coração. Se a tua caridade permanece sempre, clamas sempre; se clamas sempre, desejas sempre; se desejas, tu te recordas do repouso eterno.

‘Diante de Vós está todo o meu desejo’. Se o desejo está diante de Deus, o gemido não estará? Como poderia ser assim, se o gemido é a expressão do desejo?

Por isso o Salmista continua: ‘Meu gemido não Vos é oculto’ (Sl 37,10): Não é oculto para Deus, mas é oculto para a multidão dos homens. Ouve-se por vezes um humilde servo de Deus dizer: ‘Meu gemido não Vos é oculto’ e vê-se também esse servo sorrir. Será por que o desejo está morto em seu coração? Se o desejo permanece, também permanece o gemido; este nem sempre chega aos ouvidos dos homens, mas nunca está longe dos ouvidos de Deus” (Comentário ao Salmo 37,13-14; CCL 38,391-392).

Santo Agostinho de Hipona, +430

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Tende o amor

Tendem o corpo e a alma ao sepulcro.
O olhar dotado do acaso sem escrúpulos
Viajando ao além... se arrefecendo aos poucos,
Criando mundos que não são compatíveis, mas
Que são seus, que são únicos. 

Consoante a uma ampulheta fria e calculista,
As mãos se vão distanciando... Cria-se um mar. A
Sublimação dantes eviterna e fascinada
Torna-se esquálida,  alimentada
Pelo  próprio dissabor.

Faz-se vivo a brecha, o instante, o momento...
Onde o coração não mais se acalenta. Esfriou-se.
As simulações fazem faces, fazem beijos,
Fazem entregas, todas falsas, todas dotadas
De amargura.

E no fim qual a verdade? Qual a real ventura?
Todos os homens são falsos... Todos os pensamentos
São vagos, estão, enquanto se diz eu te amo,
Em outras desventuras.

Josué da Silva Brito 

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Ensaio sobre a loucura

Composição Vii - Petróleo Por Wassily Kandinsky 

O homem sendo a materialização do desejo e a transfiguração do fazer pode ser classificado em duas palavras, que em partes são sinônimos: amor e loucura. A loucura fez do homem capaz de amar, deu a ele a determinação insana e irracional pela conquista e pelo auto sacrifício. O amor tornou o homem louco, capaz de transcender o ambiente racional e conceber as mais tenras ilusões juvenis.
O amor e a loucura juntos deram ao homem a criatividade, a luta e o ar selvagem que ainda permanece vivo no perfume de raça estranha. Ao homem o amor, à loucura o homem.
Durante séculos o amor, o homem e a loucura caminharam em harmonia, criando um ambiente de profunda criação, ética e humanidade.
Alguma coisa, porém deu errado no tempo. De alguns homem se apropriou a loucura, enquanto de outros, o amor. O amor e a loucura não mais como unha e carne, mas como rivais em busca da conquista de seguidores. Eis, então, a origem dos tresloucados do século atual.
O amor desligado da loucura criou uma loucura impalatável. Homens loucos pelo dinheiro, pela glória, pelas guerras... Verdadeiros animais insanos pelas próprias conquistas vazias. Já os que foram dominados pelo amor e não possuem loucura se tornaram silentes, desaparecidos entre a calamidade, como se fossem apenas mais um elemento do caos.
Os homens de outrora que amavam a loucura e dela tinham meio para o amor simplicissimamente se reduziram a lembrança. São alguns poucos e modestos poetas que ainda acreditam em ideias e na ordem do destino. São, entretanto, tão raros e esquálidos que fazem menos diferença que o aljôfar nos olhos de uma dama em um mundo de insensíveis.
O equilíbrio, não obstante, ainda se encontra com o surgimento de novos homens. Uma casta nem superior, nem inferior, apenas diferente. A nova categoria de homens não se domina pelo amor ou pela loucura. São indomáveis. Não são atores da peça que se encena em um universo repetitivo. São observadores. Sem poder para impedir o desastre da guerra entre o amor e a loucura, essa casta se reserva a prevê o que virá. São observadores implacáveis e mais ainda são contadores daquilo que observam. Essa nova geração que se desprendeu da polarização inútil e inglória se denomina escritores...


Josué da Silva Brito 

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Noite.

Busco no teu leito o amor
amor virgem apaixonado
contigo encantarei a noite...

O tempo é tudo
saudade e memória
a minha voz  o silêncio profundo...

Abandono-me ao silêncio
quanto mais habito a noite mais te amo
o meu amor é maior que o mundo...



Manuel Marques (Arroz)

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Brasil um Tiânic Anunciado



Aquela arte de ser brasileiro com toda a magia daquele modo tão meigo, era tudo o que o mundo queria. Os turistas que chegavam em tudo se maravilhavam nesse país lindo e tropical...  Praia, futebol, carnaval! Tudo aqui tinha uma beleza que só quem conheceu ainda ama, dos casarões antigos de São Paulo, ou das calçadas de Copacabana, dos grandes prédios de Brasília, ou da lagoa da Pampulha, ou Alameda Pamplona, mas tudo, tudo já anunciava que muita festa não presta, aqui tem muito feriado apesar de isso ser natural...
Tudo que se plantava, dava! Lembro-me de ser bem legal, até tinha corrupção, mas era tudo tão pequeno, não tinha o veneno ou o jeitinho brasileiro que contaminou a nação! O mundo todo falava do gingado de um povo trabalhador, sofrido, ingênuo que derramava e adubava o solo com seu suor, tudo era tão sereno, mas a ambição contagiou o meio político e foi corrompido. Onde ninguém sabe de nada.... Se viciou no fruto proibido, que atende por corrupção. Desde um dvd pirata a uma roupa de marca, tudo é imitação. Antes as prestações eram altas, mas não eram esse "Monte Everest," que nenhuma cabra da peste" pode se dizer escalador... Hoje a gente fala com máquina, numa simples ligação... Não tem mais contato humano... É tudo enganação, até para cobrar a gente do outro lado da linha vem uma vozinha que se finge de amigo: "oiê," mas some de repente, é tudo uma armadilha e até mesmo na família a gente vê falsificação. É igreja para todo lado, com placas diferentes​, ali tem muito fiel enganado, por bandido disfarçado de crente. É muito papo furado: é o homem que veio do macaco.... É o outro na igreja dando todo o salário, pensando em ficar milionário, mas não quer saber de trabalho, de estudo menos ainda! E daqui eu analiso todo esse desperdício, de um povo até criativo, mas se encontra em meio ao vício, chicoteado e passivo.
O sexo hoje está tão explícito é self para todo lado, um monte de corpo pelado, de criança a idoso doente, mas isso você já sabe, é Facebook e “”Whats app’”, num país desavergonhado, é uma chuva de enganos! O que era certo agora é errado, é uma inversão de valores, onde não se tem mais culpados.... Para os direitos humanos são inocentes sofredores. 
A educação virou ironia, hoje sem saber se passa.... Onde antigamente repetia.... Hoje se tiver presença em sala de aula, tira dois mesmo tirando zero na prova, é cada coisa que endoida, que tem que pedir licença, para continuar essa prosa. É proibido proibir só para as coisas direitas. Imagine que antigamente para a letra ficar perfeita, e entendível, e passar a outro nível, tinha o caderno de caligrafia, tinha a tabuada, tudo era simples magia, hoje isso é proibido por constranger a criança, vejam que essa lambança na educação contagia, não vou falar da lei da palmada pois tudo virou uma piada, não existe cintada, isso é uma vergonha, onde a cultura se esconde e a malícia se assanha! Se alguém passa mal ou sofre um acidente, levam direto ao hospital, ficam na fila simplesmente, um tempo para lá de anormal, o médico não sabe de nada, nem de remédio, ou de dose, não entende coisa nenhuma, tudo para ele é virose. E para quem não quer trabalhar, fica num boteco encostado, pois no bolso há um papel, por nome atestado, para apresentar amanhã no serviço. Antigamente se pensava no outro, tinha sempre um abraço ou um ombro, era amor e doação! Hoje ninguém pensa em ninguém, é tudo enganação. É cobra engolindo cobra, é dragão matando dragão, é uma insídia danada, traição gera traição! É balança marcando errado, é gelo dentro do frango, é rato dentro da Coca, é a nação se enganando, é carne com papelão é leite contaminado, é ladrão conta ladrão, é polícia recebendo chumbo trocado, é político ladrão, são os presidentes é o senado, é o naufrágio dessa nação num mar enlameado! E fico eu desse lado, na verdade num cantinho, ouvindo o papo furado e vendo muita gente curtindo, ninguém confia em ninguém e ainda ficam sorrindo, e penso eu com meus botões, como serão outras nações? Será que é esse caldeirão? Onde quem domina são legiões, para quem crê... E no apocalipse espera, sabe que o inferno é nesse funil, onde cultuam o BBB e a novela, nesse fim de mundo que se chama Brasil!

Osny Alves

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